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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Acção de Formação nº6 (Programa da acção)

Acção de Formação/Sensibilização nº6

 

Designação

 

“Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa”

 

Destinatários

 

Esta acção de Formação/Sensibilização destina-se a Professores, Educadores, Psicólogos, Técnicos de Educação Especial, Encarregados de Educação, Terapeutas, Estudantes, Auxiliares da Acção Educativa e Comunidade em geral.

 

Apresentação

Tendo em conta esta situação e às características da população escolar com nee, verificamos que existe uma grande necessidade em se trabalhar de uma forma mais eficaz a relação dos alunos com o mundo exterior, nomeadamente no que diz respeito à aquisição de competências sociais, independência pessoal e social, assim como uma preparação para o mundo do trabalho, a aquisição dos conhecimentos básicos do mundo que os rodeia e a utilização e compreensão dos serviços existentes.

A escola deve proporcionar a aquisição dos conteúdos básicos que permitam o prosseguimento de estudos ou a inserção em esquemas de formação profissional, proporcionando-lhes situações reais de trabalho, bem como facilitar a sua aprendizagem e desenvolvimento de métodos e instrumentos de trabalho, valorizando sempre a vertente prática do trabalho, assim como a comunicação, as relações interpessoais e a cooperação.

 

Nos tempos que correm em que a sociedade apresenta cada vez mais desafios, pressupõe-se preparar os alunos para conseguirem dar resposta às solicitações do presente e do futuro.

Deste modo, a escola deverá definir/redefinir a sua filosofia de vida através de um novo empenho para a sua acção futura.

A escolha do tema desta acção resume-se à necessidade de proporcionar às crianças e jovens todas as condições necessárias para o seu desenvolvimento e pleno aproveitamento das suas capacidades.

 

Programa da Acção

 

 1ªPARTE

 

Módulo I – A Integração dos Deficientes na Vida Activa

- Problematizando; Projectando; Áreas Vocacionais; Formação; Reflectindo.

Módulo II – Avaliação

- Cada formando deverá comentar uma frase.

2ª PARTE

Módulo III – Abordagem de Projecto

- Definições Básicas; A Escola.

Módulo IV – Áreas Vocacionais

- Objectivos; Expectativas; Normas de Funcionamento; Tipos; Planos; Exemplos.

Módulo V – Formação

- Objectivos; Expectativas; Normas de Funcionamento; Tipos; Planos; Exemplos; Conteúdos.

Módulo VI – Materiais de Suporte

- Documentos de utilização para Unidades de Transição para a Vida Adulta, Pré Formação, Áreas Vocacionais e Formação (175 páginas compreendendo grelhas, protocolos, etc.).

Módulo VII – Legislação

- Legislação relacionada com a temática (102 páginas compreendendo decretos, cartas, etc.).

Módulo VIII – Análise de Artigos

- Compilação de artigos acerca da temática ( relatos , experiências, planificações, etc.).

Módulo IX – Materiais de Apoio à Acção

- 157 páginas compreendendo 3 livros relacionados com a temática.

Corpo Docente

 

- Ana Duarte (Técnica Superior de Educação);

- António Araújo (Professor);

- Joana Almeida (Educadora Social);

- José Santos (Professor);

- Marisa Brito (Psicóloga);

- Nuno Almerindo (Psicólogo).

 

Parceria

 

Esta acção é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Investigação Educacional e resulta de mais uma parceria com o CECOM – Centro de Estudos e Competências Mundiais.



Inicio e Duração

 

A Acção de Formação/Sensibilização decorrerá no mês de Abril.

Inscrição

 

Para se inscrever na Acção de Formação/Sensibilização, basta enviar para edif@sapo.pt os seguintes elementos:

 

-Nome Completo;

-Zona de Residência;

-Endereço Electrónico;

-Indicar em que partes da acção se pretende inscrever (somente na 1ª ou em ambas as partes);

-Profissão.

 

Informações

 

Para mais informações contacte a Associação Portuguesa de Investigação Educacional para:

 

edif@sapo.pt

 

Avaliação Individual da Acção nº5

Alunos com Síndrome de Lowe

 

Dá-se o nome de Síndrome a um conjunto de determinados sintomas, algumas vezes de causa desconhecida ou em estudo, que geralmente é classificado com o nome do cientista que o começou a estudar. Muitos dos síndromes são raros e pouco conhecidos.

O Síndrome de Lowe é um dos síndromes de baixa incidência mas que causa atraso no desenvolvimento global, provocando deficiências físicas, mentais e problemas de saúde.

Este Síndrome foi apresentado pelo Dr. Charles Lowe e é caracterizado por catarata congénita bilateral, nefropatia tubular e atraso mental. É hereditário e transmitido pela mãe aos filhos homens, as mulheres são apenas portadoras do gene.

Pessoalmente e ao longo de mais de uma década a trabalhar com crianças com NEE, nunca trabalhei com alunos com Síndrome de Lowe, embora já tivesse ouvido falar do mesmo.

Espero que esta acção seja uma mais valia, para um maior conhecimento acerca deste Síndrome, que me permita enriquecer conhecimentos e ainda ficar a dispor de material de consulta, a utilizar na minha prática profissional, caso venha a necessitar. 

 

Autoria: Anabela Lourenço (Educadora de Infância)

Data: Março de 2007

Avaliação Individual da Acção nº5

Até à data da inscrição nesta acção de formação a Síndrome de Lowe era totalmente desconhecido, não tinha qualquer conhecimento acerca dela: como se manifesta, que consequências provoca nas crianças portadoras, ….

È com extremo agrado que participo nesta acção de formação, uma vez que ela vai contribuir para que a máxima “TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS” seja aplicada na sala de aula na sua plenitude. Para que todas as crianças tenham igualdade de oportunidades na aprendizagem e consequentemente sucesso escolar têm que ser tratadas de igual forma. No entanto para que isso seja possível o professor deve reconhecer as especificidades de cada criança.

Após uma pesquisa detalhada na Internet poucos foram os resultados obtidos, existe um número muito limitado de sites onde se pode esclarecer dúvidas e obter informações acerca da Síndrome de Lowe. Das leituras e pesquisas que fiz a informação obtida foi insuficiente para conseguir elaborar um currículo escolar alternativo para crianças portadoras desta síndrome.

Foi através desta acção de formação que fiquei a saber que a Síndrome de Lowe é uma doença genética hereditária raríssima, também conhecida por síndrome óculo-cerebro-renal (uma vez que afecta a visão (cataratas), o cérebro (atraso mental) e o aparelho renal (problemas de fígado)). Esta Síndrome provoca deficiências físicas e mentais, bem como problemas de saúde. É uma síndrome que não tem cura, mas os seus efeitos podem ser atenuados através de medicação, cirurgias e educação especial.

A Síndrome de Lowe tem apenas incidência na população masculina, a população feminina só possui o gene, mas não o desenvolve. Sabe-se também que os portadores desta síndrome são muito carinhosos, afectivos, com um humor muito apurado e são bons apreciadores de música.

Gostaria de terminar dizendo que esta formação é uma mais valia para o meu futuro profissional, sinto que enriqueci, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Gostaria também de agradecer a toda a equipa que organizou esta acção de formação, iniciativas destas são de louvar.

 

Autoria: Ângela Pinho (Professora)  

Data: Março de 2007  

Avaliação Individual da Acção nº5

 

A síndrome de Lowe, também conhecida como síndrome óculo-cerebro-renal é uma doença genética hereditária rara, consequência de uma anomalia de um gene que resulta na deficiência de uma enzima que é essencial para o normal funcionamento das células.

 Esta doença caracteriza-se por graves deficiências físicas e mentais e problemas de saúde.

A síndrome de Lowe é transmitida pela mãe aos filhos e apresenta-se quase exclusivamente no sexo masculino, sendo as mulheres portadoras assintomáticas.

Até há poucos meses atrás não tinha conhecimento desta síndrome, hoje sei o que é, pois trabalho com um aluno com esta SL, integrado numa sala de ensino regular que tem um irmão mais velho com a mesma doença e uma irmã mais nova portadora da mesma síndrome.

Este menino apresenta um quadro grave da doença onde estão presentes praticamente todas as características da SL mas ao contrário de algumas crianças que são afectuosos e sociáveis, este apresenta graves alterações de comportamento (faz birras, grita, agride…  e, enquanto isso, não é capaz de prestar atenção em mais nada) o que dificulta o alcance de um maior desenvolvimento.

As minhas expectativas em relação a esta acção são elevadas pois tenho sentido grande dificuldade em encontrar documentação específica sobre este tema na área da educação, salvo raras excepções como por exemplo o trabalho muito interessante que se encontra no site da Educação Diferente.

Espero sobretudo encontrar alguma “inspiração” no sentido de modificar os comportamentos deste menino e torná-los mais funcionais.

 

Autoria: Ângela Luz (professora)

Data: Março de 2007

 

Avaliação Individual da Acção nº5

Síndrome de Lowe

 

 

O Síndrome de Lowe é, como outras síndromes pouco conhecidas, uma doença que, apesar de rara, deve ser compreendida pelo público e, principalmente, pelos profissionais que, ao longo do seu percurso educativo, poderão deparar-se com este tipo de caso.

Já tinha ouvido falar no Síndrome de Lowe, contudo desconhecia as suas características, a sua etiologia e a forma como afecta as pessoas que sofrem deste tipo de síndrome.

Por me ser desconhecido, achei pertinente informar-me mais sobre o assunto, não só por poder vir a ser necessário no meu meio profissional como também a nível pessoal, enriquecendo os meus conhecimentos e melhorando as respostas que poderei vir a ter que dar no futuro, seja num campo ou noutro.

 

Autoria: Fabíola Alves (Técnica Superior de Educação)

Data: Março de 2007 

Avaliação Individual da Acção nº5

O meu interesse pessoal em frequentar esta Acção de Formação centra-se no facto de ser uma total novidade para mim.

Nunca me deparei, nem pessoal nem profissionalmente, com crianças com o Síndrome de Lowe.

Se por um lado esta Acção de Formação me despertou a curiosidade, por outro vai proporcionar, com toda a certeza, uma nova aprendizagem que, independentemente de poder ou não vir a ser útil na prática, representa o continuar a aprender ao longo da vida.

Já lá diz o ditado : “Quem não sabe é como quem não vê”. Se não se sabe e não se conhece corre-se o risco das coisas nos passarem ao lado sem nos apercebermos.

Só depois de ter tido um primeiro caso de Síndrome de Asperger é que percebi a necessidade de estudar e debruçar-me a fundo no assunto. Porque não fazer ao contrario? Estudar primeiro o Síndrome sem ter de esperar que um caso nos venha parar às mãos?

Obrigada por existirem iniciativas como esta que nos proporcionam novas e continuas aprendizagens!

 

Autoria: Ana Luisa Ferreira (Professora)

Data: Março de 2007

Avaliação Individual da Acção nº4

Muitos pais ficam confusos com o diagnóstico, ou diagnósticos,  que os médicos fazem dos seus filhos:

Para esclarecer esta dúvida precisamos de fazer uma  distinção entre o que é sintoma e o que é causa.

Quando o profissional faz o exame clínico de seu paciente, ele observa e avalia as suas características aparentes, o seu comportamento e o seu desempenho. O exame clínico leva a uma confirmação do diagnóstico depois de se fazer a verificação dos sintomas. Hiperatividade, Déficite de Atenção, Dislexia, Atraso Mental e Autismo, por exemplo, são diagnósticos clínicos. Alguns sintomas têm uma causa genética. O X frágil pode ser a causa de vários sintomas.  Certos diagnósticos clínicos muitas vezes  indicam um conjunto de sintomas sugestivos da presença do X frágil. Estes sintomas podem sugerir, mas não confirmam nem descartam o X frágil. O diagnóstico do X frágil é obtido por exame de amostra de sangue analisada em laboratório de genética. O estudo do DNA é o método mais seguro para o diagnóstico do X frágil.

Hoje em dia é fundamental considerar a possibilidade de uma causa genética para as evidências clínicas, visando não só o tratamento mas também a prevenção.
 A colaboração de profissionais de várias áreas na identificação de traços sugestivos da presença do X frágil é imprescindível para o sucesso nos programas de prevenção, diagnóstico e tratamento da Síndrome do X Frágil.
Até que exames mais apurados estivessem disponíveis para detectar a Síndrome do X Frágil, muitas pessoas foram diagnosticadas apenas por seus sintomas clínicos.

Nunca é demais reforçar: ninguém passa a ser portador do X frágil pelo fato de apresentar hiperatividade, face alongada ou menopausa precoce! Mas é preciso estar atento porque sabemos que 80% dos meninos com Síndrome do X Frágil tem hiperatividade, 80% dos homens adultos com mutação completa tem face alongada e 24% das mulheres com pré-mutação tem menopausa precoce. Sempre que vários sintomas sugestivos do X frágil estiverem presentes fica justificada a necessidade de investigação diagnóstica por teste genético. O exame de DNA vai confirmar ou afastar o diagnóstico da Síndrome do X Frágil.Para responder aos pais com exatidão é preciso conhecer sintoma e causa. Diagnóstico clínico e diagnóstico genético são ambos importantes em termos de tratamento e prevenção

È muito importante que os Educadores e terapeutas em todos os ambientes procurem manter o convívio tranqüilo e estruturado,sem abrir mão da espontaneidade. É possível criar situações onde a criança observa,imita,aprende e elabora de maneira natural e agradável. E todos ganham com isto.

Eu que trabalho com uma criança com X-Frágil vejo nesta acção de formação mais um reforço positivo de forma a colmatar quaisquer dúvidas que ainda possam surgir na minha mente.

 

Autoria: Joaquina Jacinto ( Professora)

Data: Fevereiro de 2007