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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção nº6

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm Nee.” (Francisco F.Lemos, 1999)

 

         Todas as questões sobre Educação geram grandes controvérsias, principalmente, quando estas questões dizem respeito a alunos com N.E.E., aí sim, o problema agrava-se.

Antes de qualquer controvérsia, polémica ou solução deve-se ter sempre em conta que “A Educação é um direito humano com uma imensa potencialidade de produzir mudança. Na sua base residem as pedras angulares da liberdade, democracia e desenvolvimento sustentável... Não existe maior prioridade, missão mais importante, do que a Educação para Todos.” (Kofi Annan,1998)

         Todos temos a noção que na área da Educação nada é fácil. Existem imensos problemas e obstáculos que persistem em atar as mãos dos profissionais, pais e dos próprios alunos, talvez porque ainda vivemos num mundo com tendência a complicar, discriminar e desprezar tudo o que “é diferente”.

         A escola não tem o dever de fornecer uma formação sustentável a todos os alunos, inclusivé aos portadores de Nee, mas sim, tem como obrigação munir-se de recursos e encaminhar para planos de formação.“As escolas têm que esquecer a idéia de que o aluno tem que se adaptar a ela. Pelo contrário, elas devem tornar-se o meio mais favorável para o aluno, dando-lhe recursos para enfrentar desafios”. (Cláudia Werneck)

Por vezes, torna-se mais fácil e cómodo apontar o dedo ao Ministério, às entidades, à falta de recursos e meios para agir. Mas, apesar das inúmeras dificuldades que todos os profissionais enfrentam no seu dia-a-dia, é sempre possível fazermos algo pelos nossos alunos.

As mudanças nunca são fáceis e o mudar de mentalidades e valores já tão enraízados tornam-se ainda mais difíceis de alterar. Mas, a força de vontade, o profissionalismo e, principalmente o amor aos alunos são tudo o que precisámos.

         A escola, a partir da sua proposta pedagógica, pode efectuar mudanças radicais em toda a sua estrutura educacional. Para que a educação inclusiva seja realmente efectiva e eficaz, o que se propõe é que se cumpram as leis.

Mesmo quando nos “batem com a porta”, temos que forçar a entrada, pois todos temos a obrigação de preparar e formar os nossos alunos para a Vida Activa.

         Não podemos estar dependentes de instituições exteriores à escola para formar os nossos alunos, temos sim, que nos munir de cursos e programas de formação adequados às necessidades da população da nossa escola. Com cooperação, boa vontade e dedicação de todos, conseguimos de certeza alcançar a formação tão desejada para os nossos alunos.

Eu, como docente de Educação Especial não aceito um não, recuso-me a assistir passivamente à discriminação dos meus alunos por parte da sociedade, da escola e , por vezes até, por parte de alguns colegas de profissão, por isso, se for necessário, vou contra tudo e todos, vou à luta, para  dar aos meus alunos “diferentes” e mais que “especiais” a formação a que têm direito.

 

Autoria: Carla Pinheiro (Professora)

Data: Abril de 2007