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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Formação pessoal e preparação para a vida activa

“As escolas deveriam munir-se de recursos que permitissem uma formação sustentada a todos os alunos incluindo aqueles que têm nee.”

(Francisco F. Lemos 1999)

 

 

De acordo com Hegarty e col. (1984, cit. por Correia, 1999), para determinar as adaptações curriculares a realizar e para seleccionar os ambientes educativos específicos em que o processo ensino-aprendizagem virá a ter lugar, o professor deve, sempre que possível, equacionar os seguintes aspectos:

1.     As características e necessidades individuais do aluno: a) dar prioridade ao ensino referente a tudo o que o aluno pode compreender, diminuindo as desvantagens resultantes do problema; b) excluir as actividades que possam ser perigosas para o aluno, atendendo às suas limitações; c) excluir do currículo tudo o que represente um ganho limitado e tenha pouca importância para o aluno.

2.     Tipo de matéria (área, disciplina, bloco de conteúdos) e tipo de actividades de aprendizagem: a) dar prioridade aos tópicos curriculares mais básicos, tais como a leitura, a escrita, a numeração, as habilidades sociais, entre outros; b) dar especial ênfase aos trabalhos e conteúdos de alta componente prática, como por exemplo actividades que não exijam elevado nível de competências de abstracção; c) dar ênfase ao ensino relacionado com determinados conteúdos que depois podem facilitar o acesso a aprendizagens diversas nos contextos educativos mais regulares.

3.     Manutenção de um equilíbrio no currículo: a)o currículo do aluno com NEE deve apresentar um equilíbrio entre aspectos académicos e práticos, entre aspectos educativos, com carácter geral, e aspectos de preparação específica para a vida activa.

4.     Considerações pedagógicas: a) o aluno com NEE pode participar em situações de aprendizagem (aulas, grupos grandes, etc.) regulares se dispuser de determinadas ajudas pessoais (actuações específicas do professor de apoio, etc.) nestas situações; b) o aluno com NEE também pode progredir em situações menos habituais no ensino regular (pequenos grupos, fora da classe regular), libertando tempo para dedicar à aprendizagem de outros blocos curriculares. Este aspecto deve estar presente na elaboração do currículo do aluno com NEE, mas a decisão este ponto não é fácil, tendo de se ponderar com rigor as vantagens e os inconvenientes; c) usar apenas critérios baseados no ‘valor do tempo’ pode exagerar a consideração do ‘ganho limitado’ e justificar com argumentações de aspectos aparentemente pedagógicos a restritividade, quiçá não tão necessária, do currículo que se propõe para um determinado aluno.

5.     Factores locais: a) as possibilidades de acesso físico que a escola oferece; b) os maiores ou menores conhecimentos e formação dos professores e pessoal especializado; c) as dificuldades práticas para articular os horários dos serviços educativos e dos não específicos.

Inês Santana (Psicóloga)