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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção - Multideficiência no Contexto Educativo

Caros colegas,
 
Li e estudei os 7 módulos, da acção Multideficiência no Contexto Educativo, remetidos com imensos pontos de interesse relevante (factores inerentes à criança, competências motoras, perceptivas, sensoriais e linguísticas).
 
Nos estímulos gostei das estratégias concebidas para ajudar a aprendizagem no dia a dia, tais como: trabalhar a independência no uso da casa de banho e só pedir ajuda quando não se conseguir ser autónomo, ou usar texturas secas, húmidas e molhadas, aproveitar as rotinas diárias como momento de aprendizagem, motivar para a aprendizagem com recurso a prémios, brinquedos preferidos, comer bem como outras sugestões.
 
Actualmente verifica-se que mais de metade dos casos de epilepsia iniciam as crises na idade infantil ou na adolescência. E quando se abordam nos módulos os factores stressantes que se repercutem nas crianças, sou levado a pensar que o "ouxar" por vezes excessivamente pelas capacidades dos filhos, com actividades escolares longas, mais as extra-curriculares, explicadores, e ainda actividades físicas esgotantes, tal poderá seu um factor de stress desencadeante da doença, com mais força contribuinte se a criança acumular já outra deficiência ou outro factor de stress.
 
Apreciei também os comentários concretos quanto à paralisia cerebral e às disfunções motoras daí resultantes. Pelo que li sou levado a pensar que a recuperação motora destas crianças é um projecto contra relógio, porque o tempo não pára e o seu sucesso depende de quanto mais cedo se iniciar melhor.
 
Penso que para mim foi muito útil esta formação como será para quem lide diariamente com vicissitudes cognitivas, motoras ou comportamentais de crianças.
 
Penso também que haveria toda a vantagem que estes módulos fossem, de forma sumária, oferecidos aos familiares de crianças internadas nos serviços de neanatologia hospitalar, para sensibilizar e ensinar os pais a de um modo geral saberem melhor de forma articulada a lidar com os problemas dos seus filhos com deficiência.
 
Os apoios no domínio são escassos e isto tornaria os pais membros mais valiosos da equipa de recuperação. Não é uma sessão semanal de fisioterapia num hospital que vai recuperar totalmente a criança, por mais que seja dedicado o terapeuta da fala, da terapia ocupacional ou da fisioterapia. As técnicas que referem de aprendizagem no dia a dia formaria pais mais conscientes e preparados para ajudar os seus filhos de modo permanente e mais instruído.
 
Pelos conhecimentos que foram facultados com esta formação sinto-me mais à vontade para pensar e olhar para os problemas complexos e variados da multideficiência. E a bibliografia é extremamente importante.
 
Termino com os devidos agradecimentos e parabéns pela iniciativa.
 
Lisboa, 19/11/06
 
António José Almeida Monteiro (Professor)