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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Final da Acção - PCT vs Adapatações Curriculares

Achei por bem ao fazer esta avaliação, remetê-la ao universo educativo da escola onde estou inserida e as medidas onde o Projecto Curricular foi inserido. A partir da opção central do projecto educativo, alicerce fundamental para o projecto curricular de escola e para os projectos curriculares de turma, estabeleceram-se as grandes opções. Nas áreas prioritárias de actuação, em resultado das problemáticas diagnosticadas. É dentro de um quadro de referências onde estão estatutariamente definidos os objectivos que esta escola prossegue a sua acção e que são:

-Apoiar as famílias, mediante a promoção de acções de natureza sócio culturais, especialmente as mais jovens e de menores recursos.

-Participar na resolução das questões sociais, educativas, de saúde e culturais da população, especialmente das crianças, dos deficientes, dos jovens e dos idosos.

-Promover acções conducentes a participar no desenvolvimento integrado da comunidade, com especial atenção aos mais carenciados e socialmente desfavorecidos.

-Contribuir, mediante estudos e acções, para a investigação das metodologias e dos critérios de decisão adequados a suscitar um desenvolvimento harmonioso das pessoas e comunidade local.

-Colaborar, com os demais organismos, públicos e privados, na resolução de problemas, que pela sua natureza estrutural, ao nível da região, interfiram, directa e indirectamente, com fins prosseguidos pela Instituição.

-Actuar, aos níveis regional, nacional e internacional, no sentido de reforçar o papel e a actuação das pessoas e Instituições que desenvolvem a sua actividade prioritariamente, nos domínios social e cultural.

E ainda:

-Reconhecer respeitar e valorizar a singularidade de cada indivíduo – criança ou jovem;

-Desenvolver nas crianças e nos jovens capacidades de autonomia com vista à adequada inserção na sociedade;

-Assegurar a aprendizagem de saberes em conformidade com as características individuais das crianças, dos jovens adequando-os aos seus contextos sócio – culturais;

-Fomentar a participação criativa e inovadora das crianças e dos jovens no acto educativo;

-Desenvolver o respeito pela Natureza;

-Desenvolver o espírito de aventura e de descoberta do mundo;

-Desenvolver o espírito crítico.

A construção de um projecto curricular não se faz no vazio, muito menos em determinadas escolas. Quando um problema é encarado como carecendo de ter uma resposta, desencadeiam-se processos de diagnóstico das necessidades tendo em vista configurar a acção que o deverá solucionar.  As opções tácticas implicam na sua concretização outras estruturas educativas, tais como: os conselhos de turma, os directores de turma, os coordenadores dos directores de turma, as equipas de ensino especial, os coordenadores e dinamizadores dos clubes e ateliers e actividades de complemento curricular, o coordenado de projectos e a associação de pais, os auxiliares de acção educativa e demais agentes educativos.

 

Autoria: Joaquina Jacinto (Professora)

Data: Novembro 2007

Avaliação Final da Acção - PCT vs Adapatações Curriculares

Gestão Flexível do Currículo

 

Segundo o despacho 9590/99 de 14 de Maio, a escola tem a possibilidade de” organizar e gerir autonomamente o processo de ensino-aprendizagem. Tomando como referência os saberes e as competências nucleares a desenvolver pelos alunos no final de cada ciclo e no final da escolaridade básica. Adequando-o às necessidades diferenciadas de cada contexto escolar”.

Os docentes interpretam de maneira diferente os currículos, não só para cumprir os programas mas também para levar os alunos a entenderem os mesmos.

Um currículo aberto e flexível, facilita a inclusão, pois é a partir deste que se irá fazer a diferenciação curricular.

Importante na educação inclusiva é a focalização do currículo comum. O professor deverá sempre ter uma expectativa de sucesso diante um aluno com necessidades educativas especiais. Ou seja, que este aluno também irá conseguir atingir o currículo comum. Se tal não se verificar, aí sim, deverá existir uma adaptação do currículo. Há que adaptar a sala, as estratégias, a organização do tempo...para que se possa ensinar de uma outra forma que vá de encontro ás necessidades do aluno.

Contudo, ainda existem docentes que nas suas práticas, adaptam conteúdos em vez de introduzirem conteúdos intermédios que permitam alcançar os conteúdos do currículo comum. Cortar com conteúdos não favorece o desenvolvimento dos alunos com necessidades educativas especiais. Não é através do facilitismo que se consegue colocar os alunos com necessidades educativas especiais a terem um desempenho escolar que lhes permita funcionar com o mundo.

Autoria: Ana Neves (Educadora de Infância)

Data: Novembro de 2007

Avaliação Final da Acção - Multideficiência no Contexto Educativo

Adequar o ensino a alunos com multideficiência, a frequentarem escolas de ensino regular, é um desafio para todos os técnicos que trabalham numa Escola. A especificidade das necessidades educativas destes alunos requer não só a adaptação de estratégias, conteúdos e materiais, mas ainda o apoio de técnicos especializados que saibam identificar e suprir as suas necessidades.

De facto, nesta situação mais do que noutras, cabe ao professor do ensino regular adaptar-se, de forma a proporcionar ao aluno um ambiente de aprendizagem seguro, estimulante, motivador e adequado às suas competências (reais e potenciais).

Um segundo desafio que estes alunos colocam à Escola é a promoção da sua plena inclusão; trabalhar a sua adaptação ao contexto e sensibilizar a comunidade educativa para as suas necessidades é por vezes um trabalho moroso – que passa necessariamente por uma mudança de comportamentos e atitudes que consiste em tornar a Escola, enquanto comunidade, num espaço onde predominem valores como a tolerância, respeito pela diferença e sua aceitação plena.

Finalmente, um terceiro desafio que estes alunos colocam é o imperativo de abrir a Escola a outros contextos que tradicionalmente não intervêm (pelo menos directamente) nas aprendizagens escolares: a família e a comunidade são contextos de aprendizagem fulcrais para estes alunos, não só por proporcionarem experiências funcionais em contexto real mas também porque, terminado o percurso escolar do aluno, é nestes dois espaços que o jovem estará inserido.

 

Autoria: Cristina Sena Neves (Psicóloga)

Data: Novembro de 2007

Avaliação Final da Acção - Multideficiência no Contexto Educativo

A realidade dos multideficientes é bastante complicada. As barreiras na inclusão educacional e na participação social são muitas e variadas.

Vão desde as dificuldades próprias da condição de deficiente até à carência de políticas públicas concretas e inteligentes. Em muitas situações, a negligência da família e de alguma parte do poder público, levam ao abandono total.

Também o preconceito, algo inerente ao ser humano, tem um papel negativo nestes casos, negando completamente os seus direitos e bloqueando, com essa atitude, a reivindicação desses mesmos direitos, impedindo o seu crescimento com autonomia e liberdade.

Os que sabem comunicar e têm acesso a uma educação aplicada às suas necessidades, são mais facilmente incluídos na sociedade.

As suas principais reivindicações dizem respeito á educação, o acesso à informação e á comunicação, o ingresso no mercado de trabalho, e qualidade na área da saúde.

 

Autoria: Mafalda Valente (Estudante)

Data: Novembro de 2007

Avaliação Final da Acção - Multideficiência no Contexto Educativo

A escola inclusiva e a multideficiência

 

O princípio da inclusão engloba as situações de alunos multideficientes, para os quais pode não ser adequado frequentar a sala de aula do ensino regular, mas apenas a mesma escola, estando prevista nesta situação, a criação de unidades especializadas dentro das escolas. A frequência destas unidades só se recomenda se estiver comprovado que é o melhor para atender às necessidades educacionais e sociais e ao bem-estar do aluno ou dos outros alunos, tal como consta na Declaração de Salamanca.

A inclusão de alunos multideficientes nas escolas de ensino regular, coloca aos docentes grandes desafios e dificuldades, não só em consequência das suas características e necessidades mas também devido à falta ou escassa reestruturação destas escolas, em especial da formação de professores.

Para estes alunos, a escola deve ser um local que lhes permita uma efectiva aprendizagem de conteúdo úteis, cuja, principal prioridade seja a preparação para uma vida futura com qualidade, devendo para tal, ser implementado um modelo funcional de abordagem do ensino em que se privilegiam áreas funcionais como a autonomia, a comunicação e a socialização.

 

Autoria: Ana Neves (Educadora de Infância)

Data: Novembro de 2007

Avaliação Final da Acção - Multideficiência no Contexto Educativo

O aluno multidificiente não é sinónimo de um aluno sem capacidades de aprender algo, é sim um aluno que necessita de um acompanhamento especial por parte dos adultos que com ele partilham o “espaço educativo”. Uma criança com multidificiência tem direito a frequentar e a ser inserida numa turma e escola normal, além de que as crianças ditas normais são uma ajuda significativa para o desenvolvimento de uma criança multidificiente.

Em minha opinião toda a criança multidificiente deveria ser acompanhada por um adulto com formação na área das NEE, o que nem sempre acontece, por vezes durante os cursos académicos não se aprofunda este tema o que na prática se revela bastante importante e necessária, também as auxiliares de acção educativa deveriam adquirir uma formação nesta área para que ficassem mais sensibilizadas, de forma a agir correctamente com estas crianças. É também necessário envolver as famílias e sensibilizá-las para o problema dos seus filhos, não há que ter vergonha de ter um filho diferente.

Num dado momento da minha licenciatura, estagiei num Centro de Reabilitação Infantil, onde estava uma menina com quinze anos, para ser franca não me recordo o tipo de deficiência de que padecia, mas lembro-me que ela me dizia várias vezes que não percebia porque estava ali e gostava de andar com as outras raparigas na escola “normal”. Foi um comentário que me marcou e revela o sentimento de exclusão que esta menina sentia. Por isso vamos tentar mudar as condições das nossas crianças.

Em suma, este é um problema educativo emergente, ao qual deveria ser dada mais atenção de modo a criar meios de ensino, técnicas e condições físicas, que permitissem um ensino com qualidade a estas crianças de modo a não se sentirem excluídas.

 

Autoria: Celina Cardeta (Educadora Infância)

Data: Novembro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Multideficiência no contexto educativo

Sem dúvida que ensinar a criança multideficiente é um desafio. É um desafio para os pais, para os educadores, para os professores e para todos os que estão envolvidos neste processo de ensino. É um desafio para a sociedade.

O que é um multideficiente? As definições são várias consoante os autores mas no geral são unânimes em caracterizar estes indivíduos como portadores de duas ou mais limitações associadas. Muitas vezes uma dessas limitações é a cognitiva que se repercute na aprendizagem.

Com a nova escola inclusiva cada vez mais se assiste à integração de crianças e jovens, com limitações mais ou menos acentuadas, em turmas regulares. Esta inclusão é um desafio para os professores que tem que adaptar o processo de ensino-aprendizagem e individualiza-lo de forma a fazer face às limitações e necessidades do novo aluno.

Mas atrevo-me a dizer que será apenas individualizar só para mais um aluno, pois não é certo que cada criança é uma criança e que individualizar deveria ser a pratica corrente para a obtenção de sucesso escolar?

Enfim, de qualquer forma a existência de um multideficiente na sala obriga o professor a um árduo trabalho. É preciso estudar, perceber, organizar, empreender, inovar… ensinar, e qualquer resultado é uma grande vitória.

Mas o único desafio não é apenas ensinar mas também o facto de a grande maioria das escolas não estar fisicamente preparada para receber estes alunos. É necessário ter professores capazes e abem preparados, são necessários técnicos especializados, mas são igualmente necessárias infra – estruturas adequadas que permitam o acesso destes alunos a essas escolas.

Nem tudo pode o professor resolver e nem tudo pode a escola realizar. É preciso que a sociedade em geral esteja preparada par acolher estes indivíduos que por infortúnio do acaso são apenas diferentes mas são também cidadãos.

 

Autoria: Márcia Azevedo (Professora)

Data: Novembro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Terapia Assistida Animais

“ (…) porque não abrir a escola às novas tecnologias e a novas terapias?”

(Alfredo Costa 2003)

Uma escola é, necessariamente, um espaço de aquisição de competências que ultrapassam o mero conhecimento académico. A formação cívica, a promoção de atitudes positivas e responsáveis e a promoção de valores constituem, hoje, um desafio tão ou mais importante do que a transmissão de conhecimentos e saberes. Com a democratização do ensino e a abertura das fronteiras as escolas são confrontadas com uma cada vez maior diversidade étnica, cultural e social. A compreensão política de que a escola tem que ser inclusiva – respeitando todas as diferenças, incluindo as resultantes de défice ou incapacidade – exige que se procurem novas estratégias de intervenção de forma a promover a plena integração e desenvolvimento de todos os alunos. As novas modalidades de resposta devem necessariamente acompanhar a evolução da ciência e fundamentar-se naquilo que os investigadores dizem constituir caminhos promissores; mas, também, é preciso partir dos interesses e motivações dos alunos para que o esforço de aprendizagem resulte em momentos gratificantes e apelativos. A Terapia Assistida pelo Animal (TAA), não exigindo às escolas grandes recursos ou custos, parece conjugar de uma forma óptima os dois aspectos referidos. Se, por um lado, a maior parte das crianças e jovens se sente particularmente atraída pela interacção com animais, por outro a investigação tem vindo a demonstrar que a TAA é uma técnica útil na socialização, no apoio a alunos com necessidades educativas especiais e na diminuição da ansiedade de várias causas, para só citar alguns dos aspectos com mais relevo para as escolas. Embora a TAA possa ser realizada com o recurso a animais variados, os cães em particular têm sido utilizados em projectos de educação, nas mais diversas situações físicas e psicológicas, com resultados bastante positivos ao nível dos problemas de comunicação, comportamento, emocionais e de aprendizagem.

Em suma, a capacidade dos animais serem sociáveis e cooperantes com os seres humanos parece poder ser utilizada de forma muito produtiva em contexto escolar, prática ainda muito pouco divulgada no nosso país. A sua divulgação, e o estabelecimento de parcerias com técnicos habilitados a intervir nesta área, poderá constituir um importante contributo para a plena inclusão de TODOS na escola.

Autoria: Cristina Sena Neves

Data: Novembro de 2007

Avaliação Individual da Acção - Educação Sexual

A sexualidade humana é ainda um tema tabu, com crenças, valores e preconceitos muito fortes e castradores.

Quando nascemos somos, naturalmente, inseridos num género (masculino/feminino) o qual será a base da construção da nossa identidade sexual, primeiro perante a sociedade e mais tarde perante nós próprios. A sociedade ajuda-nos a definir e compreender o nosso papel sexual, o qual será desempenhado ao longo de toda a nossa vida.

Desde o nascimento a criança recebe mensagens sociais, que na sua maioria são mensagens sexuais: vestimos as meninas de rosa, os meninos de azul, há brinquedos para meninos, brinquedos para meninas, há brincadeiras de meninas e brincadeiras de meninos, etc. Ao longo de toda a nossa vida continuamos a receber, da sociedade, mensagens sexuais através da publicidade, comunicação social, forma de vestir, etc. A entrada na puberdade é o despoletar de um certo número de mudanças visíveis, quer para o indivíduo quer para a sociedade em geral. Na realidade não há infraestruturas que suportem a (in)formação de crianças/jovens nesta área.

Quer para os pais quer para os docentes este tema, também é complexo, uma vez que irá pôr em causa os nossos próprios valores, crenças, preconceitos e representações que temos de nós próprios e dos outros.

Abordar o tema educação sexual com crianças/jovens com deficiência mental e respectivas famílias é ainda mais complexo.

Estas crianças em termos biológicos seguem o mesmo percurso que os seus pares. A criança/jovem sente as mudanças mas não é capaz de as interpretar e compreender. Tal como qualquer outra pessoa têm impulsos sexuais mas devido às suas experiências (poucas em quantidade e por vezes em qualidade) e limitações em termos de retenção de informação, estes indivíduos têm dificuldade em compreender o comportamento social adequado aos contextos/situações, o que importuna a sociedade em geral. Todos nós temos que compreender e aceitar estas dificuldades, não reprimindo mas mostrando o comportamento correcto como modelo, educando assim a conduta da criança/jovem e formando a sua personalidade. As atitudes de todos os que intervêm na vida da criança/jovem têm que ser conscientes, uma vez que estas podem influenciar positiva ou negativamente o indivíduo e a sua perspectiva do mundo bem como a sua representação social perante a sociedade, influenciando o seu comportamento.

Os principais objectivos da educação sexual com estes indivíduos são a percepção das suas mudanças e das dos outros (a nível físico e psíquico), a compreensão e a sua relação com essas mudanças. A construção da sua identidade sexual e o respeito pela dos outros é a base das relações com o grupo social.

Os pais/família têm muitas preocupações em relação à construção da identidade sexual e dos abusos sexuais destas crianças/jovens que, muitas vezes, não sabem distinguir o bem do mal.

Os pares (com e sem deficiência) são um grupo fundamental na inserção das pessoas com deficiência na sociedade. O trabalho, em termos de educação sexual, com estas crianças/jovens e os seus pares, deve ser valorizado e incentivado.

O Ser Humano é um ser sexuado e ignorar ou reprimir a sexualidade destas crianças/jovens é impedir ou dificultar o seu desenvolvimento enquanto PESSOA, o que ninguém tem o direito de fazer.

Os intervenientes que rodeiam a criança/jovem têm o dever de (in)formar sobre esta temática, o que não significa decidir por eles, porque devem ter o direito de decisão (caso seja possível) do seu futuro, incluindo a construção da sua identidade sexual.

A mudança de mentalidade é morosa e, geralmente, só é conseguida com a acção activa de todos os envolvidos: crianças/jovens, pais/família, docentes e sociedade em geral.

 

Autoria: Ana Cristina Simões (Educadora de Infância)

Data: Novembro de 2007

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