Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção "TAA"

“O contacto com os animais acalmam e descontraem a nossa mente.”

 (Luís Miguel Rosa, 1995)

A interacção homem-animal desde o começo dos tempos que resultou em benefícios, tendo a Terapia Assistida por Animais origem no final do século XVIII em Inglaterra, onde foi implementada numa instituição, no âmbito do tratamento de pacientes com doença mental. Assim sendo, estes “terapeutas” dedicados merecem ser respeitados e protegidos das atrocidades cometidas pelo próprio homem contra estas criaturas comprovadamente importantes para a nossa sociedade.

A Terapia Assistida por Animais consiste num processo terapêutico em que o animal representa uma influência motivadora para a melhoria social, emocional, física, e/ou cognitiva de pacientes humanos sempre sob a orientação de um profissional qualificado. Muitas espécies animais podem ser utilizadas para este fim, entre as quais, a equina e a canina que ocupam papel predominante. No que se refere aos primeiros, a designada equoterapia é utilizada no tratamento de pacientes com limitações físicas e mentais, enquanto os cães têm se revelado eficazes em projectos de educação, psicoterapia e/ou fisioterapia com pacientes idosos, adultos ou crianças nas mais diversas condições físicas e psicológicas, com resultados muito positivos. A título de exemplo, o simples facto de observar peixes num aquário tranquiliza o cérebro, o que acalma e reduz o stress contribuindo para o aumento da qualidade de vida.

Igualmente indiscutível é o valor educativo da presença de animais de estimação no desenvolvimento infantil tendo em conta que estimula a responsabilidade e autonomia nas crianças e proporciona o desenvolvimento do vínculo afectivo e a vivência dos mais diversos sentimentos, da frustração à alegria e até a morte. Ou seja, no seio desta convivência a criança desenvolve a sua forma de relacionamento com os outros que se prevê com auto-confiança, aceitação e respeito.

Deste modo, compete-nos louvar os benefícios que nos oferecem os animais e de lamentar a forma desumana como o Homem agradece com desrespeito e desprezo pelos seus direitos.

Mara Mota