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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

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Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção - Educação Sexual

 

O deficiente mental, como qualquer outro indivíduo, tem necessidade de expressar os seus sentimentos de modo próprio. A repressão da sexualidade, nestes indivíduos, pode alterar o seu equilíbrio interno. Por outro lado, quando bem encaminhada, a sexualidade melhora o desenvolvimento afectivo, facilitando a capacidade de se relacionar, melhorando a auto-estima e a adequação à sociedade.

A discussão do tema sexualidade na nossa cultura está acompanhada de preconceitos e discriminação. Quando o tema passa a ser sexualidade nos deficientes, o preconceito e a discriminação são intensificados e geram polémica quanto às diferentes formas de abordá-lo, tanto com os próprios adolescentes, como com as suas famílias e na escola.

É importante lembrar que a sexualidade é uma função natural, existente em todos os indivíduos.

Há que reconhecer que nem todas as pessoas deficientes são semelhantes nas suas capacidades de aprendizagem, independência, estabilidade emocional e comportamento social.

Apesar das diferenças entre os deficientes, quase todos são capazes de aprender a desenvolver algum nível de adaptação social e conhecimento sexual. Isso pode incluir o saber diferenciar comportamento apropriado e não apropriado e para desenvolver um senso de responsabilidade de cuidados pessoais e relacionamento com os outros.

Actualmente, os deficientes mentais leves e moderados são capazes de viver integrados na comunidade e, portanto, expostos a riscos, liberdades e responsabilidades. Essas pessoas, durante a adolescência, devem conhecer as transformações físicas e sociais que ocorrem neste período particular de vida.

Estudos demonstram que problemas físicos e mentais têm menor influência sobre a expressão sexual do deficiente do que a sua integração social. Os deficientes têm maior possibilidade do que os jovens "normais" de ficar isolados da sociedade. Se a expressão sexual ocorre num contexto social, então o isolamento tem, como consequência, a incapacidade do deficiente em aprender e desenvolver competências sociais. A conduta sexual é aprendida, formada e reforçada por factores ambientais. Os ambientes integrados oferecem maiores probabilidades de reforçar condutas integradas.

Andrea Pimenta (Professora)

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