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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

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Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Final da Acção - A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com nee

O grupo das necessidades educativas especiais (NEE) é muito vasto. Nunca podemos esquecer que, nesta área, “cada caso é um caso”, logo, para cada aluno, a planificação e o modo de interacção dependem das características do aluno, do seu perfil, das suas capacidades e limitações.

No entanto existem alguns exercícios para actividades aquáticas que poderão servir de iniciação para os jovens com NEE.

O ideal será, numa 1ª fase, o trabalho personalizado, preferencialmente 1 técnico para 1 aluno ou grupos muito reduzidos, numa 1ª fase, para que o instrutor dote a criança de habilidades suficientes que lhe permitam estar dentro de água (um meio inicialmente estranho) em segurança.

1)     Levar o aluno, com o auxílio do instrutor, a percorrer todos os lados da piscina, dentro de água. O aluno desloca-se em pé, dentro de água, agarrado ao cais da piscina. Objectivo: conhecer as dimensões da piscina, desmistificar o tamanho e as distâncias da piscina e ter noção das diferentes profundidades (acompanhado da explicação das zonas “proibidas”)

2)     Adaptação ao meio aquático - Dentro de água: coordenação da respiração

a.     Soprar fora de água uma bola de ping-pong, ou outro objecto que a criança goste e dizer ao aluno que deve mover a bola, apenas através da respiração. Pedir ao aluno para soprar. Variante: fazer o mesmo exercício mas com um percurso pré-definido com a bola (situação mais lúdica)

Objectivo: Controlo da respiração fora de água: noção da expiração pela boca

b.     Soprar fora de água (movimento de expiração, pela boca) e fazer “bolhinhas de água”: 1º fora de água, 2º emerge apenas a boca, mantendo o contacto com o instrutor

c.     De mãos dadas com o instrutor, frente a frente, encher bem o peito de ar fora de água e emergir e deitar o ar todo, pela boca.

d.     Com as mãos no cais da piscina, fazer a inspiração fora de água e emergir a cabeça, tirando todo o ar, através da boca

e.     Actividades lúdicas que melhorem a respiração no meio aquático: ir buscar objectos, de cor garrida, dentro de água; sentar no chão da piscina; emergir com o instrutor e observar o que ele está a fazer debaixo de água (exemplos: abrir a boca, bater palmas, esconder as orelhas…)

Deve ter-se em conta o reforço positivo e tentar utilizar situações lúdicas, uma vez que é mais fácil “aprender brincando”.

 

Autoria: Maria João Campos (Professora)

Data: Janeiro de 2008