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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção nº6

“(...) é obvio que todos os alunos em risco, assim como aqueles que são portadores de deficiência deveriam ser encaminhados para planos de formação dentro das escolas”

 

(Rosa Marques Monteiro, 2006)

 

 

A frase mais que batida “todos têm direitos iguais” corre de boca em boca já sem se pensar no verdadeiro sentido dela. No caso de crianças em risco ou portadoras de deficiência, as diferenças de cada aluno devem ser avaliadas e bem estruturadas para se programar, ainda dentro da escola, o acesso a oportunidades educativas ajustadas a cada aluno e adequadas a cada deficiência.

Dito assim tudo parece fácil, mas nas nossas escolas cada caso é um caso e para se chegar aquela máxima seriam necessários mais recursos materiais e humanos.

Normalmente os nossos alunos com Necessidades Educativas Especiais (N.E.E.) beneficiam de planos de formação distintos.

São pensados, programados e estruturados programas práticos para algumas das crianças com N.E.E..

Surgem muitas vezes questões angustiantes:

-          criação de um programa prático de transição para a vida que corresponda aos verdadeiros interesses e necessidades de todos e de cada um, respeitando a sua escolha pessoal,

-          procurar uma formação que seja ajustada às actuais exigências do mercado de trabalho e, se possível, uma rede de apoio eficaz,

-          procurar uma estreita colaboração entre escolas e mercado de trabalho, espaços de provável estágio prático que vise a empregabilidade e a experiência efectiva do aluno nas reais condições de trabalho e fora do “laboratório”.

Julgo que tudo seria mais fácil se houvesse maior vontade politica, que passaria pela coordenação efectiva entre serviços, a implementação efectiva de legislação existente, disponibilização de informação frequente a empregadores e criação de redes locais.

Enquanto isto não é facilitado, cabe-nos a nós ver estas crianças como quaisquer outras, embora com características físicas, psíquicas ou emocionais distintas, tal como cada um de nós em relação a todos os demais, e pensar verdadeiramente no melhor, para o agora e para a vida de cada um deles.

Autoria: Ana Barros Ferreira (Professora)

Data: Maio de 2007