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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

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Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Final da Acção - Equoterapia

Ao efectuarmos uma pesquisa sobre o tema depressa concluímos que de facto o cavalo propicia novas percepções e vivências. Cavalgar neste animal dócil, porém de grande porte, leva o praticante a experimentar sentimentos de liberdade, independência e capacidade; sentimentos estes importantíssimos para a aquisição da autoconfiança, realização e auto-estima. O cavalo influencia, através do movimento, o desenvolvimento motor, psíquico, cognitivo e social do praticante. A Equoterapia é assim um método terapêutico e educacional, que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais. Para além destas vantagens é de salientar a melhoria da circulação sanguínea e do funcionamento do sistema respiratório; melhoria do equilíbrio, coordenação, lateralidade de postura; aumento da motivação e aprendizagem de novas competências.

Neste método terapêutico, o cavalo é utilizado enquanto instrumento cinesioterapêutico: a terapia assenta no movimento tridimensional do dorso do cavalo, somado aos movimentos multidireccionais. O movimento do cavalo e o contacto com o mesmo, que reproduz com perfeição o andar humano, faz com que o praticante realize movimentos com se estivesse a caminhar, facilitando, assim, a participação do praticante como um todo, contribuindo para o aprimoramento da força muscular, consciencialização corporal e relaxamento. Os deslocamentos da cintura pélvica produzem vibrações nas regiões ósteo-articulares que são transmitidas ao cérebro, via medula, resultando numa melhoria do controle da postura e do equilíbrio, fortalecendo as funções psicomotoras, com impacto positivo na coordenação motora e nos reflexos.

No que concerne às indicações deste método terapêutico, é de salientar os seguintes distúrbios ou perturbações: alterações da escrita/linguagem oral; amputações; artrite reumatóide e artroses; autismo; depressões; distúrbios sensoriais: doença de Parkinson; doenças do crescimento; doenças respiratórias; doenças sanguíneas e metabólicas; epilepsia; esclerose múltipla; esquizofrenia; falta de coordenação motora; hidrocefalia, macrocefalia e microcefalia; hiperactividade; lesões medulares; má formação da coluna; necessidades educativas especiais; paralisia cerebral; perturbações do comportamento alimentar; poliomielite; problemas posturais (cifose, lordose e escoliose); traumatismo crânio-encefálico; síndrome de Down; stress, insónia e ansiedade.                                                                                                                                          

Anabela Leite (Professora)