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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção "TAA"

As escolas são os locais onde todas as crianças despertam para novos conhecimentos.

Descobrem novas curiosidades, novos sentidos e novas vontades, é um novo mundo no qual passam a maior parte dos seus dias.

Num dia fazem amigos que no dia a seguir já não o são e que dois dias depois voltam a sê-lo.

Defrontam-se com os primeiros desgostos e com as maiores alegrias.

Fazem as maiores aventuras e têm os maiores desgostos.

Experimentam a ansiedade e a insegurança próprias das idades quando se preparam para testes.

Experimentam sentimentos de alegria, fúria, raiva, euforia extrema pois estão em comunidade com crianças das mesmas idades. 

E isso nem sempre é fácil, têm de aprender a controlar os seus sentimentos, as suas vontades e as suas necessidades. Têm regras impostas por professores, não por familiares e essas regras são iguais para todos.

Começa assim a preparação para a vida em sociedade.

No meio disto tudo têm de estar sempre atentos pois estão a estudar, têm de assimilar o que lhes é ensinado. É esse o objectivo de andarem na escola.

Todo este processo é normal, saudável e corre bem para a maioria das crianças.

Mas existem muitas situações que não se enquadram neste padrão de normalidade.

Existem muitas crianças que por razões sociais, familiares ou por doença (permanente ou passageira) não se conseguem enquadrar nestes grupos.

O ir para a escola pode ser um trauma, as crianças conseguem ser cruéis e o dia-a-dia na escola pode, ao contrário do desejado ser um verdadeiro problema.

Julgo que a nossa sociedade está em fase de viragem em diferentes campos. As tecnologias são fundamentais para o nosso quotidiano, utilizamo-las diariamente, dão-nos acesso a todo o tipo de informação, facilitam-nos a vida.

E facilitam a vida a muitas pessoas com dificuldades físicas, mentais ou psicológicas.

Mas independentemente disso não nos podemos esquecer que somos seres humanos, seres vivos.  E como todos os outros seres vivemos em sociedade, precisamos uns dos outros. Precisamos de nos fazer entender. Não podemos viver unicamente dentro de nós.

Para muitos não é fácil expressar o que sentem, o que querem, o que têm vontade e principalmente o que precisam.

Julgo que esta situação pode acontecer por doença e muitas vezes por medo….

Medo de não se fazer entender, medo de ser julgado, medo de ser excluído e posto á parte do grupo.

Grupo dos chamados normais, dos que conseguem fazer tudo sozinhos, dos que por sorte têm ajudas e acompanhamentos familiares em casa. Dos que por sorte não precisam de grandes apoios para seguirem em frente e estarem integrados. Dos que por sorte ainda não tiveram desgostos que precisem de superar.

O ser humano em geral fica apreensivo quando tem de ir ao médico. Ainda mais quando se trata de psiquiatras, psicólogos, terapeutas educacionais. Ainda mais quando essas situações acontecem com os filhos.

A nossa sociedade ainda tem essa grande falha, julga por antecipação, olha de lado para as situações que fogem ao normal, desvia a cara porque não é com eles. E essa atitude quer queiramos quer não é absorvida e repetida pelos nossos filhos com toda a naturalidade.

As crianças sentem desde pequenas que é assim e sem querer aprendem a desviar o olhar. Quando se deparam com situações que elas próprias precisam de ajuda muitas vezes rejeitam porque não querem fazer parte do grupo “dos diferentes”, daqueles que precisam de ajuda para se juntarem ao grupo dos que conseguem tudo sem ajudas. Não querem que as pessoas desviem a cara quando passam por eles.

Mas em geral todas as crianças gostam de animais. Podem até ter medo por não estarem habituadas ao seu contacto mas quando têm hipótese gostam de tocar, de tratar de saber como reagem.

Desde os primeiros anos de escola que as crianças ouvem falar de todo o tipo de animais. Os livros infantis são baseados em histórias com animais.

Os animais não desviam o olhar, não gostam mais ou menos de alguém só porque esse alguém não faz parte do grupo. Pelo contrario os animais gostam de quem gosta deles, de quem os trata bem, de quem lhes da carinho. E têm uma vantagem, não falam, não agridem com as suas opiniões, com as suas críticas. Eles comunicam connosco por sentimentos, por reacções físicas, é tão fácil perceber se lhes estamos a fazer bem ou mal, é tão fácil fazer deles nossos confidentes, eles não vão contar a ninguém. E além disso funciona instantaneamente, são situações de acção reacção, não temos de esperar por nenhuma análise, nenhum estudo. Conseguimos perceber instantaneamente as consequências dos nossos actos. E as crianças entendem isso. Reagem a isso e gostam. E também sabem que os animais não se esquecem de quem os trata bem.

Partindo deste principio é fácil perceber que a proximidade das crianças aos animais é fundamental. Que o funcionamento de terapias assistidas por animais têm óptimos resultados.

Num mundo perfeito os animais deveriam fazer parte do dia-a-dia das crianças.

Num mundo que é o nosso as TAA deveriam ser incentivadas e apoiadas pelos seus benefícios comprovados ao longo dos anos em vários países e nas mais variadas situações.

Mafalda Van Uden


Avaliação da acção "TAA"

“O contacto com os animais acalmam e descontraem a nossa mente.”

 (Luís Miguel Rosa, 1995)

A interacção homem-animal desde o começo dos tempos que resultou em benefícios, tendo a Terapia Assistida por Animais origem no final do século XVIII em Inglaterra, onde foi implementada numa instituição, no âmbito do tratamento de pacientes com doença mental. Assim sendo, estes “terapeutas” dedicados merecem ser respeitados e protegidos das atrocidades cometidas pelo próprio homem contra estas criaturas comprovadamente importantes para a nossa sociedade.

A Terapia Assistida por Animais consiste num processo terapêutico em que o animal representa uma influência motivadora para a melhoria social, emocional, física, e/ou cognitiva de pacientes humanos sempre sob a orientação de um profissional qualificado. Muitas espécies animais podem ser utilizadas para este fim, entre as quais, a equina e a canina que ocupam papel predominante. No que se refere aos primeiros, a designada equoterapia é utilizada no tratamento de pacientes com limitações físicas e mentais, enquanto os cães têm se revelado eficazes em projectos de educação, psicoterapia e/ou fisioterapia com pacientes idosos, adultos ou crianças nas mais diversas condições físicas e psicológicas, com resultados muito positivos. A título de exemplo, o simples facto de observar peixes num aquário tranquiliza o cérebro, o que acalma e reduz o stress contribuindo para o aumento da qualidade de vida.

Igualmente indiscutível é o valor educativo da presença de animais de estimação no desenvolvimento infantil tendo em conta que estimula a responsabilidade e autonomia nas crianças e proporciona o desenvolvimento do vínculo afectivo e a vivência dos mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até a morte. Ou seja, no seio desta convivência a criança desenvolve a sua forma de relacionamento com os outros que se prevê com auto-confiança, aceitação e respeito.

Deste modo, compete-nos louvar os benefícios que nos oferecem os animais e de lamentar a forma desumana como o Homem agradece com desrespeito e desprezo pelos seus direitos.

Mara Mota


Avaliação da acção "TAA"

Luís Miguel Rosa afirma que “o contacto com os animais acalmam e descontraem a nossa mente”. Eu concordo plenamente com esta afirmação, pois tenho animais de estimação e sinto que a minha relação com eles deixa-me mais calma.

Desde que comecei a ter animais de estimação, que na verdade são verdadeiros companheiros, diria mesmo que os sinto como meus filhos, eu sinto-me mais calma e confiante. Há uma nova tranquilidade na minha forma de ser. Estou mais paciente e tolerante. Penso que o facto de se estabelecer uma relação de amor e afecto com os animais, seres que comunicam connosco de uma forma não verbal, nos torna mais abeis nas relações com os seres humanos e até connosco próprios.

Os animais têm uma capacidade de nos amar muito grande e até parecida com a das crianças. É muito grave quando um dono trata mal o seu companheiro, tal como quando um pai ou uma mãe trata mal o seu filho, pois eles não compreendem esses maus tratos e apesar de tudo continuam a amar-nos e a tratar-nos com respeito e carinho.

Na minha opinião, os animais são importantes auxiliares na terapia, tanto de crianças como de adultos, pois eles têm uma capacidade muito grande de nos amar e de nos fazer sentir úteis e preenchidos, e ao mesmo tempo não nos julgam nem descriminam. Eles simplesmente se tornam os nossos melhores e mais fiéis companheiros, dando-nos todo o seu amor sem esperar nada em troca.

Quando estou com os meus pequenotes esqueço-me do mundo e de todos os meus problemas, parece que o tempo pára e que só as nossas brincadeiras e mimos importam.

Espero sinceramente, que no futuro próximo, as pessoas respeitem mais os animais e compreendam como eles nos ajudam e amam, merecendo ser vistos de uma forma diferente. Eles não são brinquedos nem trofeus para exibir e deitar fora quando já não servem. Eles são, ou deveriam ser, membros da família que os acolheu.

Ana Lúcia Lobo Santos

 


 

 

Avaliação da acção "TAA"

"O contacto com os animais acalmam e descontraem a nossa mente."

(Luís Miguel Rosa 1995)

 

         Desde a infância que os animais fazem parte do nosso imaginário. Através de pequenas histórias, que ouvimos dos nossos avós, pais, professores e familiares, vamos adquirindo valores, reconhecendo sentimentos e encarando a vida. Aprendemos o certo e o errado projectando sentimentos e emoções nos animais e restantes seres vivos. Quem não se lembra de pensar que a flor murcha quando está triste e que o coelhinho (bebé) fica triste quando se perde da mãe.

         Também vamos aprendendo a lidar com os afectos com os animais, pois estes possuem a capacidade de dar afecto, incondicionalmente, sem darmos nada em troca. Quantas vezes já observamos pessoas que maltratam os seus animais, mas ainda assim estes animais adoram os seus donos.

         Aprendemos com os animais a proteger, a dar, a sentir e os animais têm uma capacidade incrível de nos fazer sorrir. Quantos dias, chegamos mal-humorados a casa e subitamente alguém aparece muito feliz por nos encontrar.

         Está provado que a companhia dos animais pode ajudar crianças e adultos a serem mais felizes e sobretudo apoiar crianças com necessidades especiais. Os animais conseguem captar as diferenças e tratar e ajudar o melhor que podem todas as crianças sejam elas saudáveis ou não. Se repararmos o fantástico trabalho que têm vindo a desenvolver com crianças autistas e com paralisia cerebral, temos um bom exemplo. Outro aspecto importante da sua presença na nossa vida é o papal que assumem como ouvintes e confidentes. Para além de nos acalmarem com a sua presença e com a sua aceitação incondicional, não privilegiando estatutos ou capacidade económica.

         Para finalizar gostaria ainda realçar que os animais com a sua escuta activa e disponibilidade absorvem os nossos pensamentos mais negativos e asseguram a sua presença de apoio e carinho. Em casos mais específicos procuram ajudar o mais necessitados a desenvolver as suas necessidades, sejam elas físicas e/ou psicológicas.

         Nunca nos devemos esquecer que os animais são “nossos” amigos e por isso o mínimo que temos de fazer é respeitá-los bem como respeitar o seu habitat natural.

Ana Isabel Oliveira (Psicóloga)