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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Informação

No âmbito do IC - Intercâmbio de Conhecimento, vimos por este meio divulgar:

O IV Encontro Internacional de Musicoterapia, que conta com a presença
de Julie Sutton, musicoterapeuta inglesa e de Luis Alberto Mateos
Hernandez(Espanha).


Para mais informações contacte:

 Márcia de Vasconcelos
 Coordenadora do Espaço Entrelaços
 tlm: 93 68 56 811
 
www.eentrelacos.blogspot.com

Avaliação Individual da Acção nº3

PROJECTO CURRICULAR DE TURMA

 

A partir de um conceito de currículo nacional, de carácter abrangente e flexível, que se entende poder ser “desmultiplicado” em inúmeros outros currículos, a nova escola, promotora da igualdade e do respeito pelas diferenças, possui assim a necessária liberdade para traçar o seu próprio caminho, interrogando-se continuamente acerca da realidade que encerra e representa e procurando possíveis soluções para articular toda a diversidade que a caracteriza.

A referida mudança assume um carácter sucessivo de especificidade, respectivamente no PE, depois no PCE, e este por sua vez no PCT. Em qualquer dos anteriores, nomeadamente no PCT, está subjacente a lógica de projecto enquanto construção cooperante e auto / hetero-reflexiva, constituindo uma oportunidade renovada de promoção de novas atitudes e mentalidades, na defesa do ideal inclusivo, em que a heterogeneidade ganha cada vez mais terreno e o aluno é também mais pessoa, nas suas múltiplas dimensões.

O PCT é um instrumento único na gestão do currículo, permitindo a busca incessante de novas formas de adequar a aprendizagem às características e necessidades dos alunos, através de um amplo leque de estratégias de acção, de que os professores são inevitavelmente dinamizadores co-responsáveis fundamentais.

Organizar, contextualizar e adequar – eis os conceitos chave constituintes de qualquer PCT, que só poderão ter lugar numa escola que constrói e valoriza saberes diversos, tirando partido da sua própria autonomia., realçando a dimensão local e a riqueza daquilo que lhe é próprio.

Num projecto em que professores e alunos são actores essenciais, a comunidade educativa também é chamada a participar, procurando aproximar-se pólos nem sempre contíguos, definindo-se papéis e tarefas, numa gestão participada que deve ter como objectivo primeiro conduzir (por meios diversos) todos os alunos ao caminho da aprendizagem.

Autoria: Zélia Baia (Professora)

Data: Abril de 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”

Francisco F. Lemos, 1999

 

Todas as crianças são diferentes e algumas, na sua diferença, apresentam à escola desafios para os quais nem sempre esta encontra resposta dentro do seu espaço tradicional nem nos procedimentos que normalmente são eficazes para a generalidade da sua população escolar.

O aluno e a escola são o centro do modelo inclusivo. As possíveis respostas aos desafios lançados permitem que a escola se torne num ambiente de aprendizagem com que todos os alunos se podem identificar, por muito graves que sejam as suas necessidades educativas; é indispensável para garantir o direito de todos à educação, o direito à igualdade de oportunidades e o direito de todos à realização plena da sua cidadania, independentemente das limitações físicas ou psíquicas que possam apresentar. A transição para a vida activa é, para alguns destes alunos, um obstáculo muito difícil de vencer. À escola compete desenvolver todos os esforços para facilitar este processo, proporcionando oportunidades de formação que permitam optimizar as potencialidades destes alunos em actividades para as quais eles manifestem um interesse específico. No contacto com experiências reais de trabalho, bem como com o contexto físico e humano em que estas se desenvolvem, os alunos tomam consciência das suas capacidades e afirmam tendências vocacionais. Por outro lado, a aprendizagem de uma actividade de reconhecido valor social contribui para o reforço da sua auto-estima, para a afirmação no seu grupo social de referência e para a sua realização pessoal.

 

Autoria: Paulo Borges (Professor)

Data: Abril de 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação
sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”
(Francisco F. Lemos 1999)

 

Todos os jovens têm direito à educação. A escola de hoje não está preparada para munir os jovens com e sem NEE de saberes para os preparem para a vida activa.

Os jovens sem NEE, mais cedo ou mais tarde, com mais ou menos habilitações acabam por entrar no mercado de trabalho. A maior preocupação recai nos jovens com NEE, que pelas suas diversas limitações necessitam de um acompanhamento e encaminhamento mais específico.

Seria muito benéfico para todos, para toda a sociedade se a escola tivesse meios para poder dar aos alunos com NEE e sem NEE, num formato de inclusão, formação profissional específica, tendo em conta os seus interesses e capacidades.

Mas só a escola não irá resolver o problema de integração dos NEE na vida activa, uma vez que por vezes esta formação existe com partes práticas no exterior da escola, mas no final deste estágio os jovens não têm continuidade na sua actividade.

Esta integração total na vida adulta passa pela falta de incentivas e apoios às instituições particulares ou estatais, para poderem continuar com estes jovens no activo.

Quando todo este processo for natural, teremos uma sociedade muito melhor.

 

Autoria: Teresa Santos (Professora)

Data: Abril de 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

Optei por comentara a 1ª frase de Francisco F. Lemos,1999, porque acho que é por aqui que devemos começar, formando uma formação inicial para todos e não estruturando uma formação com um currículo específico para as pessoas com NEE, combatendo assim à partida, a exclusão das pessoas com NEE e promovendo assim a integração, ao haver uma formação capaz de abranger todos os alunos com ou sem NEE.
Uma sugestão seria, a mesma formação subdividida em diferentes grupos de nível, embora o grupo fosse heterogéneo seria possívela reestruturação do grupo, homogeneizando-os por níveis.
Este tipo de solução permitiria aos alunos de níveis primários, o apoio de técnicos de psicomotricidade, psicólogos, terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala, etc., por forma a alcançar os níveis seguintes, ao nível do desempenho.
Esta é uma medida susceptível de ser aplicada em qualquer escola, sem implicar custos ou recursos extra por parte da mesma, pois a formação já foi estruturada de início tendo em conta todas as populações.
Autoria: Carina Castro Lombo (Técnica Superior de Reabilitação Psicomotora)
Data: Abril de 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”

Francisco F. Lemos, 1999

 

Permitam-me que declare desde já a minha pouca experiência profissional na área da Educação Especial. Assim sendo, e no que toca à análise (baseada em conhecimentos teóricos) do bom documento que nos foi enviado – “A Integração dos deficientes na Vida Activa: Problematizando, Projectando, Áreas Vocacionais, Formação e Reflectindo” – opino ser importante referir que o mesmo apresenta diversas e consistentes alternativas para a resolução da problemática em questão: a inserção de pessoas portadoras de deficiência na vida activa da sociedade. O mesmo, refere ainda as dificuldades que se encontrarão ao longo deste caminho traçado que, felizmente, começámos já a pisar.

Torna-se então imperativo que as escolas estejam munidas de recursos (a todos os níveis!) que permitam a formação adequada e fundamentada dos alunos. Não sendo isto o bastante, é necessário, como base e ponto de partida que, acima de tudo, se mudem atitudes e mentalidades, no caso concreto da aceitação em sociedade da pessoa portadora de deficiência.

Permitam-me que utilize uma expressão corrente: o facto das escolas estarem munidas de todos os recursos que permitam uma formação sustentada da totalidade dos seus alunos, é somente “a ponta do iceberg” num oceano que se pretende, seja a inclusão. Esta deve sair do papel e tornar-se uma realidade palpável. Se assim acontecer, poderemos contar de forma activa com as pessoas portadoras de deficiência numa sociedade que é “nossa”, ou seja, de todos, sem excepção.

E ainda assim, se isso acontecesse, será que os deixaríamos de olhar como ainda os olhamos?!

 

Autoria: Sara Isabel Mota (Técnica Superior de Educação)

Data: Abril 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

1ª frase

 

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm NEE.”

(Francisco F. Lemos 1999)

 

            Cada vez são mais os alunos com problemas na aprendizagem. As escolas não estão preparadas para dar uma resposta adequada à diversidade. O conceito de NEE tem vindo a sofrer alterações, diminuindo os tipos de problemáticas que integra, sendo, cada vez mais, direccionado para os alunos com deficiência grave, deixando de fora todos os outros alunos, que não se integram no conceito de NEE, mas também não se enquadram no currículo regular. São os alunos com problemas na aprendizagem mas aos quais não é possível “atribuir um rótulo”, que sofrem com a falta de apoios e de alternativas.

            É fundamental que as escolas obtenham os recursos humanos e materiais necessários, para dar resposta a todos os alunos e de uma forma diferenciada àqueles que quer devido a deficiência quer devido a problemas vários revelam dificuldades na aprendizagem. Claro que, para além dos recursos, é necessário mudanças estruturais que permitam outras opções aos alunos, para além do currículo regular, opções estas que devem ser mais práticas, devem formar para o dia a dia, e não, dar uma formação geral. Muitos alunos acumulam dificuldades e insucessos, em parte devido à falta de motivação. Actualmente, os interesses dos alunos são muito diferenciados, tornando-se difícil motivá-los para aprendizagens para as quais eles não vêem qualquer utilidade. É necessário criar alternativas, com uma componente prática, viradas para os alunos com problemas na aprendizagem, permitindo que estes concluam a escolaridade obrigatória com aprendizagens concretas, que possam dizer: “Eu sei fazer isto; eu na escola aprendi isto…”, em vez de concluírem a escolaridade com várias repetências e uma “mão cheia de nada”, no que se refere a aprendizagens.

            Se as escolas se munirem de recursos que permitam ir de encontro às necessidades dos alunos e aos seus interesses, certamente os alunos com problemas na aprendizagem, fazem aquisições úteis e poderão dizer: “Sou feliz na minha escola!”.

Autoria: Florinda Duarte (Professora)

Data: 22/04/07

Avaliação Individual da Acção nº6

A convivência do aluno com NEE’S e do professor na sala de aula está longe de ser algo naturalmente aceite. E nem sequer se trata, na maior parte dos casos, de má vontade por parte do professor ou indisponibilidade do aluno portador de deficiência. Trata-se, tão somente, da dificuldade de adaptar a escola, tão sabiamente arquitectada de formas teóricas, à luz da nossa bem intencionada legislação, a uma realidade tão presente no dia-a-dia. Não basta decretar a integração do aluno deficiente, misturá-lo com outros alunos e um professor para que a sua integração escolar se consiga, nem tão pouco se garanta o desenvolvimento das suas capacidades/aprendizagens. Também não nos parece sensato olhar para o professor e ver na sua licenciatura uma formação do tipo "pau para toda a colher" nem esperar que cada professor, por motivação intrínseca, busque entre os paus da sua formação, a "colher" que há em si. Uma boa parte do problema parece-nos residir essencialmente no "interface conceptual", ou seja, o modo como o problema é resolvido pelos agrupamentos escolares e pelo Ministério da Educação, que muitas vezes não dá as escolas recursos que lhes permitam ajudar estes jovens a ultrapassarem as suas deficiências e a serem futuros adultos adaptados a uma sociedade em pleno desenvolvimento.

Autoria: Joaquina Jacinto (Professora)

Data: Abril de 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação
sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”
(Francisco F. Lemos 1999)

                É muito claro que nos dias em que vivemos, de globalização e
de constantes mudanças e incertezas,é fundamental que a escola proporcione
uma formação adequada a todos os alunos, visto que as pessoas que mais
sofrem com este processo continuam a ser as mais marginalizadas na
sociedade, como os imigrantes ilegais, as pessoas de baixa renda e
principalmente e infelizmente as pessoas com Nee, para estes deveria ser
planejada dentro da escola projectos que fossem capazes de verificar as suas
habilidades, gostos, preferências e motivação, fazendo uma ligação com a
realidade, ou seja ensino e prática, verificando qual a necessidade da
sociedade e em que actividades elas poderiam ser inseridas, é fundamental a
conscientização da sociedade e principalmente de todo o corpo da escola, e
da família, de que estas pessoas são capazes de produzirem, quando
respeitadas as suas limitações e quando lhes são dadas oportunidades.Assim
estas pessoas se tornariam úteis e verdadeiramente incluídas na sociedade.
              Mas para que isso possa ser possível, é necessário um trabalho
em que todos se comprometam, seja o Governo, as escolas, a família e a
sociedade em geral, fazendo cair por terra a idéia de que a pessoa portadora
de Nee é um ser incapaz de conseguir a sua independência e autonomia.

Autoria: Silvana Rodrigues (Estudante)

Data: Abril de 2007

Avaliação Individual da Acção nº6

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm Nee.” (Francisco F.Lemos, 1999)

 

         Todas as questões sobre Educação geram grandes controvérsias, principalmente, quando estas questões dizem respeito a alunos com N.E.E., aí sim, o problema agrava-se.

Antes de qualquer controvérsia, polémica ou solução deve-se ter sempre em conta que “A Educação é um direito humano com uma imensa potencialidade de produzir mudança. Na sua base residem as pedras angulares da liberdade, democracia e desenvolvimento sustentável... Não existe maior prioridade, missão mais importante, do que a Educação para Todos.” (Kofi Annan,1998)

         Todos temos a noção que na área da Educação nada é fácil. Existem imensos problemas e obstáculos que persistem em atar as mãos dos profissionais, pais e dos próprios alunos, talvez porque ainda vivemos num mundo com tendência a complicar, discriminar e desprezar tudo o que “é diferente”.

         A escola não tem o dever de fornecer uma formação sustentável a todos os alunos, inclusivé aos portadores de Nee, mas sim, tem como obrigação munir-se de recursos e encaminhar para planos de formação.“As escolas têm que esquecer a idéia de que o aluno tem que se adaptar a ela. Pelo contrário, elas devem tornar-se o meio mais favorável para o aluno, dando-lhe recursos para enfrentar desafios”. (Cláudia Werneck)

Por vezes, torna-se mais fácil e cómodo apontar o dedo ao Ministério, às entidades, à falta de recursos e meios para agir. Mas, apesar das inúmeras dificuldades que todos os profissionais enfrentam no seu dia-a-dia, é sempre possível fazermos algo pelos nossos alunos.

As mudanças nunca são fáceis e o mudar de mentalidades e valores já tão enraízados tornam-se ainda mais difíceis de alterar. Mas, a força de vontade, o profissionalismo e, principalmente o amor aos alunos são tudo o que precisámos.

         A escola, a partir da sua proposta pedagógica, pode efectuar mudanças radicais em toda a sua estrutura educacional. Para que a educação inclusiva seja realmente efectiva e eficaz, o que se propõe é que se cumpram as leis.

Mesmo quando nos “batem com a porta”, temos que forçar a entrada, pois todos temos a obrigação de preparar e formar os nossos alunos para a Vida Activa.

         Não podemos estar dependentes de instituições exteriores à escola para formar os nossos alunos, temos sim, que nos munir de cursos e programas de formação adequados às necessidades da população da nossa escola. Com cooperação, boa vontade e dedicação de todos, conseguimos de certeza alcançar a formação tão desejada para os nossos alunos.

Eu, como docente de Educação Especial não aceito um não, recuso-me a assistir passivamente à discriminação dos meus alunos por parte da sociedade, da escola e , por vezes até, por parte de alguns colegas de profissão, por isso, se for necessário, vou contra tudo e todos, vou à luta, para  dar aos meus alunos “diferentes” e mais que “especiais” a formação a que têm direito.

 

Autoria: Carla Pinheiro (Professora)

Data: Abril de 2007



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