Domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Avaliação da acção - Hiperactividade

 Hiperactividade 

 

     Este é um tema que considero deveras controverso, pelo que, será  importante reflectirmos – e levarmos a reflectir -  sobre ele. Com tal, a frase que escolhi foi a que ressalva que “a hiperactividade é um problema social. – É importante saber que o diagnóstico de hiperactividade é difícil e, portanto deve ser feito por uma equipa médica – para evitar um falso diagnóstico.” 

     De facto, não posso estar mais de acordo com esta frase. A hiperactividade é uma perturbação difícil de diagnosticar, ou melhor, as pessoas tornam-na complicada de diferenciar de um certo comportamento que se propagou pelas nossas crianças desde alguns anos para cá. Sim, falo de um comportamento abusivo e de desrespeito que algumas crianças assumem perante a sociedade, fruto de um novo conceito de educação (ou da falta dela) baseado na liberdade total das crianças. Desta forma, gera-se um descontrolo educativo, onde as crianças é que tomam o poder e se tornam pequenos ditadores assumindo comportamentos a que a família atribui erradamente ao conceito de hiperactividade. É fundamental que nós profissionais ajudemos a sociedade a entender que não devemos “esconder” os comportamentos que permitimos às nossas crianças (pelos quais somos responsáveis e não a hiperactividade) por detrás de uma perturbação grave como esta.

     

Esta não pode nem deve ser a palavra da “moda”, não devemos tentar rotular as crianças que não soubemos “educar” com uma perturbação destas e tentar medicá-las, devemos sim tomar consciência dos nossos erros e tentar corrigi-los. Há tantas crianças com perturbações (e tantos pais) que davam tudo para não as ter…PENSEM!

 

Barbara Silva


 


Associação Portuguesa de Investigação Educacional:

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Domingo, 31 de Janeiro de 2010
Informação da apie

ACÇÕES DE FORMAÇÃO EDUCAÇÃO ESPECIAL

Consulte o Jornal Oficial 2010 em baixo ou contacte:

edif@sapo.pt


Associação Portuguesa de Investigação Educacional:

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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010
Acções de formação: EDUCAÇÃO ESPECIAL

Consulte em baixo o JORNAL OFICIAL 2010 com parte da planificação da apie, nomeadamente: a oferta formativa para este primeiro semestre, sebentas, III Cimeira Virtual, etc...

Qualquer dúvida contacte:

edif@sapo.pt

 


 



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Domingo, 10 de Janeiro de 2010
Jornal oficial 2010
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Domingo, 29 de Novembro de 2009
Avaliação da acção - Formação pessoal e preparação para a vida activa

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”

(Francisco F. Lemos 1999)

 

Optei por reflectir esta frase, visto concordar totalmente com ela e sentir-me angustiada por haver grandes entraves a este nível.

É bem verdade que as escolas devem munir-se de recursos que possibilitem uma educação de sucesso, onde todas as crianças recebem formação, informação e sentem-se motivadas para a aprendizagem.

Numa reflexão a nível interno de escola, tenho notado que apesar de existir um grande esforço dos professores e dos executivos para darem uma melhor resposta a este nível, muitas são os entraves que existem: a falta de tempo dos professores, a verba que as escolas recebem é escassa para sustentarem uma formação de qualidade; os recursos arquitectónicos não favorecem o desenvolvimento de actividades diversificadas, etc.

Mesmo que as escolas tenham possibilidade de oferecer uma boa formação a todos os alunos, com recursos humanos, materiais e arquitectónicos, sinto que a nível externo existem muitos entraves para que os alunos consigam praticar aquilo que aprenderam na escola num contexto real de trabalho: existem grandes processos burocráticos para se conseguir integrar uma criança em empresas, muitos funcionários não têm paciência para as ajudar, os seus responsáveis não têm sensibilidade em saber que todos precisam de uma oportunidade.

Para existir sucesso há necessidade de um grande investimento por parte do governo na formação e uma grande sensibilização às empresas para que estas aceitem pessoas sem experiência e especiais.

Nilza Matos



Associação Portuguesa de Investigação Educacional:

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Sábado, 14 de Novembro de 2009
Avaliação da acção - A multideficiência no contexto educativo

Trabalho num agrupamento onde existe uma unidade de multideficiência. O trabalho aí realizado com os docentes e assistentes operacionais decorre bem se tivermos em conta alguns  constrangimentos. Na sala não existe  água, o wc para deficientes não permite as “manobras” das cadeiras de rodas e as tarefas de higiene dos alunos porque o espaço é reduzido. A realização de algumas actividades de vida diária estão limitadas pois não há espaços específicos para o efeito. A construção da escola terminou no início deste ano lectivo!

Há de facto muito por fazer na inclusão dos jovens e crianças com multideficiência nas escolas públicas d ensino regular, sob pena de não se desenvolverem  áreas importantes para uma maior autonomia dos alunos.

Anabela Leite (Professora)



Associação Portuguesa de Investigação Educacional:

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Avaliação da acção - PCT vs Adaptações Curriculares

Adaptações Curriculares

Apesar de se ter vulgarizado a expressão, na prática a maioria dos docentes continua   a sentir dificuldades na sua concretização. Nas reuniões dos Conselhos de Turma  para preparação/elaboração do PCT, tornam-se evidentes tais dificuldades : como adaptar sem pôr em causa as competências definidas no currículo?, como adaptar se depois há exames e provas nacionais uniformizadas?, como adaptar se todos os alunos têm perfis diferentes?, como adaptar se depois os critérios de avaliação estão uniformizados? Etc, etc. Estão são questões recorrentes nas reuniões. Quando nas turmas existem ainda alunos com necessidades educativas especiais de carácter permenente cujos programas educativos “exigem” adequações no processo de ensino e de aprendizagem, estas dificuldades acrescem. É de facto necessário retomar este tema mas de uma forma prática que permita pistas de apoio para os professores elaborarem e concretizarem as adaptações curriculares apesar de eventuais constrangimentos que possam na verdade existir. Esta acção pode ser um valioso contributo nesse sentido.

Anabela Leite (Professora)



Associação Portuguesa de Investigação Educacional:

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Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Avaliação da acção - A multideficiência no contexto educativo

Os alunos com multideficiência apresentam combinações de acentuadas limitações, as quais põem em grave risco o seu desenvolvimento levando-os a experienciar graves dificuldades no processo de aprendizagem e na participação nos diversos contextos em que estão inseridos: educativo, familiar e comunitário. Estas limitações e o seu nível de funcionalidade resultam da interacção entre as suas condições de saúde e os factores ambientais.

 

Segundo Orelove, Sobsey e Silberman (2004) e Saramago et al., (2004:213), as crianças com multideficiência, “...apresentam acentuadas limitações no domínio cognitivo, associadas a limitações no domínio motor e/ou no domínio sensorial (visão ou audição), e que podem ainda necessitar de cuidados de saúde específicos. Estas limitações impedem a interacção natural com o ambiente, colocando em grave risco o acesso ao desenvolvimento e à aprendizagem”.

 

Estes alunos podem apresentar características muito diversas, as quais são determinadas, essencialmente, pela combinação e gravidade das limitações que apresentam, pela idade em que surgem e pelas experiências vivenciadas.

 

De acordo com o Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro (art.º 4.º, n.º 1-3) e com a Portaria 1102 alíneas b) e c) do número 1, as escolas devem incluir nos seus projectos educativos as adequações relativas ao processo de ensino e de aprendizagem, necessárias a responder às NEEcp das crianças e jovens assegurando a sua maior participação nas actividades do grupo ou turma e da comunidade escolar.

 

O conceito “escola inclusiva” (Unesco, 1994) tem orientado para o meio escolar grupos de crianças e jovens tradicionalmente “excluídos” do ensino regular. De tal forma que muitas das dificuldades encontradas pelas crianças e jovens com necessidades educativas especiais (NEE), foram agravadas por um processo de exclusão e institucionalização que surgiu da participação em sistemas separados de educação e formação.

 

Para colmatar essa exclusão dos alunos com NEEcp da escola regular, surgem novas políticas educativas orientadas pelo princípio da inserção social. Esta nova política inclusiva pretende garantir que a criança e o jovem com NEEcp participem nos serviços comuns de educação, formação e emprego. Deste modo, a actual política segue a teoria formulada por Vygotsky (1993) que propõe que a criança com deficiência seja estudada numa perspectiva qualitativa e não como uma variação quantitativa da criança sem deficiência. A pessoa com deficiência não é inferior aos seus pares, apenas apresenta um desenvolvimento qualitativamente diferente e único.

 

O mainstreaming, designação actualmente utilizada para referir esta orientação, deve proceder de uma abordagem de nível sistémico que exige mudanças e ajustamentos às necessidades das pessoas com deficiências e incapacidade, promovendo a adaptação e a acção positiva.

 

Respeitar as diferenças individuais tem como principal objectivo a inclusão escolar que pressupõe a diversidade curricular, o uso de estratégias de ensino/aprendizagem diferenciadas e ainda uma gestão integrada dos recursos humanos e materiais. Fundamental ainda ao princípio mainstreaming é a participação e a implicação das instituições dirigidas a pessoas com NEEcp na construção do planeamento e na concretização de respostas e serviços comuns.

 

O Agrupamento de Escolas, com essa orientação integradora, representa o meio mais eficaz de combater atitudes discriminatórias, de criar comunidades acolhedoras, construir uma sociedade integradora e promover a educação para todos. Além disso, proporciona uma educação efectiva à maioria das crianças e melhora a sua eficiência com o recurso a serviços comuns.

 

Desta forma, a educação especial constitui uma resposta integrada da escola a alunos com NEEcp e a operacionalização destas prioridades implica uma procura constante de organização e funcionamento escolar, de modo a dar as respostas mais adequadas.

Portugal contempla, no seu quadro de política e estratégia educativa, o objectivo de inclusão das pessoas com deficiências e incapacidades, sendo patente a defesa de um modelo de escola inclusiva. A legislação em vigor reflecte essa orientação;

A Declaração de Salamanca (Unesco, 1994), o Decreto-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro e Portaria 1102/97 alíneas b) e c) do número 1.

A Declaração de Salamanca recomenda especificamente às organizações não governamentais que fortaleçam a sua colaboração com as entidades oficiais e que intensifiquem o seu crescente envolvimento no planeamento, implementação e avaliação das respostas inclusivas às necessidades educativas especiais”;

- Toda a criança tem direito fundamental à educação, e deve beneficiar da oportunidade de atingir e manter o nível adequado de aprendizagem,

- Toda a criança possui características, interesses, habilidades e necessidades de aprendizagem que são únicas,

-Sistemas educacionais deveriam ser designados e programas educacionais deveriam ser implementados no sentido de se levar em conta a vasta diversidade de tais características e necessidades,

- Aqueles com necessidades educacionais especiais devem ter acesso à escola regular, que deveria acomodá-los dentro de uma Pedagogia centrada na criança, capaz de satisfazer a tais necessidades,

-As Escolas regulares que possuam tal orientação inclusiva constituem os meios mais eficazes de combater atitudes discriminatórias criando-se comunidades acolhedoras, construindo uma sociedade inclusiva e alcançando educação para todos.

 

O artigo 30º do Decreto-Lei 3/2008 sustenta o trabalho em cooperação e parceria, entre as escolas / agrupamentos de escolas e instituições de ensino especial – os CRI.

 

Atendendo a que as dificuldades de desenvolvimento dos alunos decorrem não só da sua problemática, mas também da forma como são aceites e compensadas pelo meio ambiente, é necessária a prestação de apoios diferenciados e adaptados a esta forma específica de pensar e de aprender.

 

Maria Manuela Esteves - Professora



Associação Portuguesa de Investigação Educacional:

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Sábado, 7 de Novembro de 2009
Avaliação da acção - A multideficiência no contexto educativo

O conceito de inclusão tem vindo a evoluir ao longo dos tempos, tornando-se evidente a existência de uma nova forma de encarar a deficiência.

Actualmente muitos são os alunos com necessidades educativas especiais, nomeadamente portadores de multideficiência, que frequentam a escola. Não poderia nem pode ser encarada esta questão de outra forma: O lugar de todas as crianças e jovens é na escola.

Contudo, existe ainda um longo caminho a percorrer no que diz respeito à verdadeira inclusão.

Não estaremos a falar de Inclusão se os alunos portadores de multideficiência passam mais tempo com os professores de educação especial do que com os professores do regular, nem tão pouco se estes alunos não frequentam regularmente as aulas que os seus colegas de turma frequentam.

Existe uma variedade de actividades que estes alunos podem fazer. São, no entanto, necessários recursos, especialmente humanos para o conseguir.

É claro que sem o auxílio de assistentes operacionais , terapeutas e o próprio corpo docente, torna-se impossível dar a resposta que estes alunos necessitam e têm o direito de obter.

Estes alunos, em qualquer nível de ensino, devem frequentar/usufruir dos mesmos espaços que os seus colegas usufruem, nomeadamente as diversas aulas, no caso do 2º e 3º ciclos. Com a permanência de um professor de educação especial (quando necessário), ou de uma assistente operacional, é possível fazer-se uma verdadeira inclusão. Não esquecendo, obviamente, o recurso a material informático, especifico que pode ajudar e muito o nível de participação destes alunos nas actividades da turma e da escola.

No caso dos alunos portadores de multideficiência é necessário sensibilizar todo o corpo docente para a questão das Unidade de Apoio Educativo a Alunos com Multideficiência. Estas Unidades devem ser encaradas como uma sala de recursos. Os alunos não são da Unidade, são da escola e da turma onde estão inscritos. 

Incluir significa trabalhar em parceria. É fundamental uma estreita relação entre todos os intervenientes deste processo, escola, terapeutas e pais/encarregados de educação, para que se possam elaborar os P.E.I e os C.E.I atendendo às idiossincrasias de cada um.

É enorme o desafio com que nos confrontamos diariamente, contudo é igualmente gratificante testemunhar a alegria que sentem por se sentirem parte integrante da sociedade, através do espaço escolar.

Maria de Fátima Santos (Professora)



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Domingo, 25 de Outubro de 2009
Avaliação da acção - Autismo

Avaliação da acção “Autismo - Perda de contacto  com a realidade exterior

 

“... pais e professores, escola e meio, são os personagens e o universo que estruturam e enquadram a criança em idade escolar."

Benavente (1990:45)

 

As Perturbações do Espectro do Autismo caracterizam-se por disfunções neuropsiquiátricas, as quais apresentam uma grande variedade de expressões clínicas, resultando de perturbações do desenvolvimento do sistema nervoso central multifactoriais. Presentemente, incluem-se nas Perturbações Globais de Desenvolvimento que não têm cura e persistem ao longo da vida.

As Perturbações do Espectro do Autismo baseiam-se numa tríade clínica, a referir: dificuldades de relacionamento social; dificuldades de comunicação e falta de flexibilidade de pensamento e de comportamento.

Relativamente à interacção social, as crianças com Perturbações do Espectro do Autismo apresentam dificuldades de relacionamento quer com os adultos, quer com os seus pares. Algumas crianças manifestam uma indiferença social significativa, outras são passivas nas interacções sociais, revelando um parco interesse pelas outras pessoas.

No que diz respeito à linguagem e comunicação, algumas crianças com Perturbações do Espectro do Autismo não desenvolvem qualquer tipo de linguagem, outras podem ter um bom domínio da gramática e da articulação e podem falar fluentemente, mas têm dificuldades em manter trocas bilaterais recíprocas. Tanto a forma como o conteúdo das capacidades linguísticas destas crianças são peculiares e incluem ecolalia, inversão de pronomes e invenção de palavras. Reagem emocionalmente às abordagens verbais e não verbais das outras pessoas de forma inadequada, evitando o olhar e apresentando grandes dificuldades em compreender as expressões faciais, as posturas do corpo ou os gestos, isto é, todos os comportamentos necessários ao estabelecimento e regulação da interacção social recíproca.

No que concerne ao pensamento e comportamento, é de referir que as crianças com Perturbações do Espectro do Autismo apresentam grandes dificuldades relativas à flexibilidade de pensamento e de comportamento, as quais se reflectem na exibição de comportamentos estereotipados repetitivos e obsessivos e/ou numa reacção exagerada face a qualquer alteração inesperada das rotinas; fraca imaginação social; atraso intelectual e ausência de jogo imaginativo.

As dificuldades nestas três áreas traduzem-se na prática em

«dificuldades significativas para aprender da forma convencional e podem manifestar-se, entre outras, por algumas características como falta de motivação, dificuldade na compreensão de sequências e de consequências, défice cognitivo, dificuldades de concentração e de atenção, alterações na descriminação/processamento auditivo e na compreensão de instruções fornecidas oralmente, falta de persistência nas tarefas, dificuldades em aceitar mudanças e em compreender as regras instintivas da interacção social, alterações de sensibilidade à dor, a sons, a luzes ou ao tacto, grande redução da capacidade imaginativa e de fantasiar, interesses restritos, alterações do sono da vigília, ou particularidades do padrão alimentar». (Carvalho & Onofre, 2006: 10).

 

Actualmente, as Perturbações do Espectro do Autismo abrangem: Perturbação autística (autismo de Kanner, autismo infantil ou autismo clássico); Perturbação de Asperger (Síndrome de Asperger); Perturbação desintegrativa da segunda infância; Perturbação global do desenvolvimento sem outra especificação (autismo atípico) e Síndrome de Rett.

O diagnóstico é feito através da avaliação directa do comportamento da criança, de acordo com determinados critérios clínicos constantes nos sistemas de classificação do DSM-IV e do CID-10.

Tendo em conta as características dos alunos com Perturbações do Espectro do Autismo, é fundamental que estes beneficiem de um Ensino Estruturado, assente num sistema de organização do espaço, do tempo dos materiais e das actividades capaz de facilitar os processos de aprendizagem e a autonomia das crianças e a diminuição da ocorrência de problemas de comportamento. Desta forma, o Ensino estruturado permite: a) que a criança/jovem tenha acesso a informação clara e objectiva das rotinas; b) garantir um ambiente calmo e previsível; c) atender à sensibilidade do aluno aos estímulos sensoriais; d) sugerir tarefas diárias que o aluno é capaz de realizar e f) promover a autonomia.

Ana Batista (Professora de Educação Especial - 910)



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