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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção nº6

1ª frase

 

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm NEE.”

(Francisco F. Lemos 1999)

 

            Cada vez são mais os alunos com problemas na aprendizagem. As escolas não estão preparadas para dar uma resposta adequada à diversidade. O conceito de NEE tem vindo a sofrer alterações, diminuindo os tipos de problemáticas que integra, sendo, cada vez mais, direccionado para os alunos com deficiência grave, deixando de fora todos os outros alunos, que não se integram no conceito de NEE, mas também não se enquadram no currículo regular. São os alunos com problemas na aprendizagem mas aos quais não é possível “atribuir um rótulo”, que sofrem com a falta de apoios e de alternativas.

            É fundamental que as escolas obtenham os recursos humanos e materiais necessários, para dar resposta a todos os alunos e de uma forma diferenciada àqueles que quer devido a deficiência quer devido a problemas vários revelam dificuldades na aprendizagem. Claro que, para além dos recursos, é necessário mudanças estruturais que permitam outras opções aos alunos, para além do currículo regular, opções estas que devem ser mais práticas, devem formar para o dia a dia, e não, dar uma formação geral. Muitos alunos acumulam dificuldades e insucessos, em parte devido à falta de motivação. Actualmente, os interesses dos alunos são muito diferenciados, tornando-se difícil motivá-los para aprendizagens para as quais eles não vêem qualquer utilidade. É necessário criar alternativas, com uma componente prática, viradas para os alunos com problemas na aprendizagem, permitindo que estes concluam a escolaridade obrigatória com aprendizagens concretas, que possam dizer: “Eu sei fazer isto; eu na escola aprendi isto…”, em vez de concluírem a escolaridade com várias repetências e uma “mão cheia de nada”, no que se refere a aprendizagens.

            Se as escolas se munirem de recursos que permitam ir de encontro às necessidades dos alunos e aos seus interesses, certamente os alunos com problemas na aprendizagem, fazem aquisições úteis e poderão dizer: “Sou feliz na minha escola!”.

Autoria: Florinda Duarte (Professora)

Data: 22/04/07