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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Deficiência Mental

“O conceito de deficiência não pode ser confundido com o de incapacidade, palavra que é uma tradução, também histórica, do termo "handicap".”

(Romeu Kazumi Sassaki)

 

Comentário:

Ao analisar esta frase senti necessidade de reflectir durante algum tempo… E o primeiro termo que me surge é a o da Escola Inclusiva. Poderia comentar esta frase em diversos sentidos, mas fiquei presa ao meu primeiro pensamento. As crianças e jovens com deficiência devem ter acesso às escolas regulares e estas devem adequar-se através de uma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro das suas necessidades.

Apesar das suas deficiências, as crianças são capacitadas e têm o direito de ter uma formação o mais adequada possível às suas limitações, sem que sofram qualquer tipo de discriminação por serem diferentes daquilo a que se chama “ser normal”.

Neste sentido, é importante realçar que as escolas regulares, numa recta de orientação inclusiva, constituem os meios necessários para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, constituindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos.

Quando se pretende ir ao encontro das necessidades que as deficiências impõem, deve-se compreender o contexto em que a educação da criança portadora de deficiência se deve processar, ou seja, há que considerar um continuum no processo de ensino-aprendizagem que dê ênfase à planificação e programação individualizadas. Para tal, é imprescindível que a escola regular proporcione as condições ideais para que o ensino da criança com deficiência se desenrole no mesmo ambiente das crianças chamadas “normais”. Assim, é exigido à escola, modificações no processo de ensino-aprendizagem no sentido de se encontrar resposta para o direito, de todas as crianças, a uma educação igual e de qualidade que observe as suas necessidades.

No entanto, caso a escola não consiga proporcionar, a estas crianças, uma educação apropriada, então o “despejá-la” na classe regular é extremamente irresponsável.

Assim, deve continuar-se a lutar pelo direito a uma educação igual e de qualidade pois, apesar das deficiências que a criança apresenta, estas não fazem de si uma criança incapacitada de aprender e de ter formação.

Inês Santana (Psicóloga)