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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção nº4

A grande importância do diagnóstico específico do Síndrome X-Frágil vem do facto de que todos os casos são hereditários e familiares. A pré-mutação pode ser transmitida ao longo de várias gerações de uma família, até que um dos seus membros seja afectado. O diagnóstico estabelece a oportunidade valiosa de fazer estudos na família, para identificar outros membros que possam estar afectados ou ser apenas portadores, e de fazer um aconselhamento genético.

Uma criança com síndrome X-Frágil apresentará sempre um comprometimento na área cognitiva, que poderá ir desde dificuldades de aprendizagem até a diferentes níveis de deficiência mental. Estas crianças deverão ter um acompanhamento médico e educativo o mais precoce possível e em várias vertentes. No Jardim de Infância e Escola, deverão ser integradas junto dos seus pares da mesma idade e beneficiarem de apoio educativo individualizado que dê resposta às suas necessidades educativas. Muitos destes alunos necessitam ainda de terapia psicomotora e terapia da fala.

Com uma intervenção precoce e adequada é possível desenvolver as áreas fortes de cada criança e minimizar as suas áreas fracas.

Estas crianças deverão ter oportunidade de vivenciar experiências adequadas ao seu nível de desenvolvimento nas diferentes áreas, que lhe permitam obter sucesso, desenvolver a sua autonomia e a confiança em si próprias.

O desenvolvimento do ser humano processa-se ao longo do tempo e a partir de interacções continuadas entre os indivíduos e os seus contextos. São os contextos em que as pessoas se encontram integradas que proporcionam os recursos, os meios e as relações que permitem o desenvolvimento. Nos diferentes contextos, cada indivíduo estabelece relações com uma rede de outras pessoas a quem se encontra ligado, estas redes sociais poderão providenciar apoios e contribuir de forma positiva para a resolução de situações problemáticas que estas crianças e suas famílias possam ter que enfrentar.

 

Autoria: Anabela Lourenço (Educadora de Infância)

Data: Fevereiro de 2007