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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção - Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa

      O conteúdo da frase remete-me para uma situação particular no âmbito da mina actividade docente junto de alunos com necessidades educativas especiais. Passo a explicar. Através de um protocolo inserimos uma aluna do 3º ciclo numa experiência pré-profissional numa empresa da área da saúde animal (de acordo com os gostos e as capacidades da jovem) com o objectivo de aí desenvolver determinadas competências previamente acordadas. A experiência durou o 1º período havendo necessidade de a encerrarmos uma vez que ao que apurámos limitaram a actividade da jovem unicamente à limpeza dos espaços não lhe tendo sido dada a hipótese de desenvolver / demonstrar as suas capacidades. A empresa justificou que a jovem não apresentava perfil e que não tinha iniciativa. A jovem iniciou, entretanto, uma nova experiência numa outra empresa da mesma área onde a receptividade tem sido muito boa  e onde de facto o acompanhamento da jovem é diferente, dando-lhe oportunidades de contactar com  diferentes tarefas. A jovem está feliz e largamente motivada. As regras foram definidas de igual forma em ambas as empresas. Julgo que esta pequena história, de alguma forma, corrobora a frase de Arminda Lourenço (2002).

 

 

Autoria: Anabela Leite (Professora)

Data: Janeiro de 2008

Avaliação Individual da Acção - Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa

Como podem as Pessoas, incluindo as que têm NEE, serem

preparadas para a Vida como adultos e membros plenos da nossa

Sociedade? Quando atingem a etapa da Independência, estes jovens

terão de ter usufruído das oportunidades educativas mais relevantes e

possuir Formação qualificada para poderem exercer os seus direitos de

cidadania. Existem aspectos que necessitam de ser considerados na

transição, tendo em conta problemas existentes, relacionados com este

conceito de transição. Como dá para verificar, pela complexidade que

existe em todo este processo, será útil ter determinados

procedimentos que irão facilitar a inserção plena do jovem com

necessidades educativas especiais na Sociedade e no mundo do Trabalho.

Os alunos que integram programas, como o de "Transição Para A

Vida Activa", devem aproveitar e sorver todos estes recursos que lhes

permitem uma Formação sustentada, mas por diversas razões, estes

alunos apresentam grandes dificuldades de aprendizagem no currículo

escolar regular. Na maioria dos casos, são alunos que têm

dificuldades na leitura, na escrita, na interpretação e, ainda, no

domínio da motricidade. Adoptam, assim, comportamentos defensivos e

de auto-marginalização (às vezes com sinais de violência), face à

falta de competências para uma perfeita socialização. Não ramente, o

contexto familiar e económico em que vivem também é deficitário a

vários níveis. O apoio que recebem na escola é, pois, fundamental

para que estes alunos se sintam pessoas, capazes de aprender a

comunicar apesar das suas contrariedades naturais. Encaminhados para

currículos alternativos, com programas e disciplinas que permitem

amplificar as suas qualidades, a inserção da Vida Activa a partir do

contexto escolar proporciona a estes alunos novas perspectivas de

Vida. As Pessoas com Deficiência não recebem as qualificações

requeridas para o emprego e a Formação necessita de ser mais adquada

e ajustada às actuais exigências do mercado de Trabalho.

Será necessário uma política activa que promova um aumento da

oferta. Isto requer investimentos na capacidade física, nos

conhecimentos e nas competências. Desta forma, as Pessoas com

Deficiência devem ter um papel proactivo no planeamento do seu

próprio futuro.

«Não se pode ensinar tudo a alguém  mas pode-se ajudá-lo a

encontrar-se por si mesmo»

 

 

Galileu Galilei

 

Autoria: Hélder Príncipe (Auxiliar de Educação Especial e Reabilitação)

Data; Janeiro de 2008

Avaliação Individual da Acção - Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa

«As escolas deviam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee »
 
 
“Todos diferentes, todos iguais...”
 É fundamental que para haver uma verdadeira educação inclusiva, além dos recursos de acessibilidades, equipamentos, tecnologia..os recursos das escolas passem fundamentalmente pela aposta na Formação, Informação e Motivação dos professores em particular e de toda a sociedade em geral. Com estes recursos será possível realizar um diagnóstico das verdadeiras necessidades individuais e assim poder proporcionar um ensino de qualidade e com futuro.
Passemos então da teoria à prática.
Chega de barreiras! Vamos construir pontes, pontes essas que tenham como alicerces a Igualdade de Oportunidades e a Liberdade para todos. 
 
 
Autoria: Sónia Flores (Psicóloga)
Data: Janeiro de 2008

Avaliação Individual da Acção - Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa

Após uma leitura das frases propostas para comentário, optei por elaborar uma breve reflexão pela 1ª frase. Concordo inteiramente com a frase proposta, mas  questiono-me  de que forma as escolas se podem munir de uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm NEE?

     Na estrutura hierárquica e organizacional do sistema educativo / de formação caberá às entidades políticas competentes procederem à elaboração de um conjunto de directrizes que permitam uma formação adequada às necessidades e gostos dos jovens que a procuram e também compatível com as necessidades reais de mercado.

     Nesta linha, passa-se-ia a uma auscultação da necessidades do mercado do trabalho a  nível regional.

     Na escola, seria criado um Centro de Transição para a Vida Activa (CTVA), cujo objectivo acompanhar os alunos antes, durante e após a sua integração no mercado de trabalho.

     Através de “saber de experiência feito” os alunos dedicariam um mês  de experiência em contexto real de trabalho numa empresa local da sua preferência. Após esse período, e caso a experiência lhes tivesse agradado seriam encaminhados para o centro de formação, do CTVA da sua escola, onde poderiam expandir  conhecimentos específicos e relevantes para a sua área profissional.

     No caso dos jovens com NEE, esta formação passar-se-ia ligeiramente ao contrário. Os jovens do ensino regular viriam contar aos jovens com NEE a sua experiência em contexto real de trabalho e posteriormente o CTVA formaria os jovens com NEE para a aquisição de determinadas competências sociais básicas ( pontualidade, cumprimento de regras, incremento /fomentação de hábitos de higiene, etc). Após esta fase, o jovem com NEE seria encaminhado para a empresa, sempre acompanhado por um técnico de Transição para a Vida Activa da escola, que avaliaria o grau de cumprimento destes pré-requisitos sociais. Posteriormente, e à medida que o jovem com NEE observava os trabalhadores da empresa em plena laboração ser-lhe-ia  dada  formação técnica dentro da própria empresa.

Autoria: Cláudia Fonseca

Data: Janeiro de 2008

Avaliação Individual da Acção - Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee .”
(Francisco F . Lemos 1999)

As razões que justificam a escolha de comentário a esta frase, prendem-se com o facto de que, efectivamente, o enfoque principal que considero dever ser prestado quando se fala de inclusão (e não integração) deve basear-se na análise dos recursos materiais e humanos que temos para oferecer aos nossos alunos, quer se trate de alunos de currículo “normal”, quer de currículo diferenciado.
Efectivamente, desde há muitos anos que, a nível internacional e nacional se considerou que a inclusão é positiva. Beneficiam os jovens com “problemas” e beneficiam os jovens ditos “normais”. No entanto, o que assistimos após todos estes anos de ensino massificado e de criação de Leis de protecção aos jovens com limitações acentuadas, é que, tudo se fica pelo papel e no mero campo das intenções. Não basta dizer-se que os jovens e suas famílias têm direitos iguais, é necessário colocar os meios à sua disposição para que tal seja uma realidade. Ora, não foi isso que vimos acontecer nas nossas escolas.
As velhas escolas por aí proliferam, o “mestre” continua a ensinar a todos como a um só, com os mesmos quadros velhos, e os mesmos apagadores… e a mesma formação de professores. O que vimos mudar foi o encher desses espaços com mais e mais jovens! Vieram aqueles que antes não podiam vir à escola por dificuldades financeiras; vieram os que, por possuírem limitações eram à partida excluídos, e , vieram ainda, os que não se revendo nas aprendizagens académicas, procuravam aprendizagens para a vida através dos saberes profissionais.

O sistema político não apostou na adaptação/modernização do espaço escolar que agora acolhe obrigatoriamente todos os alunos. Chamou-os à escola elevando os números dos alfabetizados, mas obriga todos a cumprir o mesmo currículo, mantendo uma organização curricular que tem por meta a entrada na universidade.

Não apostou nas diferentes especificidades de cada população escolar, continuando a privilegiar uma formação estritamente académica e afunilada, na qual não se revê a esmagadora maioria dos nossos alunos. Ou seja, os jovens são obrigados a aprender o que não gostam, mas, mais grave do que isso, é serem obrigados a aprender aquilo que não são capazes. Portanto, acabam excluídos dum sistema que não lhes diz nada, não os ajuda a procurar caminhos, não forma (mas tenta enformar), não cumpre o seu papel fundamental que é educar a todos de forma justa e democrática, promovendo a integração social dos mesmos e a sua participação activa na sociedade.

Quando pensamos em “recursos e formação sustentada”, devemos ainda pensar em mudanças políticas que prevejam a criação de currículos diferenciados, com professores e técnicos de diferentes vertentes; na criação de espaços diversisficados e adequados às necessidades específicas de aprendizagem, e ainda na participação activa do meio local, que deve ter um papel altamente participante na definição das políticas educativas locais.

Autoria: Manuela Cruz (Professora)
Data: Janeiro de 2008

Avaliação Individual da Acção - Formação Pessoal e Preparação para a Vida Activa

«As escolas deviam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee»

 

Para mim foi difícil a escolha da frase para comentar uma vez que as três se interligam. O que me levou a optar pela primeira foi o facto de, o significado das outras duas não se poder concretizar sem que o significado daquela seja uma realidade.

 Ora, o que constata quem vive os problemas das escolas por dentro é que as mesmas não têm meios para garantir uma formação sustentada aos alunos ditos “normais” e, por conseguinte, muito menos a alunos com NEE. Julgo, contudo que o problema não reside nas escolas. Os Conselhos Executivos e os professores, na sua maioria, são empenhados e preocupam-se com a formação e sucesso educativo dos seus alunos. Mas o que nós verificamos hoje nas escolas é que existe um tremendo trabalho burocrático e que o tempo que resta para a componente lectiva, em muitos casos, é um tempo sem qualidade tanto para alunos como para professores. Professores cansados descontentes com as medidas do Ministério da Educação, desmotivados, desautorizados, doentes, de rastos… até à morte!

O Ministério da Educação é que deveria munir as escolas de recursos materiais e recursos humanos valorizados e motivados para o desempenho da tarefa de ensinar as crianças e jovens. Relativamente aos alunos com NEE o que me apraz dizer, é que vivemos num país do “faz de conta.”A inclusão social e, consequentemente, a escolar são uma miragem. A igualdade de oportunidades está longe de existir. Há zonas geográficas do país em que a pobreza teima em persistir. É desta pobreza (paradoxalmente as famílias que têm mais filhos) que advém a maior parte de alunos com NEE. Alunos que demoram trinta ou mais minutos para apanharem o transporte escolar, com noites mal dormidas, que se levantam cedo de mais, com mochilas pesadíssimas, transportados como sardinhas em lata, sem pequeno almoço, que no Inverno chegam à escola com a roupa ensopada em água e a morrer de frio, sem condições físicas e mentais para receberem os ensinamentos dos professores.

A escola reflecte a sociedade e vice-versa e jamais chegaremos a uma verdadeira inclusão sem o empenho de toda a sociedade (mais propriamente os organismos competentes para o efeito) que se comprometa num trabalho cooperativo que actue nas escolas e nas famílias tantas delas disfuncionais. Nas escolas faltam condições físicas: espaços/oficinas pedagógicas faltam equipas pluridisciplinares que garantam a inclusão das crianças com NEE.

As reformas no ensino sucedem-se sem que, porventura, alguma tenha sido plenamente praticada. Quanto à legislação relativa à Educação Especial, o Dec-Lei 3/2008 de 7 de Janeiro, veio substituir o Dec.~Lei 319/91 de 23 de Agosto, que, em minha opinião, (salvo uma ou outra falha) era um bom suporte de trabalho e que, na prática, não foi “levado à letra” quer por conveniência quer por ignorância.

Não se assumem os riscos de uma formação/inclusão para os alunos com NEE porque, em meu entender, vive-se em função dos lucros imediatos. O próprio Governo e o Presidente da República querem ver resultados, pouco importando os processos. Finalmente, e passando-me pela cabeça o sucesso/insucesso dos alunos e a avaliação dos professores, chego à conclusão de que os cálculos até podem estar certos mas os resultados nunca poderão ser fiáveis quando partimos de premissas erradas.

 

Autoria: Dolores Mota (Professora)

Data: Janeiro de 2008

Avaliação Final da Acção - A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com nee

INTRODUÇÃO

 

Desde o inicio dos tempos que o elemento água foi descrito pelo homem como algo misterioso, talvez pelo difícil acesso ao estudo do mesmo, talvez por ser só de si um meio hostil ao nosso, um meio onde não nos movimentamos com a facilidade desejada.

Contudo esse mistério que inquietou durante séculos a humanidade e esta sabendo da importância da mesma como suporte de toda a vida na terra teria a certeza que encontraria ali uma fonte terapêutica de uma riqueza incalculável.

Actualmente as técnicas hidroterapêuticas estão consolidadas em todo o mundo como técnicas avançadas em diferentes tipos de patologias tanto do foro muscular, neurológico ou mesmo psicológico.

As actividades aquáticas são das mais apropriadas para indivíduos com algum tipo de deficiência física, mental ou psicológica devido aos benefícios e facilidades proporcionadas pela execução de movimentos com o corpo imerso na água.

Para as pessoas com deficiência as Actividades Aquáticas tem valor terapêutico, lúdico e social.

As propriedades físicas da água (densidade, pressão hidrostática, viscosidade, entre outras) influenciam o comportamento humano, tanto no aspecto fisiológico como psicológico. Pode-se esperar, então, uma variedade de efeitos. Na musculatura e no aparelho locomotor, ocorrerá uma melhora na irrigação sanguínea. Com a contracção e relaxamento muscular, observada na prática da Hidroterapia, haverá estímulos necessários para o desenvolvimento da musculatura e consequentemente melhora a postura corporal.

No coração haverá um fortalecimento da musculatura, bem como um aumento do volume do volume deste. Consequentemente, a frequência cardíaca diminui, a capacidade de transporte de oxigénio aumenta e o esforço cardíaco reduz. Os vasos sanguíneos ficam mais elásticos. Assim com esta economia de diversas funções circulatórias, o organismo adapta-se melhor aos esforços.

Toda a actividade motora que se realiza no espaço água exige um grande esforço de respiração. Com sua prática observa-se um incremento da absorção de oxigénio máxima com o aumento do volume de ar que entra para os pulmões através da inspiração mais profunda. Há um aumento da capacidade de difusão do oxigénio e elevação da tolerância relativa ao débito do mesmo. Além disso, auxilia na prevenção de doenças do aparelho respiratório.

As Actividades Aquáticas em indivíduos portadores de deficiência, pode promover educação para o lazer; manter a amplitude dos movimentos e conservar a sua função; desenvolver a imagem corporal, procurando a funcionalidade; promover a auto – estima que se reflecte na interacção social; ajudar na educação e reeducação da bexiga; promover hábitos de higiene; equilibrar o desenvolvimento exagerado dos membros superiores e propiciar o relaxamento dos grupos musculares solicitados constantemente; equilibrar os desvios da coluna e eixos transversos; estimular as funções cardiovasculares e respiratórias e promover a integração social.

Quando um corpo se encontra imerso em água, ele experimenta um ambiente com regras totalmente diferentes daquelas que está habituado em terra. Por exemplo: o novo ambiente fornece uma sustentação maior, o que proporcionará uma maior estabilidade, que será conquistada através de um meio meticuloso, mas que no final irá proporcionar (dependendo da patologia), alguns movimentos que seriam impossíveis de se realizar fora de água.

A água ainda oferece outro efeito que auxilia na redução do tónus muscular: a diminuição da força da gravidade. Este efeito é extremamente útil quando se trabalha com indivíduos deficientes motores.

A redução do tónus ocorre pela redução da força da gravidade que actua em todos os corpos na terra e este fenómeno acontece devido à existência de uma segunda força existente na água: a impulsão. A gravidade e a impulsão são duas forças antagónicas.

Um dos factores determinantes para o tónus são os reflexos de estiramento que ocorrem pela estimulação de proprioceptores pela acção da gravidade, assim, se houver menos força de gravidade, haverá menos estimulação proprioceptiva e consequentemente menos tónus.

A conquista da liberdade de movimentos e locomoção aquática – que será adquirida através de um treino específico implicará mais alguns benefícios como: aumento da força muscular, aumento do equilíbrio corporal, estimulação sensorial através da pele, aumento das reacções posturais, estruturação da imagem corporal e aumento do controle da cabeça e tronco.

O aspecto lúdico da água é importante, mas não ao ponto de ser salientado como o mais importante. Com base nas informações actuais sabe-se que a redução do tónus muscular associado à conquista progressiva da liberdade de movimento e locomoção em ambiente aquático, são sem dúvidas os efeitos mais significativos.

As Actividades Aquáticas também proporcionam meios de estimulação para o desenvolvimento da fase psicomotora em que se encontra.

As Actividades Aquáticas poderão ser a forma ideal de manter os indivíduos portadores de deficiências severas em actividade física continuada, prevenindo a sua saúde e prevenindo complicações futuras e sobretudo, estimulando a sua qualidade de vida e integração social.

Podemos concluir, que o envolvimento do indivíduo portador de deficiência com a água traz elevados benefícios não só para a sua melhora física como também para o seu estado emocional e consequentemente melhora a sua qualidade de vida.

 

Propostas de alguns exercícios para crianças com Síndroma do Espectro Autista.

- Deslocamentos livres, em espaço delimitado, para que as crianças mantenham contacto com a água.

- “Brincar aos peixinhos” – Colocando a cabeça debaixo de água e fazendo bolhinhas. Este exercício mantém o objectivo do anterior que é preparar a criança para o contacto corporal com o meio aquático.

- Chapinhar na água em brincadeira com o professor.

- Utilizando barquinhos ou patinhos lançamentos sobre a água entre a criança e o professor

- Jogos de procura de objectos – As crianças precisam de encontrar objectos que são lançados para o fundo da piscina.

- “Passeios” sobre o colchão

 

- “Brincar aos cavalinhos” – Com o chouriço entre as pernas dão pequenos saltos em deslocamento.

- “Brincar aos mergulhos” – De mãos dadas com o professor mergulham à vez

- Saltar da borda da piscina

- Flutuações com e sem turbulência

- Andar às cavalitas do professor dentro de água

 

Autoria: Isabel Moreira (Professora)

Data: Janeiro de 2008

Avaliação Final da Acção - A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com nee

O meio aquático é por excelênca, factor de desenvolvimento de capacidades diversificadas, quer sejam de domínio físico-motor, perceptivo, cognitivo, lúdico/ didáctico entre outras.

A inclusão destas actividades no processo formativo de crianças e jovens com necessidades educativas especiais, assume portanto, um carácter deteminante e cabe a todos os profissionais, que ditrecta ou indirectamente se relacionem ou tenham responsabilidades na formação destas crinaças, uma consiencialização deste pressuposto, proporcionando sempre que possível a participação destas em actividades aquáticas.

Dependendo do tipo de necessidades ou limitações da criança, deve o ensino/ actividade adequar-se às mesmas.

Aqui deixo algumas propostas de actividades em meio aquático. O ensino deve ser o mais individualizado possível. Cada caso é um caso e, portanto, o professor/ monitor deve seleccionar de entre as actividades apresentadas, as que melhor se adequam a cada criança.

Não esquecer que a temperatura da água é muito importante. A criança não deve sentir uma diferença acentuada entre a temperatura ambiente e a água (por ex.: 32º para a temperatura da água e 30º para a temperatura ambiente).

 

NA BORDA DA PISCINA

 

·   Verificar a temperatura da água com os pés e mãos:

·   Aproximar-se da borda da piscina lentamente, procurando conhecê-la;

·   Sentar na borda da piscina e molhar os pés;

·   Sentar na borda da piscina e mandar água ao seu próprio corpo;

·   Sentar na borda da piscina, mandar água ao seu companheiro;

·   Sentar na borda da piscina, mandar água para a sua cabeça;

·   Sentar na borda da piscina e bater os pés lentamente;

·   Sentar na borda da piscina e bater os pés rapidamente;


·   Apanhar água com as mãos em forma de concha e tentar molhar os companheiros;

 

DENTRO DA PISCINA

 

·         Após ter conseguido que a maioria não tenha receio de brincar com a água fora da piscina coloque as crianças na água.

·         Faça com que cada um desça as escadas lentamente até conseguir tocar no fundo da piscina, caso ela seja rasa ou de iniciação, se for de maior profundidade, coloque flutuadores em todos, caso necessário.

·         Se forem crianças que não tenham pé, segure-os com leveza e segurança.

 

PISCINA RASA

Vejamos numa piscina de iniciação, onde todos possam ficar de pé com o tronco fora da água:

           - Realizar passeios exploratórios pela piscina em pequenos grupos;

           - Realizar passeios pela piscina, procurando encontrar objetos deixados pelo professor no fundo da mesma;

           - Faça jogos de correr em duplas, ao longo da piscina;

           - Realize algumas estafetas (jogos de ir e trazer objectos, trazendo-os de volta ao lugar determinado);

           - Mande andar e correr de costas, realizando meia volta para os dois lados;

           - Jogos simples com bolas (mini-volei, mini-basquetebol).


OBSERVAÇÃO

Durante este trabalho, procure observar os alunos mais tensos, os mais inibidos, os que não fazem quase nada e os mais afoitos.

O tempo e o número de aulas destinado a esta fase devem ser em função dos alunos, aceitação e progresso.

Em todas as aulas seguintes, procure iniciar com algumas destas atividades para maior e melhor familiarização com o meio aquático.

 

PISCINA FUNDA

Agora entre em uma piscina funda, onde nenhum dos alunos possa alcançar os pés:

           - Coloque flutuadores em todos e mande-os brincar um pouco na borda;

           - Realize pequenos passeios pela piscina com um ou dois alunos, os outros permanecem na borda;

           - Utilize as raias ou estique uma corda sobre a piscina, oriente para que todos se locomovam de um lado para outro da mesma, sempre em segurança;

           - Procure formar círculos, quadrados, rectângulos;

           - Oriente todos para que tentem flutuar na horizontal, de lado (direito e esquerdo);

           - Pergunte quem é capaz de ir até o outro lado da piscina (a tarefa chave na motivação é "quem é capaz"), ela realiza milagres, tente;

           - Procure jogar a bola em duplas, elogiando os progressos dos alunos;

           - Tente jogar a bola com os alunos, dando maior atenção aos menos capacitados.

            

Autoria: José Guilherme Afonso (Professor)

Data: Janeiro de 2008

Avaliação Final da Acção - A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com nee

Nesta breve reflexão irei referir actividades no meio aquático como as que se podem realizar utilizando água. Descentrando-me da natação, desporto considerado dos mais completos, considero as potencialidades da exploração da água como elemento a utilizar nas actividades que planeamos para as crianças e de forma mais específica para as que apresentam necessidades educativas especiais.

Estas actividades enriquecem a criança tanto no seu funcionamento motor, como no desenvolvimento do conhecimento e do raciocínio e no estabelecer de relações sociais.

As actividades no meio aquático deverão ser apresentadas como uma actividade lúdica e prazenteira, sem imposição, com apoio de um orientador que permanece sempre junto da criança transmitindo-lhe alegria e confiança. A criança não deve ser obrigada a participar, tem que ser motivada. Há que se evitar acções bruscas que salpiquem a cara ou os olhos de água de forma desagradável e movimentos que provoquem o desequilíbrio e o medo de não estar a controlar o corpo.

A habituação deve ser natural associando a água ao prazer.

Assim e pensando em diversificar as possibilidades de exploração na água apresento actividades em diversos contextos. Todas estas deverão ser atentamente acompanhadas e vigiadas reflectindo-se sempre no seu valor a nível do desenvolvimento global da criança.

 

Em casa e na instituição

Dar banho calmamente à criança, por vezes colocar música de fundo

§          Sorrindo falar suavemente, chamar o seu nome, nomear as partes do corpo

§          Colocar espuma de banho e fazer montinhos com as mãos da criança

§          Bater palminhas com espuma nas mãos

§          Fazer bolinhas de sabão

 

Criar o cantinho da água com uma bacia grande

§           Brincar com barquinhos de plástico, copos e frascos

§           Brincar com brinquedos de esguichar

§           Dar banho às bonecas

§           Molhar os pés

 

Regar canteiros com regador e com mangueira

Na piscina

Sentar na borda da piscina

§           bater com os pés/pernas na água

§           levantar e baixar os pés

§           atirar bolas para dentro da piscina

Dentro de água

§            bufar fazendo bolinhas

§            andar dentro de água

§            dar as mãos ao outro e seguir os seus movimentos

§            de mãos dadas fazer forças contrárias

§            subir e descer um pequeno escorrega

§            deitar de costas e flutuar

§            bater palmas dentro de água com as mãos -à frente do corpo

§            abrir e fechar os braços lateralmente

§            deitar num colchão e bater com os pés

 

Na praia

§             fazer pocinhas e aperceber-se do criar e desaparecer de água nas mesmas

§             deixar aquecer um balde com água ao sol e comparar temperaturas com outro recém cheio

§             saltar sobre a onda que chega até à areia

§             andar no risco deixado pela onda

 

 

Autoria: Joana Barbosa Santos (Educadora de Infância)

Data: Janeiro de 2008

Avaliação Final da Acção - A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com nee

A prática do desporto tem vindo cada vez mais a ganhar importância no processo de inclusão social e reabilitação da pessoa com deficiência É por vezes, através da prática desportiva, que a pessoa com deficiência tem oportunidade de mostrar a si mesmo e aos outros, que apesar de todas as suas limitações, obstáculos e barreiras, que é capaz de fazer desporto e ter evolução ao longo da sua prática. É do conhecimento geral que a pratica desportiva é um excelente veículo de convívio social e um aspecto importante para o desenvolvimento pessoal. A natação é hoje uma das actividades com mais adeptos, ou não oferecesse o  meio aquático, uma imensidão de benefícios ao indivíduo,  já para não falar da variedade de experiências, que diferem das vividas fora de água. As propriedades da água permitem às pessoas com deficiência e em particular nos casos de deficiência motora, uma autonomia e liberdade de movimentos, que não é possível de outro modo. O meio aquático constitui assim um meio muito estimulante e motivante.

 

Destacam-se entre os vários objectivos:

 

 Melhoria da aptidão física;

 Desenvolvimento das capacidades cognitivas, sociais, emocionais e funcionais;

  Correcção de gestos técnicos de natação;

 Aumento do domínio dos gestos, que conduz a um aumento da auto-estima, redução da ansiedade e melhoramento da comunicação;

 Contribuição para o desenvolvimento da autonomia e da integração social, assim como desenvolvimento do sentido de cooperação e cumprimento de regras.

No domínio da aprendizagem e do desenvolvimento motor, as habilidades motoras básicas são um pré-requisito para a aquisição, a posteriori, de habilidades mais complexas, mais específicas. Assim, numa primeira fase as habilidades aquáticas básicas a serem abordadas no decurso dos programas de adaptação ao meio aquático seriam: o equilíbrio, incluindo a flutuação e as rotações; a propulsão, onde se integram pequenos saltos; a respiração; as manipulações, que também abrangem os lançamentos e as recepções.

 

O objectivo dessas sessões seria apresentar um conjunto de habilidades aquáticas básicas, que deveriam ser abordadas ainda durante o processo de adaptação ao meio aquático. De reforçar a importância do equilíbrio e respiração, como elementos a abordar no processo de adaptação ao novo meio. Todavia, tradicionalmente são consideradas como componentes da adaptação ao meio aquático, ou seja, como sendo habilidades aquáticas básicas: a respiração, o equilíbrio – que inclui as rotações e os saltos e a propulsão. A estas habilidades aquáticas básicas, acrescentaram-se os lançamentos e as recepções, o ritmo, os reboques, a flutuação e a familiarização inicial com o meio.     

 

Autoria: Carlos Manuel Leal (Professor)

Data: Janeiro de 2008

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