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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Inclusão de alunos com nee

Ao olhar para a capa do Diário de Notícias de sábado, 5 de Outubro, saltou-me logo à vista, passo a expressão, a frase “famílias especiais” e a imagem que a acompanhava de uma linda menina portadora de trissomia 21 acompanhada de um adulto, provavelmente o pai.

Folheei a revista até à página que iniciava a apresentação da reportagem. Não pude deixar de sentir uma enorme ternura ao ler “crianças especiais para pais especiais”.

As crianças todas elas são especiais, mas nascem algumas que necessitam de cuidados mais especiais, ou melhor mais específicos, e é bom quando as vemos e sentimos assim mas, conseguimos ser também especiais para elas.

Tal como refere a reportagem o nascimento de uma criança é vivido e celebrado com muita alegria pela maioria dos pais. O mesmo se poderá dizer da escola, quando uma criança lá chega com Necessidades Educativas Especiais?

Os pais têm uma ligação eterna aos filhos e, amam-nos, protegem-nos, cuidam-nos incluem-nos na sua vida e preparam-nos para o seu percurso de vida. Será que a nossa politica de inclusão constitui um meio completo e abrangente facilitador do desenvolvimento da criança a todos os níveis, sendo realmente potenciador de sucesso educativo, no sentido mais abrangente, que não apenas o académico e realmente com práticas de inclusão? Porque será que ainda se ouve “vou receber um aluno com NEE na minha turma. Não vai se nada fácil”.

Penso que tal como os pais reajustam a sua vida, nós escola reajustaremos as nossas actividades, objectivos, estratégias e sentido de inclusão no nosso contexto escolar.

Tal como disse aquele pai, em relação à sua filha, nós, escola, poderemos ter alguns dos nossos alunos com as asas partidas mas com práticas inclusivas temos cola para as colar e, dar-lhes assim, a oportunidade de voar.

Isto é possível através de uma inclusão apostada, tentada, e avaliada.

Ana Isabel Marques (Professora)