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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Informação da apie - Sebentas de destaque

Titulo

Ano

Contributos para o estudo da deficiência mental

2007

Repensar a formação na educação especial

2007

Perrocas – Compilação de fichas para a educação especial

2008

I Cimeira virtual de educação especial – Acta da cimeira

2008

II Cimeira virtual de educação especial – Acta da cimeira

 

 

III Cimeira virtual de educação especial – Acta da cimeira

2009

 

 

2010

Manual de natação – Actividades aquáticas para crianças e jovens com Nee

2009

Capacidades essenciais de aprendizagem – Bateria de testes

2010

Compêndio de Terapia assistida por animais

2010

 

Para adquirir as sebentas contacte: edif@sapo.pt

Avaliação da acção - A multideficiência no contexto educativo

Multideficiência

As crianças com multideficiência são  uma população escolar muito específica,  cujo ambiente educativo deve ser objecto de um cuidado muito especial.

O sucesso educativo destas crianças, depende de uma rigorosa identificação e avaliação das suas necessidades, e também da qualidade das práticas educativas.

A criança multideficiente necessita de um ambiente educativo onde possa aprender de acordo com as suas capacidades e interesses, onde a sua aprendizagem seja bem planeada, ocorra de uma forma sistemática, seja baseada nas suas rotinas diárias e funcional, tendo em vista a sua melhor autonomia futura e a sua melhor qualidade de vida.

Para o  melhor atendimento da criança multideficiente, a escola deverá  mobilizar adequadamente, não só os seus próprios recursos humanos e materiais, mas, também, outros meios existentes na comunidade educativa mais vasta, na própria sociedade. A sua inclusão no sistema regular de ensino, constitui um desafio para os técnicos que com elas intervêm directamente, mas também para toda a escola e comunidade. É do envolvimento destes intervenientes e das famílias que depende a inclusão e o desenvolvimento destas crianças.

O princípio da educação inclusiva foi adoptado na Conferência Mundial sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade. A UNESCO  propõe –se alcançar até 2015 o objectivo da educação básica para todas as pessoas com incapacidade. O Fórum Mundial da Educação que decorreu em Dakar, no Senegal, em 2000, reafirmou o empenhamento na Educação Para Todos e determinou que até 2015 todas as crianças deveriam ter acesso à educação básica gratuita e de boa qualidade, claramente assumido, nas escolas, em termos de política educativa desde a Conferência de Salamanca, 1994.

Em Portugal, a legislação educativa consagra os princípios da escola inclusiva e de uma escola para todos. O Decreto-Lei nº3/2008  consagra princípios, medidas e modalidades educativas, que permitem um atendimento de qualidade a todas as crianças e uma escola inclusiva.

Os estabelecimentos de ensino público passaram a ser responsáveis pela Educação de TODAS as crianças, incluindo as que apresentam problemas mais graves, como a multideficiência. A escola deverá ser uma  escola de qualidade para todos, valorizando a diferença e sendo capaz de responder à diversidade, isto é, promovendo a INCLUSÃO, nomeadamente das crianças e jovens com necessidades educativas especiais mais complexas.

A criação de Unidades de Ensino Estruturado, penso que tem permitido a concentração de recursos humanos (docentes, terapeutas, psicólogos, auxiliares de acção educativa...) e materiais (espaços equipados com materiais adequados à estimulação, nomeadamente, equipamentos informáticos...) essenciais ao melhor atendimento da criança multideficiente. Mas será que podemos falar de uma verdadeira inclusão? Como será a sua interacção no contexto educativo, com os seus pares? A escola da sua área de residência, não seria o contexto mais adequado à sua melhor inclusão, estreitando relações sociais e afectivas  com as crianças do seu bairro ou rua, suas vizinhas?

Contudo, e reflectindo sobre o atendimento da generalidade das crianças com necessidades educativas especiais na escola regular, pois é aí que se centra a minha experiência como docente de educação especial, penso que na maioria das escolas, estas crianças não estão também verdadeiramente incluídas. As escolas continuam a não conseguir responder adequadamente à diversidade da sua população, não existindo os recursos materiais e humanos necessários a essa resposta – a situação agrava-se quanto mais graves forem as problemáticas dos alunos. As equipas multidisciplinares não existem – o desenvolvimento das parcerias com instituições, centros de recursos...., fornece às escolas alguns técnicos em número extremamente insuficiente, os quais não conseguem dar resposta à maioria das situações. As autarquias e serviços de saúde, por sua vez, também não possuem meios para um maior envolvimento e colaboração com as escolas. Por outro lado, a oferta de formação para professores na área das necessidades educativas especiais, continua a ser muito escassa, sendo opção de muitos financiar a sua formação.

Ao reflectir sobre as políticas educativas e sobre a realidade das nossas escolas, concluo que estamos ainda longe de uma Escola Inclusiva, sendo essencial que se passe das palavras e da legislação à acção. É necessário um maior investimento na educação, quer ao nível dos recursos humanos quer materiais... Só assim, as nossas escolas poderão ser verdadeiramente inclusivas e proporcionar a Todas as crianças uma educação de qualidade, respeitando a sua diversidade e atendendo às necessidades individuais de cada uma.

Isilda Nobre



Avaliação da acção - A multideficiência no contexto educativo

A Multideficiência no Contexto Educativo

Uma criança com multideficiência apresenta necessidades educativas especiais a vários níveis, resultantes de acentuadas limitações cognitivas, associadas a limitações ao nível motor e/ou sensorial (visual e auditivo) que se repercutem ao nível das aprendizagens. Sendo assim, necessitam de um apoio prolongado e constante.

Desta forma, penso que será fundamental que estas crianças usufruam de um apoio muito grande, não só da família e da escola, mas também de uma equipa multidisciplinar de técnicos especializados, de forma a potenciar um maior apoio à criança mas também aos professores e aos pais da mesma. Paralelamente, considero de extrema importância a frequência de terapias tão diversificadas como a musicoterapia, a terapia ocupacional, a arte-terapia, a terapia assistida por animais e ainda, o usufruto de uma sala de estimulação sensorial (snozelen).

Considerando que todos os apoios são fundamentais para o desenvolvimento destas crianças, seria ideal que o Estado potenciasse este tipo de terapias, tornando-as acessíveis a todas as crianças com NEE.

Bárbara Silva (Educadora de Infância)



Avaliação da acção - A importância da TAA

A importância da Terapia Assistida por Animais 
 

      “(…) porque não abrir a escola às novas tecnologias e a novas terapias?”

(Alfredo Costa, 2003) 

 

     A escolha desta frase deve-se ao facto de, na minha opinião, englobar as restantes e, por reflectir aquilo que muitos profissionais gostariam de ver realizado nas “suas” escolas.

     A Terapia Assistida por Animais constitui, a meu ver, uma das terapias com mais impacto no desenvolvimento quer das crianças quer dos adultos, pois, tal como refere Luís Miguel Rosa (1995), “o contacto com os animais acalmam e descontraem a nossa mente”. Segundo a American Heart Association, a visita de um animal, mesmo que durante um curto espaço de tempo, diminui a libertação de hormonas negativas e baixa os níveis de ansiedade, para além de proporcionar muitos outros benefícios. É ainda de ressalvar que a excitação positiva motivada pela presença do animal, favorece a expressão de emoções e a capacidade de comunicação.

     Desta forma, julgo que seria uma mais valia não só para as crianças com necessidades educativas especiais, mas também para crianças com problemas emocionais, que a escola lhes desse a oportunidade de, a par com outras terapias e tecnologias, usufruir de uma terapia que certamente lhes trará bastantes benefícios.

     Tal como refere Sílvia Andrade “a sociedade deve abrir as portas a terapias alternativas que apresentem resultados comprovados junto dos seres humanos e que representem um baixo custo…”. E esta é, de facto, uma terapia de baixo custo, já que os benefícios são usufruto de uma relação saudável entre o Ser Humano e o Animal que, poderá ser um co-terapeuta ou simplesmente o animal de estimação, pelo qual a criança ganhará respeito, amizade e responsabilidade.

     

Em suma, é fundamental que a escola e a família proporcionem às crianças uma relação directa com um animal, que as ajudará a resolver ou minimizar as suas dificuldades. No entanto, gostaria de salientar que, a obtenção de um animal de estimação poderá ser feita através da adopção de animais que necessitem também eles de uma família que lhes proporcione o bem-estar que tanto merecem. 

    

Bárbara Silva (Educadora de Infância)

 


 

Avaliação da acção - A importância da TAA

 

“ (…) porque não abrir a escola às novas tecnologias e a novas terias?”

(Alfredo Costa 2003)

  


Esta questão deverá ser colocada por todos e a todos nós, profissionais que exercem funções nas escolas.

 

 

Ao longo dos anos e cada vez mais, fala-se em “escola inclusiva”, a qual abrange todas as crianças e jovens, independentemente da sua nacionalidade, raça, cor ou diagnóstico médico. Contudo, baseamos as nossas práticas em metodologias e materiais que vêm sendo usados desde os primórdios da inclusão. Será que o defeito é das escolas? Será dos profissionais? Penso que o mais importante não será encontrar o culpado, mas sim pensar em alternativas, em formas de melhorar e de dar às nossas crianças e jovens aquilo que eles realmente necessitam! Para isso, é necessário um trabalho árduo por parte dos profissionais, em busca de métodos, estratégias e materiais diversificados e que vão de encontro às necessidades de cada um, mas também exige que as escolas estejam mais abertas e receptivas a estas necessidades e dêem resposta através da disponibilização de acções de formação, de materiais e equipamentos, etc.

 

 

Se o mundo avança diariamente, porque não avança a escola também?

Andreia Moreira

 


 

Avaliação da acção - A importância da TAA

"O contacto com os animais acalmam e descontraem a nossa mente."

 

E o meu comentário é:

 

A empatia que é criada entre nós e os animais, resultante da nossa interacção com eles, cria em ambos os intervenientes um estimulo no sistema limbico ( a interacção entre animais e humanos deflagra em ambos, alterações hormonais que afectam o nível de algumas endorfinas por alguns minutos, o que diminuí no organismo a acção do cortisol, o hormónio do stress). Esta parte do cérebro que processa os sentimentos e emoções é então levada a interagir/ reagir, dependendo das competências de cada indivíduo em determinada situação, e faz com que a ligação emocional se torne mais intensa à medida que as reacções aconteçam, num ambiente mais natural e/ ou selvagem proporcionado pelos animais, possibilita a criação de um núcleo coeso onde a ligação física e emocional se vá desenvolvendo mutuamente e assim proporcionando uma sensação de bem estar e de tranquilidade.
Só quem não tem animais é que não compreende o quanto um animal pode ser tão bom terapeuta.

Marisa Sá


Avaliação da acção - A intervenção em alunos com x-frágil

Pesquisas indicam que 80 a 90% das famílias portadoras de SXF ainda não foram diagnosticadas.

Ainda existe um desconhecimento considerável  dessa causa de comprometimento mental, tanto por parte de profissionais da área da saúde como da educação e, consequentemente, por parte da população em geral.

É pouco conhecida e diagnosticada, já que sua investigação, comprovação e descrição científicas são recentes.

O desconhecimento da síndrome e o facto dos seus sintomas se assemelharem aos sintomas de outros quadros clínicos de atrasos e transtornos de desenvolvimento parece contribuir para que muitos casos ainda se mantenham com diagnósticos obscuros e imprecisos.

A investigação clínica deve, pois, estar atenta para a análise da história familiar, principalmente quando esta inclui a ocorrência de problemas persistentes de aprendizagem e/ou de retardo mental em outros membros da família.

Quando se sabe que um membro da família é portador da síndrome, os outros familiares devem ser testados.

Mulheres que pretendem engravidar devem fazer o teste, se qualquer membro da família apresentar traços característicos do X Frágil. O diagnóstico pré-natal já pode ser realizado.

Só o diagnóstico conclusivo permite definir estratégias de atendimento mais adequadas para o desenvolvimento dos indivíduos afectados pela Síndrome do X Frágil.
Na Síndrome do X Frágil a  prevenção é o melhor tratamento.

Liliana Jorge (Professora)