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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Autismo (...)

De acordo com estudos epidemiológicos, sabe-se que a taxa média de Autismo, ou Perturbação Autística, é de 5 em 10 000 indivíduos, sendo relatadas taxas que variam de 2 a 20 por 10 000 indivíduos. Esta perturbação é 4 a 5 vezes mais elevada no sexo masculino do que no sexo feminino. A Perturbação Autística segue uma evolução contínua. Normalmente, o Autismo manifesta-se antes dos três anos de idade. As manifestações desta perturbação na primeira infância são muito subtis e mais difíceis de definir do que as observadas depois dos dois anos. As crianças e os adolescentes em idade escolar fazem, regularmente, progressos nalgumas áreas do desenvolvimento, nomeadamente e a título de exemplo, pode surgir um crescimento de interesse no funcionamento social à medida que a criança avança na idade escolar. Durante a adolescência o comportamento deteriora-se nuns enquanto que noutros melhora. Apenas uma pequena percentagem de autistas consegue chegar à idade adulta vivendo e trabalhando de forma autónoma. Uma percentagem ligeiramente superior à anterior atinge algum grau de independência parcial. Quanto aos autistas adultos e que funcionam a um nível superior continuam a revelar problemas de comunicação bem como de interacção social, associados a interesses e actividades marcadamente restritas. No Autismo, a natureza do défice na interacção social pode mudar com o tempo e variar em função do nível de desenvolvimento dos indivíduos. Nos mais pequenos, pode observar-se uma dificuldade em acariciar, uma indiferença ou aversão pelos afectos ou contactos físicos, ausência de contacto visual, de respostas fisionómicas ou de sorrisos dirigidos socialmente e ausência de resposta à voz dos pais. Estas crianças podem tratar os adultos como objectos de troca ou agarrarem-se mecanicamente a uma determinada pessoa, ou usar as mãos dos pais para obterem objectos desejados sem sequer estabelecerem contacto ocular. Quanto aos autistas mais velhos é possível observar-se um excelente rendimento nas tarefas que implicam memória a longo prazo (por exemplo, fórmulas químicas), mas a informação tende a ser repetida várias vezes, sendo ou não apropriada ao contexto social. (Informação retirada de: American Psychiatric Association (2001). Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (4¹ ed R). Washington, D.C.: Author. (Tradução Portuguesa DSM IV TR))

Inês Santana (Psicóloga)