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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Autismo (...)

As crianças autistas apresentam, de um modo geral, dificuldades ao nível da comunicação e da sociabilização pelo que, a sua inclusão numa Escola “normal” é bastante positiva, no entanto, a referida inclusão, não é fácil pois requer que sejam observadas algumas necessidades, tanto das crianças, quanto da escola como dos professores e restantes elementos da comunidade educativa.

         A Escola deverá estar preparada para proporcionar aos alunos, com estas características, as condições necessárias que viabilizem a aquisição de competências que lhes permitam um desenvolvimento enquanto cidadãos e uma integração na sociedade.

Os professores deverão ter uma “gosto” especial para trabalhar com estas crianças pois o sucesso da inclusão destes alunos depende bastante da atitude dos professores face aos alunos autistas, das suas percepções sobre as diferenças na sala de aula e da sua vontade de lidar, eficazmente, com essas diferenças. A atitude dos professores é, sem dúvida, um factor decisivo na construção de escolas mais inclusivas tanto para alunos autistas como para outros alunos com necessidades educativas especiais. 

Assim os professores, conscientes que o trabalho repetido e a estimulação contínua contribuirão para o progresso e evolução das capacidades das crianças autistas ao nível pessoal e social deverão ter, como principal objectivo, a promoção do desenvolvimento global dos alunos e ser o elo de ligação entre estes e as famílias para que, as medidas a adoptar e as estratégias a implementar, sejam comuns tanto na escola como no seio familiar (o contacto frequente entre os encarregados de educação e a escola é de extrema importância para o desenvolvimento da criança, pois permite aqueles, obterem informações acerca das evoluções e dificuldades do seus educandos e dar continuidade, em casa, ao trabalho desenvolvido na escola). Além disso, os professores devem também, procurar sensibilizar a comunidade em geral sobre as características destes alunos, para que possam ser estabelecidas parcerias que contribuam para a adaptação e inclusão na sociedade dos referidos alunos. Neste contexto é fundamental que escola, professores e restante comunidade educativa, estejam preparados para trabalhar com este tipo de alunos e, para isso, é necessário que se invista, por um lado, na sensibilização e formação de toda a comunidade educativa e, por outro lado, é imprescindível que se equipem as escolas de recursos espaciais, materiais e humanos que possam dar resposta às necessidades efectivas, destes alunos. 

Ana Galveia (Professora)