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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Final da Acção - A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com nee

A prática do desporto tem vindo cada vez mais a ganhar importância no processo de inclusão social e reabilitação da pessoa com deficiência É por vezes, através da prática desportiva, que a pessoa com deficiência tem oportunidade de mostrar a si mesmo e aos outros, que apesar de todas as suas limitações, obstáculos e barreiras, que é capaz de fazer desporto e ter evolução ao longo da sua prática. É do conhecimento geral que a pratica desportiva é um excelente veículo de convívio social e um aspecto importante para o desenvolvimento pessoal. A natação é hoje uma das actividades com mais adeptos, ou não oferecesse o  meio aquático, uma imensidão de benefícios ao indivíduo,  já para não falar da variedade de experiências, que diferem das vividas fora de água. As propriedades da água permitem às pessoas com deficiência e em particular nos casos de deficiência motora, uma autonomia e liberdade de movimentos, que não é possível de outro modo. O meio aquático constitui assim um meio muito estimulante e motivante.

 

Destacam-se entre os vários objectivos:

 

 Melhoria da aptidão física;

 Desenvolvimento das capacidades cognitivas, sociais, emocionais e funcionais;

  Correcção de gestos técnicos de natação;

 Aumento do domínio dos gestos, que conduz a um aumento da auto-estima, redução da ansiedade e melhoramento da comunicação;

 Contribuição para o desenvolvimento da autonomia e da integração social, assim como desenvolvimento do sentido de cooperação e cumprimento de regras.

No domínio da aprendizagem e do desenvolvimento motor, as habilidades motoras básicas são um pré-requisito para a aquisição, a posteriori, de habilidades mais complexas, mais específicas. Assim, numa primeira fase as habilidades aquáticas básicas a serem abordadas no decurso dos programas de adaptação ao meio aquático seriam: o equilíbrio, incluindo a flutuação e as rotações; a propulsão, onde se integram pequenos saltos; a respiração; as manipulações, que também abrangem os lançamentos e as recepções.

 

O objectivo dessas sessões seria apresentar um conjunto de habilidades aquáticas básicas, que deveriam ser abordadas ainda durante o processo de adaptação ao meio aquático. De reforçar a importância do equilíbrio e respiração, como elementos a abordar no processo de adaptação ao novo meio. Todavia, tradicionalmente são consideradas como componentes da adaptação ao meio aquático, ou seja, como sendo habilidades aquáticas básicas: a respiração, o equilíbrio – que inclui as rotações e os saltos e a propulsão. A estas habilidades aquáticas básicas, acrescentaram-se os lançamentos e as recepções, o ritmo, os reboques, a flutuação e a familiarização inicial com o meio.     

 

Autoria: Carlos Manuel Leal (Professor)

Data: Janeiro de 2008