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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Final da Acção - Multideficiência no Contexto Educativo

O aluno multidificiente não é sinónimo de um aluno sem capacidades de aprender algo, é sim um aluno que necessita de um acompanhamento especial por parte dos adultos que com ele partilham o “espaço educativo”. Uma criança com multidificiência tem direito a frequentar e a ser inserida numa turma e escola normal, além de que as crianças ditas normais são uma ajuda significativa para o desenvolvimento de uma criança multidificiente.

Em minha opinião toda a criança multidificiente deveria ser acompanhada por um adulto com formação na área das NEE, o que nem sempre acontece, por vezes durante os cursos académicos não se aprofunda este tema o que na prática se revela bastante importante e necessária, também as auxiliares de acção educativa deveriam adquirir uma formação nesta área para que ficassem mais sensibilizadas, de forma a agir correctamente com estas crianças. É também necessário envolver as famílias e sensibilizá-las para o problema dos seus filhos, não há que ter vergonha de ter um filho diferente.

Num dado momento da minha licenciatura, estagiei num Centro de Reabilitação Infantil, onde estava uma menina com quinze anos, para ser franca não me recordo o tipo de deficiência de que padecia, mas lembro-me que ela me dizia várias vezes que não percebia porque estava ali e gostava de andar com as outras raparigas na escola “normal”. Foi um comentário que me marcou e revela o sentimento de exclusão que esta menina sentia. Por isso vamos tentar mudar as condições das nossas crianças.

Em suma, este é um problema educativo emergente, ao qual deveria ser dada mais atenção de modo a criar meios de ensino, técnicas e condições físicas, que permitissem um ensino com qualidade a estas crianças de modo a não se sentirem excluídas.

 

Autoria: Celina Cardeta (Educadora Infância)

Data: Novembro de 2007