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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Plano de formação 2009

26 de Setembro:

A inclusão de alunos com Nee

Todos estamos de acordo com o princípio da não discriminação. Mas, desde quando se viu eliminar a discriminação com medidas elas próprias discriminatórias? Que hipótese terá uma criança ou jovem de uma adequada integração/inclusão social, se numa parte tão sensível e determinante da sua vida - O processo educativo escolar - recebeu uma educação segregada? Ou seja, como pode a segregação/exclusão preparar para a integração/inclusão? Quem não concorda com uma cultura de direitos oposta a uma cultura de beneficência? Mas que cultura de direitos pode ser aquela que começa por negar um direito humano fundamental: o direito à educação para todos numa escola pública, democrática, de qualidade e inclusiva?


1 de Outubro:

Logopedia, fonoaudiologia e terapia da fala

 

Contributos para o estudo da comunicação

 

A comunicação é um dos actos mais elementares da evolução humana, assumindo-se como um dos pilares base nas dinâmicas e relações interpessoais. A perda ou alterações de faculdades como a linguagem, a fala ou voz coloca sérias dificuldades de integração às pessoas, que por motivos de doença, se debatem com estas barreiras intimamente ligadas ao acto de comunicar.

Tendo como principal missão ajudar a ultrapassar estes entraves, provocados na maioria dos casos por factores patológicos, os Terapeutas da Fala, logopeda e fonoaudiólogos assumem nos processos de rastreio, prevenção, avaliação, diagnóstico e tratamento das perturbações relacionadas com a fala e a linguagem uma importância que logra de crescente reconhecimento.

 


8 de Outubro:

A importância da terapia assistida por animais

O relacionamento entre a criança/jovem e um animal de estimação é benéfico em vários aspectos da vida social, afectiva e intelectual.

Diversos autores têm realizado investigações que nos levam a reconhecer, nos animais, mais um recurso no tratamento de crianças/jovens com problemas emocionais, de aprendizagem, de linguagem ou autistas.

Mesmo nos que experimentam situações de stress apenas temporariamente, a companhia de um animal pode contribuir para avaliar a ansiedade e preencher o apoio emocional.

 


15 de Outubro:

Projecto curricular vs adaptações curriculares

Todas as crianças com NEE’s “têm direito à educação pública gratuita, a qual se deve revelar adequada às suas necessidades educativas e deve ter lugar no meio menos restritivo possível” (Nielsen).

São inúmeras as instituições governamentais que manifestam preocupação com as crianças portadoras de NEE’s, independentemente do maior ou menor grau de severidade que estas apresentam. Desta forma, desde crianças com graves deficiências até às crianças com dificuldades de aprendizagem, todas são actualmente incluídas no ensino regular cabendo ao professor de cada turma responder a essas mesmas crianças e às suas necessidades específicas.

Apesar de existir um serviço de educação especial, que paralelamente trabalha com o ensino regular, é imprescindível que o professor titular de turma adeqúe as suas práticas à realidade da turma que lhe é atribuída. É na sequência desta premissa que o professor ao definir as orientações gerais do seu PCT tem de, à partida, definir estratégias e metodologias de trabalho que contribuam quer para a inclusão quer para o sucesso educativo da turma na sua totalidade e não na particularidade de alguns alunos em detrimento de outros que pelas suas características são excluídos das aprendizagens.


 

22 de Outubro:

Autismo

Perda de contacto com a realidade exterior

O Autismo consiste num distúrbio de desenvolvimento bastante presente nos dias de hoje e cujas definições e abordagens teóricas surgem e variam consoante estudos realizados por pesquisadores de todo o mundo.

Em 1943, Leo Kanner (psiquiatra americano) terá sido o primeiro a distinguir um grupo de comportamentos característicos que algumas crianças apresentavam. Esses mesmos comportamentos tinham como origem uma determinada perturbação que, posteriormente viria a ser reconhecida como Síndroma do Autismo (E. Pereira, 1996).

No entanto, para podermos proceder à definição do autismo, diversos serão certamente os factores e aspectos que deverão ser o alvo a salientar, visto este consistir num tema que implica ainda a existência de diversas dúvidas e teorias (M. Pereira, 2005).

A palavra “autismo” surge devido ao significado grego “autos” ou seja, “o próprio”, sendo “ismo” algo que nos poderá induzir a um estado ou ideia de orientação.

 


29 de Outubro:

A Equoterapia como terapia alternativa

Tendo em conta em que consiste a problemática referente á Perturbação do Desenvolvimento Autistíca bem como, a procura de uma terapia e método terapêutico eficaz para a melhoria de vida destes indivíduos, considerou-se a Equoterapia como terapia alternativa e, realizou-se um estudo científico teórico e prático, onde se pretende esclarecer/provar se este mesmo método terapêutico será eficaz ou não para o aumento e melhoria das capacidades gerais de crianças autistas, com idades compreendidas entre os 10 e os 11 anos de idade.

Assim, nesta acção de formação, para além da apresentação do mesmo estudo, poderão constatar-se toda a metodologia, participantes seleccionados, instrumentos de avaliação utilizados (e sua descrição), técnicas estatísticas utilizadas, procedimento, resultados, discussão de resultados, conclusões e limites de estudo.

 


5 de Novembro:

A multideficiência no contexto educativo

Comunicação alternativa para o aluno multideficiente

Perspectivar a educação de alunos com multideficiência é um desafio. A especificidade das suas necessidades educativas requer técnicos com elevado nível de especialização que lhes permitam identificar as suas necessidades, garantindo respostas mais adequadas.

Para que estas respostas, em contexto escolar, sejam as mais adequadas os professores precisam fazer formação na área ou então serem apoiados por técnicos especializados nas mesmas. Todavia, a atenção do professor ou técnico nesta área não deverá apenas centrar-se só em actividades práticas, ele deverá, acima de tudo, trabalhar de forma a incluir as crianças multideficientes nos contextos escolares, sensibilizando os demais para a sua presença e promovendo a adaptação da criança ao contexto.

Tendo em consideração a especificidade da intervenção por parte do professor ou técnico junto destas crianças a acção que realizamos procura apresentar algumas estratégias/actividades relativas à intervenção pedagógica junto de crianças multideficientes.


 

12 de Novembro:

A importância das actividades aquáticas para as crianças e jovens com Nee

A água é um meio maravilhoso para realizar exercícios e oferece oportunidades estimulantes para os movimentos que não estão dentro dos programas tradicionais de exercícios em solo.

A prática da natação ou de actividades aquáticas melhora a capacidade cardiovascular, respiratória, o tónus, a coordenação, o equilíbrio, a agilidade, a força, a velocidade, desenvolve habilidades psicomotoras como a lateralidade, as percepções táctil, auditiva e visual, as noções espacial, temporal e de ritmo, a sociabilidade e a autoconfiança.

A natação é um desporto que pode fazer parte da vida da criança logo nos primeiros meses. Deve ser praticada de forma lúdica e recreativa, sem compromisso com as técnicas, para que haja uma adaptação ao meio aquático. Este desporto contribui para desenvolvimento do ser humano integral, nos aspectos cognitivo, emocional e social. Na natação, a criança pode experimentar os movimentos novos que aprende sem traumas de uma queda como: rolar, movimentar pernas e braços – para além disto, a água morna é um aconchegante.


 

19 de Novembro:

Deficiência Mental

Níveis e tipos

A escola do ensino regular abarca uma diversidade de alunos que devido às suas características heterogéneas dificultam o, já por si, difícil processo de ensino/aprendizagem. Não obstante, a diferenciação pedagógica a par da individualidade que tem o Projecto Curricular de Turma, assim se pretende, deverão constituir-se como factores facilitadores quer do processo de ensino/aprendizagem, quer da integração e, consequentemente, da inclusão da criança diferente.

Numa altura em que, cada vez mais, se fala em escola inclusiva, é imperioso que esta instituição, na pessoa do professor e dos demais funcionários, esteja preparada para trabalhar com a diversidade de alunos que a frequentam. É necessária uma mudança ao nível de mentalidades no que concerne à comunidade escolar mas também à comunidade em geral. Como tal, é fundamental que se aposte na formação dos professores e dos demais funcionários/técnicos que participam no processo educativo da criança/jovem, especialmente quando se trata de crianças com Necessidades Educativas Especiais (NEE).

Dentro do grupo de alunos com NEE incluem-se os alunos com deficiência Mental, aos quais nos reportaremos ao longo do nosso trabalho. Estas crianças apresentam determinadas características e, na maioria das vezes, dificuldades cognitivas que influenciam e, ao mesmo tempo, podem prejudicar a sua aprendizagem. Para além destas dificuldades estes alunos poderão apresentar problemas ao nível da autonomia pessoal e social, comunicação, relações sócio-afectivas, entre outros. Ao longo da reflexão, acerca desta problemática, que nos propusemos fazer, iremos não só especificar algumas dessas características e dificuldades mas também tentar apresentar algumas estratégias de actuação, que se devidamente adequadas, poderão ser um contributo para melhorar o trabalho com estas crianças e ajudar o professor na sua prática pedagógica.

 


26 de Novembro:

Formação pessoal e preparação para a vida activa

Tendo em conta esta situação e às características da população escolar com nee, verificamos que existe uma grande necessidade em se trabalhar de uma forma mais eficaz a relação dos alunos com o mundo exterior, nomeadamente no que diz respeito à aquisição de competências sociais, independência pessoal e social, assim como uma preparação para o mundo do trabalho, a aquisição dos conhecimentos básicos do mundo que os rodeia e a utilização e compreensão dos serviços existentes.

A escola deve proporcionar a aquisição dos conteúdos básicos que permitam o prosseguimento de estudos ou a inserção em esquemas de formação profissional, proporcionando-lhes situações reais de trabalho, bem como facilitar a sua aprendizagem e desenvolvimento de métodos e instrumentos de trabalho, valorizando sempre a vertente prática do trabalho, assim como a comunicação, as relações interpessoais e a cooperação.

Nos tempos que correm em que a sociedade apresenta cada vez mais desafios, pressupõe-se preparar os alunos para conseguirem dar resposta às solicitações do presente e do futuro.

Deste modo, a escola deverá definir/redefinir a sua filosofia de vida através de um novo empenho para a sua acção futura.

A escolha do tema desta acção resume-se à necessidade de proporcionar às crianças e jovens todas as condições necessárias para o seu desenvolvimento e pleno aproveitamento das suas capacidades.

 


3 de Dezembro:

Educação Sexual na Diferença

Falar de Educação Sexual é falarmos do nosso corpo, na forma como nos expressamos dos nossos sentimentos e emoções.

A Educação Sexual compreende diversos aspectos da sexualidade e das relações que estabelecemos com os outros e connosco (Enquanto seres sexuados e dotados de uma identidade sexual).

A Educação Sexual desempenha um papel de extrema importância na promoção da auto-estima, afirmação pessoal e desenvolvimento da personalidade.

 


Para mais informações contacte:

edif@sapo.pt