Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção - Deficiência Mental

“O cidadão deficiente mental não é um doente mental”

 

Esta é, uma questão que frequentemente se põe, até em pessoas com responsabilidades nas mais diferentes áreas da vida social e política portuguesa. É assim importante esclarecer que a Doença Mental não é uma condição inerente às pessoas com Deficiência Mental, mais do que o é às pessoas com inteligência média ou acima da média.

 

Assim, a Deficiência mental é quando a pessoa tem um funcionamento intelectual significativamente inferior à média, acompanhado de limitações significativas no funcionamento adaptativo em pelo menos duas das seguintes áreas de habilidades: comunicação, auto-cuidados, vida doméstica, habilidades sociais, relacionamento interpessoal, uso de recursos comunitários, auto-suficiência, habilidades académicas, trabalho, lazer, saúde e segurança.

 

A Doença Mental pode ser entendida como uma variação mórbida do normal, variação esta capaz de produzir prejuízo na performance global da pessoa (social, ocupacional, familiar e pessoal) e/ou das pessoas com quem convive. A Organização Mundial de Saúde diz que o estado de completo bem-estar físico, mental e social define o que é saúde, portanto, tal conceito implica num critério de valores (valorativo), já que, lida com a ideia de bem-estar e mal-estar.

Popularmente há uma tendência em julgar a sanidade da pessoa, de acordo com o seu comportamento, de acordo com sua adequação às conveniências sócio-culturais como, por exemplo, a obediência aos familiares, o sucesso no sistema de produção, a postura sexual, etc.

Autoria: Mafalda Valente (Estudante)

Data: Março de 2008