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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

JORNAL OFICIAL 2009

A apie disponibiliza a todos os interessados o

Jornal Oficial 2009

que contém:

Plano de acções de formação (de Janeiro a Junho de 2009);

Materiais disponíveis (sebentas e jogos pedagógicos);

Informações acerca do GAI - Gabinete de Apoio e de Intervenção.

 

Peça-o através de:

edif@sapo.pt

 


 

Avaliação da acção - A EDUCAÇÃO SEXUAL NA DIFERENÇA

Ao caminharmos num sentido mais humanista - reconhecido nos movimentos actuais de índole social, educacional, psicológico e legislativo – seria contraditório e inconcebível que não se respeitasse e reconhecesse o direito à sexualidade e à educação sexual daqueles que são “diferentes”. Antes de mais, é preciso encarar o facto de que a sexualidade é inerente a todo ser humano, independente de seu estado. As diferenciações ocorrem na exteriorização. A sua conduta será mais ou menos adequada dependendo do comprometimento intelectual que ele possui, uma vez que esse deficit remete a uma maior dificuldade na organização de seu ‘eu’, e, em consequência, de sua relação com o mundo.

A educação sexual na diferença, necessitará de mais persistência, a orientação e os conselhos são os mesmos que se devem dar a uma criança normal, com a diferença de que é preciso falar sempre, várias vezes, um, dois, até três anos, adequando a linguagem ao seu nível de compreensão e nunca esquecendo a importância de os fazer sentir membros da sociedade e, como tal conhecedores de regras e respeito pelos outros. A sexualidade é um atributo de qualquer ser humano. Mas para ser compreendida, não se pode separá-la do indivíduo como um todo. Ela é parte integrante e intercomunicante de uma pessoa consigo mesma e para com as outras. Portanto, é muito mais do que simplesmente ter um corpo desenvolvido ou em desenvolvimento, apto para procriar e apresentar desejos sexuais.

A sexualidade existe para servir ao indivíduo e não o contrário, o indivíduo para viver a serviço da sexualidade. Até parece que ela é o seu objectivo de vida e não uma consequência natural do seu desenvolvimento como ser humano. A nossa cultura tem uma tendência de reduzir a sexualidade a sua função reprodutiva, esquecendo, por vezes, a importância dos sentimentos e emoções decorrentes do processo educacional e vivencial de cada um.

         A educação sexual vista como um instrumento relacional importante, a sexualidade fundamenta-se no aspecto biopsicossocial de cada indivíduo. Assim, ela é construída a partir de três elementos primordiais: o potencial biológico, o processo de socialização e a capacidade psicoemocional.

         O funcionamento intelectual e a capacidade adaptativa, de cada são responsáveis pela aprendizagem dos códigos de comportamento social e pela incorporação desses valores, considerando aqui o papel preponderante da família e dos agentes educativos que intervêm no desenvolvimento da pessoa com deficiência, possibilitando a utilização de mecanismos compensatórios que favorecem e estimulam a adaptação, tais como o lazer, as relações sociais, e, sobretudo, as experiências com relacionamentos afectivos.

         Falar de Inclusão requer que se fale também em interacção e socialização. Abordar estes aspectos, leva-nos obrigatoriamente, a (re)pensar a educação sexual, pois esta abarca comportamentos sociais e interpessoais, inerentes a todos os seres humanos e que não podemos deixar continuar  que sejam ignorados

 

         “O amor para dar uma ideia mais geral é a única forma de arranjar força para viver. (…)Tu podes fazer a diferença na decisão quando souberes a verdade sobre o amor que é a força interior que me dá alegria e gosto para acordar todos os dias e vir para a escola.” (testemunho de um aluno)

Margarida Maria  Braga (Professora)


Avaliação da acção - A EDUCAÇÃO SEXUAL NA DIFERENÇA

A Educação Sexual na Diferença

A sexualidade é um componente fundamental de todo o ser humano, cuja influência se repercute em todos as fases da vida.

A pessoa portadora de deficiência mental - ser bio-psico e social, como qualquer outro ser humano, também tem a necessidade de expressar sentimentos, de levar uma vida saudável, dentro de suas possibilidades e limites reais, também vive uma sexualidade. A sexualidade das pessoas com deficiência mental não pode continuar a ser tratada de forma inadequada: infantilizando-as, passando ao lado dos comportamentos ou demonstrando reacções exageradas perante possíveis problemas, pois ao agir assim, está-se a contribuir e a favorecer para que os comportamentos e manifestações sexuais dessas pessoas se tornem muito problemáticos (exibicionismo, masturbação em público, promiscuidade…).

Existe a (maior) necessidade de se investir na Educação Sexual nesse grupo de pessoas. A importância desse investimento reside, além da rejeição social, nas possíveis complicações médicas e de saúde, incluindo as lesões físicas dos órgãos genitais e de outras partes do corpo, o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez não desejada, e ainda o risco de serem vítimas de abusos.

 Uma Educação Sexual na Diferença quando bem trabalhada, quando bem conduzida, faz toda … a diferença: contribui para a pessoa portadora de deficiência mental o desenvolvimento pleno da afectividade, para a capacidade de estabelecer contactos interpessoais, fortalecendo a auto-estima, o bem-estar, a auto-confiança…

Paulo Rodrigues


 

Avaliação da acção - A EDUCAÇÃO SEXUAL NA DIFERENÇA

“(...) A nossa sociedade, convulsiva e mutável, não me parece caminhar no sentido de mais egoísmo(...) Se portanto, vamos no sentido de mais convívio, mais humanidade, é muito provável que vamos também para uma maior abertura ao outro, talvez diferente de si, mas do qual não se pode ignorar nem rejeitar a diferença”. (Simon, 1991)

 Esta consciencialização acerca da aceitação da diferença e da qualidade de vida das pessoas com deficiência leva-nos a reflectir em áreas determinantes, para o desenvolvimento do ser humano: interacção e relações sociais (relações com os membros da família, relações de amizade, de intimidade e afecto, grau de iniciativa nas interacções sociais, diversificação das relações interpessoais); bem-estar psico-afectivo (sentimento de pertença e aceitação nos diferentes grupos sociais, sentimento de felicidade, sentimento de dignidade, auto-estima) e autonomia e poder de decisão (escolhas, preferências e decisões pessoais, objectivos e expectativas pessoais, valores).

Se pensarmos que a sexualidade se  revela, segundo a Organização Mundial de Saúde, como “(...) uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto, ternura e intimidade; ela integra-se no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo ser-se sexual. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental”. Falar sobre a educação sexual na diferença, implica necessariamente abordar o conceito sexualidade humana de forma ampla, em toda sua dimensão, ou seja, abrangendo os aspectos físico-biológicos, socioculturais, económicos e políticos. Sendo a sexualidade uma dimensão da personalidade, não se pode negar à pessoa portadora de deficiência a liberdade de a viver e expressar.

Entenda-se que ao falarmos de sexualidade estamos a falar de uma realidade que não se esgota no acto sexual. Ela é também e, sobretudo, amizade, carinho e relacionamento pessoal. Possuir amigos, partilhar interesses, relacionar-se e experimentar sentimentos de união são algumas das necessidades mais profundas. A pessoa portadora de deficiência deve aprender desde logo a reconhecer a sua individualidade, compreender o comportamento social e o seu comportamento como membro de uma sociedade, conhecer a sua própria vulnerabilidade e, essencialmente, aprender a escolher, decidir e desenvolver a sua própria sexualidade. A discussão do tema da educação sexual na nossa cultura vem acompanhada de preconceito e discriminação. Quando o tema passa a ser sexualidade na diferença, o preconceito e a discriminação são intensificados e geram polémica quanto às diferentes formas de o abordar, tanto com os próprios adolescentes como familiares.

Na minha perspectiva, e como professora de educação especial, parece-me que o mais importante é intervir ao nível das competências sócio-emocionais, de respeito pela privacidade e regras de interacção social. Mais do que pensar e reflectir é essencial saber ouvir,( mesmo sem oralidade), aqueles que vivem o problema na primeira pessoa pelo que deixo o desabafo de um dos meus alunos, com doze anos.

Qualquer pessoa tem o direito de ser diferente porque isso é inerente a todos os seres humanos. Eu acho que ser diferente é ser pessoa porque todos temos a capacidade de reagir aos afectos que são a essência da vida. Posso dizer que tenho autismo e o que mais gosto é ser amado.”

Maria de Lurdes Vilhena Metelo Seixas Martins (Professora)


 

Avaliação da acção - A EDUCAÇÃO SEXUAL NA DIFERENÇA

O tema da sexualidade dos deficientes mentais começou a ganhar importância quando estes se converteram num grupo com peso social, para o que terá contribuído o prolongamento da sua esperança de vida.” (Felix & Marques, 1995, p. 43)

 

         A sexualidade é um tema que ainda levanta algumas controvérsias devido às nossas origens religiosas e sociais, o que veiculam o tema como sendo um tabu. Contudo, nos últimos tempos este tema tem vindo a surgir cada vez mais no quotidiano, uma vez que a sexualidade começa a não ser vista somente como meio de reprodução. Não obstante, têm-se encontrado fortes entraves no esclarecimento dos problemas que esta pode acarretar devido aos preconceitos ainda existentes, sendo que estes aumentam quando esta temática aparece associado à deficiência mental. Assim, se ter um filho com deficiência não é uma situação fácil para os pais, os problemas agravam-se quando para os progenitores ou cuidadores o tema é a sexualidade. Por parte da sociedade, existe alguma tendência para ver a pessoa com deficiência mental como uma criança “para sempre”, independentemente da sua idade cronológica. Assim sendo, à medida que o processo de amadurecimento sexual acontece, muitos indivíduos com deficiência mental encontram-se na situação de ninguém no seu meio ambiente ter vontade e/ou saber como reconhecer a sua sexualidade em desenvolvimento. Por outras palavras, as suas necessidades ao nível da sua sexualidade e da sua afectividade, pois não podemos dissociar uma da outra, não encontram respostas o que pode implicar dificuldades relacionadas com o se conhecer a si próprio, o aprender acerca de si e, inclusivamente, pôr em causa o seu desenvolvimento psicossocial.

         No campo da educação, para alguns professores assumir uma atitude perante a sexualidade é assustador, ainda mais quando associado à deficiência mental, reportando-se a esta como causadora de enormes problemas. A maioria dos professores deseja que na área da sexualidade junto do jovem com deficiência mental, não seja necessário existir conversas nem esclarecimentos colocando-se à margem da problemática em questão. De facto, tal como refere Gomes (s/d; cit por Felix & Marques, 1995, p.12), “a sexualidade dos deficientes está eivada de mitos e tabus, tal como a sexualidade em geral”.

         No entanto, uma das maiores preocupações ou mesmo perturbações do adolescente com deficiência mental é o compreender e lidar com as diversas mudanças que surgem aquando da puberdade, experimentando enorme desassossego diante os imprevistos daí resultantes. Assim sendo, torna-se fundamental a reflexão sobre a temática em questão por parte dos professores que acompanham o seu desenvolvimento, tendo em vista dar resposta às suas necessidades específicas no que diz respeito a este domínio.

Ana Rita Peixoto


Avaliação da acção - A EDUCAÇÃO SEXUAL NA DIFERENÇA

A sexualidade acompanha-nos desde a infância e sofre modificações ao longo de toda a nossa vida. Durante a adolescência a sexualidade modifica-se, apresentando algumas especificidades. É nesta fase que surge o primeiro amor, intensifica-se o conhecimento do próprio corpo e do corpo do outro e multiplicam-se novas experiências, vividas com extrema intensidade; é descoberta uma relação de intimidade, partilha e confiança com outra pessoa – o que contribui para o desenvolvimento psicológico do jovem. No entanto, a descoberta do amor, a partilha dos afectos e todos os outros aspectos positivos da sexualidade não são as únicas características da sexualidade na adolescência. Existem factores negativos que não devem ser esquecidos, pela ameaça que podem acarretar para a saúde física e psicológica do jovem.

A sociedade tem assistido a mudanças profundas na área da sexualidade. Após um período que se caracterizou pela afirmação da Mulher, pela descoberta de novos anticoncepcionais e liberalização do comportamento sexual, a propagação das IST’s (Infecções Sexualmente Transmissíveis) exigiu novas reflexões acerca da sexualidade. Os adolescentes da actualidade enfrentam mais desafios do que em qualquer outro momento da história.

Há quem os considere as pessoas com deficiência como assexuados, há quem pense o oposto, que eles só pensam nisso, de uma forma quase animalesca.

Na nossa cultura, a temática da sexualidade está ainda envolta de preconceitos e discriminação e, quando, aliamos este conceito à população com deficiência, estes preconceitos adquirem outra dimensão.

Inês Felisberto (Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação


 

 

Avaliação da acção - A EDUCAÇÃO SEXUAL NA DIFERENÇA

A Educação da Sexualidade

 

A sexualidade é hoje um tema de debate frequente, interessando não só pais e educadores mas a toda a comunidade. Este tema invadiu os media, é campo de estudo e análise, devendo ser objecto de política governamental nas áreas da saúde, educação, juventude e da “condição” feminina. É fácil compreender a importância, extensão e envolvimento da sexualidade na vida de todos nós, ao analisar-se a definição de sexualidade pela OMS: “a sexualidade é uma energia que nos motiva a procurar o amor, contacto, ternura, intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; a sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções, e por isso influencia também a nossa saúde física e mental”.

A sexualidade adquiriu valor próprio e é uma componente positiva, e não negativa, da vida e do desenvolvimento pessoal, ao longo de toda a vida – e não só a partir de certa idade – cujas expressões contribuem para o bem-estar pessoal e relacional – e não só para a reprodução.

A educação sexual é um conceito global que inclui a identidade sexual, o corpo, as expressões da sexualidade, os afectos, a reprodução e a promoção da saúde sexual e reprodutiva. A verdadeira educação sexual, pode dizer-se, é a educação da capacidade de amar.

Alguns dos aspectos relevantes da educação sexual e reprodutiva dos adolescentes (jovens entre os 10 e 19 anos) inclui a gravidez não desejada, o aborto não seguro, as doenças sexualmente transmissíveis, incluindo VIH/SIDA e todas as formas de violência e coerção.

A importância da educação sexual dos adolescentes é enorme, sendo verdadeiramente um mito que a informação sobre o sexo e a reprodução promova a promiscuidade e o início precoce da actividade sexual.

Muito ao contrário, a realidade é que a educação sexual contribui para um elevado nível de abstinência, início mais tardio da actividade sexual, maior uso da contracepção e menor número de parceiros sexuais.

Existem alguns pressupostos básicos na educação da sexualidade que os educadores devem ter em conta: a) sexualidade não é apenas genitalidade; b) a educação sexual deve ser contínua; c) a família tem um papel determinante; d) a escola tem um papel complementar da família; e) o aspecto científico e rigoroso da informação sexual tem que ser acompanhado da sensibilização a valores profundamente humanos; f) o educador tem que estar preparado cientificamente para a educação sexual, desenvolvendo em si próprio tolerância, respeito pelos outros, congruência e empatia.

Torna-se cada vez mais importante definir os principais objectivos da educação da sexualidade, que devem estar presentes no dia a dia e dizem respeito às tarefas dos pais e educadores, nomeadamente:

1.     Reconhecer que a sexualidade é fonte de prazer e comunicação e uma componente positiva na realização pessoal e nas relações interpessoais;

2.     Valorizar as diferentes expressões da sexualidade, nas várias fases de desenvolvimento ao longo da vida;

3.     Respeitar a pessoa do outro, quaisquer que sejam as suas características físicas e orientação sexual;

4.     Promover a igualdade de direitos e oportunidades entre os sexos;

5.     Respeitar o direito à diferença;

6.     Reconhecer a importância da comunicação e do envolvimento afectivo e amoroso na vivência da sexualidade;

7.     Reconhecer o direito a uma maternidade/paternidade livres e responsáveis;

8.     Reconhecer que a autonomia, a liberdade de escolha e uma informação adequada são aspectos essenciais para a estruturação de atitudes responsáveis no relacionamento sexual;

9.     Recusar formas de expressão da sexualidade que envolvam manifestações de violência e promovam relações pessoais de dominação e exploração;

10. Promover a saúde dos indivíduos e dos casais na esfera sexual e reprodutiva.

Assim, o grande objectivo da educação da sexualidade é contribuir para uma vivência mais informada, mais gratificante e mais autónoma, logo, mais responsável da sexualidade.

Inês Santana (Psicóloga)


Avaliação da acção - A IMPORTÂNCIA DAS ACT. AQUÁTICAS (...)

Programa dos Dez Pontos de Halliwick

 

1 - Ajuste Mental: Adaptação ao meio aquático de forma que a confiança na água possa ser estabelecida; aquisição de habilidades para responder a diferentes situações e tarefas de forma automática, independente e apropriada. A aprendizagem do controle da respiração é um aspecto importante neste primeiro ponto.


2 – Desprendimento/Libertação: é o meio pelo qual o nadador se torna mental e fisicamente independente.

 

3 - Rotação Vertical: é o movimento em torno do eixo transversal do corpo (da posição deitada, para posição em pé).

 

4 - Rotação Lateral: é o movimento em volta do eixo da coluna vertebral (Rolar: decúbito ventral para decúbito dorsal).

 

5 - Rotação Combinada: combinação das duas anteriores sendo executada num único movimento.


6 - Empuxo: compreensão da força de flutuação da água.


7 - Equilíbrio: O nadador é capaz de manter a posição do corpo enquanto flutua, fazendo pequenos ajustes quando há turbulência.

 

8 - Deslize Turbulento: o nadador flutua, sendo levado através da água pela turbulência criada pelo técnico.


9 - Progressão Simples: nadador realiza movimentos das mãos junto ao corpo "Sculling" (remadas curtas)

 

10 - Braçada Básica (natação básica): com o nadador em decúbito dorsal, os braços são movimentados lenta e amplamente sobre a água.

 

Esta sequência conduz uma pessoa da adaptação na água para uma progressão básica de natação. Um tópico central no programa é a realização do controlo das rotações em torno dos vários eixos do corpo. Essas rotações ocorrem devido ao chamado “efeito metacêntrico”, isto é, a relação entre as forças gravitacionais e o empuxo. Essa relação é alterada por mudanças no formato e/ou densidade que ocorre num corpo com alterações. Então uma avaliação minuciosa de ambas as mudanças no formato e na densidade é necessária para predizer os problemas rotacionais que um nadador com problemas especiais pode ter.

 

Filosofia do Método:

 

1 - Ensinar: "felicidade de estar na água";

2 - Tratar os alunos pelo primeiro nome;

3 - Dar ênfase às capacidades e não à deficiência;

4 - Dar ênfase ao prazer, realizando actividades baseadas em jogos;

5 - Trabalhar em grupo, de forma que os nadadores se encorajem  uns aos outro;


Com o passar dos anos, McMillan manteve seus protocolos originais e adoptou outras técnicas adicionando-as ao seu método original. Mais recentemente, essas técnicas têm sido usadas terapeuticamente por muitos profissionais para reabilitar crianças e adultos com diferentes alterações de desenvolvimento e disfunções neurológicas. O método Halliwick enfatiza as habilidades dos pacientes na água, e não as deficiências em terra.

 

Inês Felisberto (Técnica Superior de Educação Especial e Reabilitação)