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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Acção de Formação on line (grátis)

Designação

 

Projecto Curricular de Turma

versus

Adaptações Curriculares

Destinatários

 

Esta acção de Formação/Sensibilização destina-se a Professores e a Educadores.

 

Apresentação

 

Todas as crianças com NEE’s “têm direito à educação pública gratuita, a qual se deve revelar adequada às suas necessidades educativas e deve ter lugar no meio menos restritivo possível” (Nielsen, 1999:15).

São inúmeras as instituições governamentais que manifestam preocupação com as crianças portadoras de NEE’s, independentemente do maior ou menor grau de severidade que estas apresentam. Desta forma, desde crianças com graves deficiências até às crianças com dificuldades de aprendizagem, todas são actualmente incluídas no ensino regular cabendo ao professor de cada turma responder a essas mesmas crianças e às suas necessidades específicas.

Apesar de existir um serviço de educação especial, que paralelamente trabalha com o ensino regular, é imprescindível que o professor titular de turma adeqúe as suas práticas à realidade da turma que lhe é atribuída. É na sequência desta premissa que o professor ao definir as orientações gerais do seu PCT tem de, à partida, definir estratégias e metodologias de trabalho que contribuam quer para a inclusão quer para o sucesso educativo da turma na sua totalidade e não na particularidade de alguns alunos em detrimento de outros que pelas suas características são excluídos das aprendizagens.

 

Programa da Acção

 

 1ªPARTE

 

Módulo I – Introdução:

- Introdução;

- Adaptações Curriculares;

- Conceito;

- Currículo regular e currículo especial.

Módulo II – Avaliação:

- Elaboração de um pequeno comentário acerca de uma temática sugerida.

2ª PARTE

Módulo III – Adaptações Curriculares:

- Âmbito e tipo de adaptações curriculares;

- Organização do processo de ensino/aprendizagem;

- Legislação e adaptações curriculares.

Módulo IV Projecto curricular de Turma:

- Introdução;

- Caracterização da Turma;

- Desenvolvimento da Acção Educativa;

- Formas e estratégias de avaliação;

- Cooperação com a comunidade educativa;

- Avaliação.

Módulo V O PCT e as adaptações curriculares:

- O Projecto Curricular de Turma e o seu enquadramento no Sistema Educativo Nacional e no Processo de Ensino – Aprendizagem;

- Da necessidade de compreensão dos conceitos à formalização do PCT;

- O PCT e as competências;

- O PCT e a diferenciação pedagógica;

- O PCT e a adequação curricular;

- O PCT e a gestão flexível;

- O PCT e as áreas curriculares disciplinares e não disciplinares;

- Possíveis materiais a integrar no PCT;

- Casos específicos.

Módulo VI – Considerações Finais:

- Considerações Finais;

- Conclusão;

- Referências Bibliográficas.

Módulo VII – Anexos:

- 12 anexos de documentos a utilizar no processo ensino-aprendizagem (53 páginas).

Módulo VIII – PowerPoint Resumo:

- PowerPoint resumo intitulado: O PCT versus Adaptações Curriculares.

Módulo IX –PowerPoint

- PowerPoint intitulado: Adaptações Curriculares.

Módulo X – Diversos

- Artigos e anexos diversos acerca da temática (227 páginas).

Corpo Docente

 

- Alberta Dias (Professora);

- Alda Correia (Professora);

- António Araújo (Professor);

- Arsénio Lopes (Professor);

- José Santos (Professor);

- Marta Braga (Educadora).


Inicio e Duração

 

A Acção de Formação/Sensibilização decorrerá no mês de Novembro.

Inscrição

 

Para se inscrever na Acção de Formação/Sensibilização, basta enviar para edif@sapo.pt os seguintes elementos:

 

-Nome Completo;

-Zona de Residência;

-Endereço Electrónico;

-Profissão.

 

Informações

 

Para mais informações contacte a Associação Portuguesa de Investigação Educacional para:

 

edif@sapo.pt

Acção de Formação on line (grátis)

Designação

 

A Multideficiência no Contexto Educativo – Comunicação Alternativa para o Aluno Multideficiente

 

Destinatários

 

Esta acção de Formação/Sensibilização destina-se a Professores, Educadores, Psicólogos, Técnicos de Educação Especial, Encarregados de Educação, Terapeutas, Estudantes, Auxiliares da Acção Educativa e Comunidade em geral.

 

Apresentação

 

Perspectivar a educação de alunos com multideficiência é um desafio. A especificidade das suas necessidades educativas requer técnicos com elevado nível de especialização que lhes permitam identificar as suas necessidades, garantindo respostas mais adequadas.

 

Para que estas respostas, em contexto escolar, sejam as mais adequadas os professores precisam fazer formação na área ou então serem apoiados por técnicos especializados nas mesmas. Todavia, a atenção do professor ou técnico nesta área não deverá apenas centrar-se só em actividades práticas, ele deverá, acima de tudo, trabalhar de forma a incluir as crianças multideficientes nos contextos escolares, sensibilizando os demais para a sua presença e promovendo a adaptação da criança ao contexto.

 

Tendo em consideração a especificidade da intervenção por parte do professor ou técnico junto destas crianças a acção que realizamos procura apresentar algumas estratégias/actividades relativas à intervenção pedagógica junto de crianças multideficientes.


Módulo I – Enquadramento Teórico

- Definição da Multideficiência;

- Causa da Multideficiência;

- Características da Multideficiência;

- Necessidades dos Multideficientes.

 

Módulo I A– Avaliação

- Realização de um comentário acerca da temática.

 

Módulo II – A Comunicação na Criança Multideficiente

- A Comunicação na Criança Multideficiente;

- Comunicação Expressiva;

- Comunicação Receptiva.

 

Módulo III – O Papel do Professor no Desenvolvimento da Comunicação

- Avaliar para Intervir;

- Planificar a Intervenção;

- Estimular a Capacidade Comunicativa;

- Áreas de Intervenção Pedagógica.

 

 

Módulo IV – Activação Psicológica

- Componentes de activação do Desenvolvimento Psicológico;

- Factores de Desenvolvimento da Resiliência – Risco e Protecção.

 

Módulo V – Formas e Estratégias

- Formas e Estratégias de Estimular a Capacidade Comunicativa;

- Estratégias de Activação da Resiliência;

- Estratégias de Intervenção nas diferentes Áreas do Processo de Desenvolvimento.

 

Módulo VI – Estratégias, Materiais e Actividades para Desenvolver a Capacidade Comunicativa

- Pistas de Informação;

- Objectos de Referência;

- Calendários;

- Interacções Comunicativas;

- Avaliação;

- Actividades Práticas.

 

Módulo VII – Conclusão

- Recomendações Bibliográficas.

Módulo VIII – PowerPoint Resumo

- Resumo da acção.

 

Módulo IX A, B,C,D e E – Materiais de Apoio

- Literatura nacional e internacional.

 

Corpo Docente

 

- Ana Marisa Brito (Psicóloga);

- António Araújo (Professor);

- José Santos (Professor);

- Marta Braga (Educadora);

- Sónia Rodrigues (Terapeuta Ocupacional).

 

Parceria

 

Esta acção é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Investigação Educacional e resulta de uma parceria com o CECOM – Centro de Estudos e Competências Mundiais.


Inicio e Duração

 

A Acção de Formação/Sensibilização terá início em Novembro de 2007.


Inscrição

 

Para se inscrever na Acção de Formação/Sensibilização, basta enviar para edif@sapo.pt os seguintes elementos:

 

-Nome Completo;

-Zona de Residência;

-Endereço Electrónico;

-Profissão.


Informações

 

Para mais informações contacte a Associação Portuguesa de Investigação Educacional para:

 

edif@sapo.pt

Acção de Formação on line (grátis)

Designação

 

“Terapia Assistida por Animais”

 

Destinatários

 

Esta acção de Formação/Sensibilização destina-se a Professores, Educadores, Psicólogos, Técnicos de Educação Especial, Encarregados de Educação, Terapeutas, Estudantes, Auxiliares da Acção Educativa e Comunidade em geral.

 

Apresentação

 

O relacionamento entre a criança/jovem e um animal de estimação é benéfico em vários aspectos da vida social, afectiva e intelectual.

Diversos autores têm realizado investigações que nos levam a reconhecer, nos animais, mais um recurso no tratamento de crianças/jovens com problemas emocionais, de aprendizagem, de linguagem ou autistas.

Mesmo nos que experimentam situações de stress apenas temporariamente, a companhia de um animal pode contribuir para avaliar a ansiedade e preencher o apoio emocional.

 

Programa da Acção

 

 1ªPARTE

 

Módulo I – Apresentação da Acção

-Os animais e a razão da sua importância; Terapia assistida por animais.

Módulo II – Avaliação

- Cada formando deverá seleccionar uma de três frases e realizar um pequeno comentário.

2ª PARTE

Módulo III – Terapia Assistida por Animais

-Definição; Destinatários; Equipa multidisciplinar; Programas; Sessões; Objectivos; Áreas de Intervenção; Cuidados; Tipos de Animais; Terapia com cães; Actividade assistida por animais.

Módulo IV – A Utilização dos Animais como Terapia

-Medicamentos do futuro; Intervenção; Fundamentação; Estudos realizados.

Módulo V – Terapias utilizando Animais

-Utilização do cão, gato, golfinho, coelho, cavalo, burro, aves, peixes; Definições; Benefícios; Publico Alvo; Intervenção; Áreas de Intervenção; Terapias alternativas.

Módulo VI – PowerPoint Resumo

-PowerPoint resumo denominado: “Terapia Assistida por Animais”.

Corpo Docente

 

- Alberto Quintinha (Treinador de Animais);

- Ana Marisa Brito (Psicóloga);

- António Araújo (Professor);

- Carla Almeida (Terapeuta Ocupacional);

- José Santos (Professor);

- Rosa Assunção (Psicóloga).

 

Parceria

 

Esta acção é da responsabilidade da Associação Portuguesa de Investigação Educacional e resulta de mais uma parceria com a ALETAA – Associação Lusitana de Equoterapia e Terapia Assistida por Animais.


Inicio e Duração

 

A Acção de Formação/Sensibilização decorrerá no mês de Novembro de 2007.

 

Inscrição

 

Para se inscrever na Acção de Formação/Sensibilização, basta enviar para edif@sapo.pt os seguintes elementos:

 

-Nome Completo;

-Zona de Residência;

-Endereço Electrónico;

-Indicar em que partes da acção se pretende inscrever (somente na 1ª ou em ambas as partes);

-Profissão.

 

Informações

 

Para mais informações contacte a Associação Portuguesa de Investigação Educacional para:

 

edif@sapo.pt

Avaliação Individual da Acção - Educação Sexual

 “A Educação Sexual na Diferença”

 

A sexualidade faz parte integrante da natureza humana, orientando e condicionando os comportamentos e a vida. A educação sexual, mais do que informativa, deve ser acima de tudo formativa, orientada para a educação dos afectos, para o equilíbrio psico-afectivo. Como tal, deve ser iniciada o mais precocemente possível de forma contínua. As famílias são pois os primeiros educadores da sexualidade, com reflexos no desenvolvimento emocional e afectivo das crianças, que vai influenciar todo o seu crescimento, o seu modo de estar, pensar e agir. Estas tarefas não são fáceis, daí a necessidade de serem complementadas pelos professores na escola.

Quando se trata de crianças com deficit cognitivo, tudo se torna mais complexo e é necessária a colaboração de todos, família, professores e amigos. É importante que a sua sexualidade seja devidamente orientada, sem preconceitos, de forma a favorecer o seu desenvolvimento afectivo. Estes jovens terão de ser sensibilizados para a forma de se comportarem em sociedade, para o que é aceite fazer em determinados locais e não em outros, assim como para o conhecimento de determinados riscos que poderão correr.

 

Autoria: Anabela Lourenço (Educadora de Infância)

Data: Outubro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Educação Sexual

Educação sexual

 

 

A educação sexual deveria ser implementada nas escolas a fim de complementar a formação que as crianças e jovens adquiriram ou deveriam ter adquirido em casa. Visto que são os pais e encarregados de educação os responsáveis primários pela sua educação.

É dado adquirido que a implementação desta disciplina, nos planos curriculares, não é vista com bons olhos. Como a maioria da população tem ainda uma mentalidade um tanto ao quanto retrógrada parte do principio que a introdução de uma disciplina desta envergadura mais não fará do que incitar os jovens às práticas sexuais.

O jovem deve ter pleno conhecimento do seu corpo, deve estar preparado para as transformações que o mesmo vai sofrendo ao longo do tempo. E uma disciplina como a Educação Sexual permitirá: ajudar os jovens no reforço da auto-estima e valorização da sua imagem corporal; facilitar o conhecimento dos riscos que poderão correr; promover atitudes positivas e não culpabilizantes face aos seus sentimentos e comportamentos sexuais.

 Se a Educação Sexual é de extrema importância para jovens “normais”, não o é menos em jovens portadores de deficiência pois estes também têm a sua sexualidade não menos normal que os jovens “normais”.

Não é fácil lutar contra preconceitos e discriminações quando se trata deste assunto, mas o jovens portadores de deficiência necessitam de uma educação sexual que lhes possibilite uma boa qualidade de vida e a não repressão da sua sexualidade. Visto que se isto suceder irá abalar o seu equilíbrio interno o que poderá acarretar outras complicações.

É urgente alterar mentalidades, abalar consciências para a realidade que é o jovem portador de deficiência.

A partir dai tudo se tornará mais fácil tanto para pais, como professores, como técnicos de educação especial, técnicos de saúde.

O jovem deficiente tem as suas limitações como qualquer ser humano, mas é em tudo igual a um jovem “normal”, nos seus sentimentos, demonstrações de afecto, de aceitação ou negação.

Basta de ideias preconcebidas.

Façamos com que os nossos esforços ecoem em resultados positivos para o jovem deficiente a quem assistem direitos, de entre os quais o direito à sexualidade.

 

Autoria: Célia Ferreira (Estudante)

Data: Outubro de 2007

 

 


Avaliação Individual da Acção - Equoterapia

“ (…) a escola e a sociedade, de um modo geral, ainda se fecham à utilização de novas terapias.”

(Joaquim Rosa, 2003)

 

É necessário que a escola e a sociedade dêem resposta às necessidades específicas das crianças oferecendo-lhe todas as situações e experiências que permitam o seu desenvolvimento.

A equoterapia poderá pois ser um óptimo complemento às diversas actividades de que os alunos com NEE deverão beneficiar.

O cavalo é um estímulo que propicia novas percepções e vivências. Através da equoterapia a criança pode experimentar sentimentos de liberdade e independência, importantes para o desenvolvimento da autoconfiança e da auto-estima.

O cavalo influencia, através do movimento, o desenvolvimento motor, psíquico, cognitivo e social da criança com NEE. No aspecto físico permite um trabalho tónico global. Estimula as sensações, permite a tomada de consciência do esquema corporal.

A equoterapia ajuda no desenvolvimento biopsicossocial das crianças com NEE, com diferentes patologias.

A escola deverá pois estar aberta ao estabelecimento de parcerias que permitam a execução de diversas actividades que respondam às necessidades específicas das crianças com NEE.

 

Autoria: Anabela Lourenço (Educadora de Infância)

Data: Outubro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Educação Sexual

A educação sexual é não só uma obrigação mas também um imperativo da formação e educação dos jovens, não podendo ser ignorada nem minimizada a importância que tem nos dias de hoje.
O desenvolvimento de actividades no âmbito da Educação Sexual depende sobretudo da motivação individual de professores/técnicos, das iniciativas das escolas e dos organismos e profissionais de saúde, deparando-se por vezes com alguns entraves, sobretudo fruto da mentalidade conservadora de alguns: Estes geralmente vêem a Educação Sexual como um incitamento à relação sexual propriamente dita ou seja, têm uma visão redutora da sexualidade, perspectivando-a apenas como um acto e não como uma área que abrange desde o corpo em si e o seu funcionamento até às orientações sexuais e aos valores sobre a vida, o amor, o afecto...
A inclusão desta área nas temáticas escolares é muito pertinente uma vez que os estudos provam que as crianças e os jovens que compreendem a sua sexualidade estão mais aptos a lidarem com a sua vida amorosa, com os seus sentimentos e mesmo com a pressão dos seus pares.
Na minha opinião a educação sexual deve começar na infância e em casa, estendendo-se depois ao contexto pré-escolar, não esquecendo nunca que a escola não é um substituto dos pais, mas antes um lugar onde este tema deve ser tratado sob várias perspectivas, e sempre interligando os vários saberes.
 
Autoria: Sílvia Fernandes (Psicóloga)
Data: Outubro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Equoterapia

“ (…) a escola e a sociedade, de um modo geral ainda se fecham à utilização de novas terapias.”

 

Se atentarmos ao facto de que a nossa sociedade actual se caracteriza genericamente por ser uma sociedade maioritariamente constituída por indivíduos preconceituosos, auto-centrados, conservadores, iletrados e egocêntricos; e a par disto, que a Escola surge como um veículo de transmissão de valores, sendo que muitos desses valores são também eles discriminatórios, preconceituosos e desiguais.

Neste contexto rapidamente percebemos a dificuldade de aceitação, em primeiro lugar, do portador de deficiência e seguidamente do uso de novas terapias para o seu bem-estar físico, psicológico, social, mental.

Devemo-nos questionar relativamente à forma como a deficiência é encarada. Como é aceite a “diferença”?

São muitas as pessoas que olham o portador de deficiência como “algo” sem utilidade, como um estorvo. Este pensamento retrógrado tem por base ideias preconcebidas, sem fundamento sólido, que apenas impossibilitam o avanço a nível da alteração de mentalidades.

O pensamento geral deveria ser o de que são acima de qualquer outra coisa seres Humanos com direitos na sociedade que se tenta dizer justa e integradora.

Não posso deixar de fazer aqui referência a um vídeo que vi há dias no Youtube que tinha como título: “E se os deficientes fossemos nós?”Tocou-me particularmente pelo facto de que a verdade é que não nos apercebemos das reais dificuldades que um “deficiente” tem de tentar ultrapassar no seu quotidiano. Como se não bastasse a barreira das mentalidades, também as barreiras físicas impostas por seres ditos “normais”.

Existe ainda um longo caminho a percorrer, muito tem de ser feito para abalar consciências para a realidade que é a pessoa com “deficiência”.

Apraz-me dizer que a deficiência está na cabeça de quem julga o que desconhece. Que desconhece que deficiência designa não só uma lesão que impõe restrições à participação social de uma pessoa, mas que também denuncia a estrutura social que oprime a pessoa deficiente.

Se tanto a sociedade como a escola preferem continuar a ignorar a pessoa com deficiência, cabe aos profissionais da área a tarefa de zelar pelos seus direitos, não deixando de fazer que os ecos da sua voz se façam sentir cada vez mais alto e mais distantes.

É a eles que está entregue a tarefa de lutar em prol dos que isoladamente não se conseguem fazer ouvir.

É necessário abalar consciências. Não importa quantos somos, importa sim o que fazemos para o bem-estar dos que têm em nós a única forma de ultrapassar barreiras e preconceitos.

Juntos temos mais força.

 

Autoria: Célia Ferreira (Estudante)

Data: Outubro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Equoterapia

"Sobre o cavalo, a criança pode transmitir o próprio mundo afectivo, a própria imaginação, os próprios sonhos..."

(Daniele Citterio, 1998)

 

O cavalo é um ser vivo com vontades e iniciativa, penso que este factor é o que mais cativa o aluno, o facto de conseguir dominar, controlar e de certa forma prever os comportamentos de um ser vivo, o que não se passa tão linearmente quando falamos da relação com outro ser humano. A Perturbação do Espectro do Autismo sendo uma perturbação do desenvolvimento onde as principais características são a dificuldade na comunicação, na interacção e na imaginação e a necessidade de uma vida previsível e ritualista penso que a interacção com o cavalo fará com que o aluno possa mostrar antes, durante e depois da actividade os seus sentimentos e desejos, mas também alunar comportamento indesejados. Deste modo, atrever-me-ia a acrescentar à frase citada com toda a segurança "Sobre o cavalo, a criança e os adultos …”.

 

Autoria: Natália Correia (Professora)

Data: Outubro de 2007

 

Avaliação Individual da Acção - Equoterapia

“O cavalo é um animal que graças à sua cordialidade milenar pressupõe valências jamais discriminatórias e até terapêuticas.”

(Ana Marques Afonso 2005)

 

A relação cavalo/ser humano mostra-nos a ausência de preconceitos uma vez que, quando se demonstra ternura, o animal despreza qualquer “lesão” na aparência da criança ou adulto. Além disso, como um ser vivo, o cavalo tem as suas próprias reacções e pede compreensão, atenção e estima a quem o monta. A estimulação fornecida pelo animal pode também ser aumentada através do trabalho complementar com exercícios e propostas que levem a pessoa a procurar soluções criativas para o seu crescimento e desenvolvimento biopsicossocial.

Este tipo de terapia fornece benefícios em termos de bem-estar físico e emocional, podendo ser considerada como um conjunto de técnicas reeducativas que auxiliam na superação de danos sensoriais, motores, cognitivos e comportamentais. A equoterapia favorece a reintegração social através do contacto do indivíduo com outros pacientes, com toda a equipa (tratadores, terapeutas) e o animal, tornando-o mais próximo da sociedade na qual ele vive.

Autoria: Mafalda Valente

Data: Outubro de 2007

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