Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Deficiência Mental

A Deficiência Mental 
 

“(…) é um grave erro considerar que todos os tipos e graus de deficiência mental formam o mesmo grupo homogéneo…pois pessoas com deficiência mental leve têm mais em comum com os normais do que com os deficientes mentais severos.” (Rosana Glat) 

      A escolha desta frase deve-se ao facto de a mesma abarcar as ideias reflectidas nas outras citações à escolha. Não posso estar mais de acordo com esta frase pois, de facto, a nossa sociedade ainda tem muitos preconceitos relativamente a pessoas com deficiência mental, considerando todos os cidadãos com esta patologia um grupo dito homogéneo, sem olhar a tipos e graus da mesma. Como sabemos estes podem ir de leve a severo, pelo que na minha opinião, e tal como refere Rosana Glat , “(…) pessoas com deficiência mental leve têm mais em comum com os [ditos] normais do que com os deficientes mentais severos.” É apenas necessário que se faça um adequado reajuste educacional e curricular no sentido de desenvolver ao máximo as capacidades destas crianças. Para tal, é fundamental existir uma abertura de mentalidades relativamente a esta patologia, apostando-se não só na formação de profissionais mas igualmente na divulgação de informação à população em geral, para que todos possamos contribuir para o desenvolvimento destas crianças. Com o nosso apoio elas poderão, ainda que mais lentamente, atingir um nível de desenvolvimento que lhes permita viver com mais autonomia na nossa sociedade. Elas não são doentes mentais, são apenas crianças com atrasos no seu crescimento intelectual que necessitam de apoio individualizado para ultrapassar estas dificuldades.

     É desta forma, que defendo que, dependendo do grau e tipo de deficiência todas as crianças conseguem ser normais, se acreditarmos e trabalharmos em conjunto para a sua inclusão em classes regulares. Todas as crianças tem direito a usufruir de um processo de ensino/aprendizagem adaptado ao seu ritmo e às suas necessidades, tendo como horizonte a sua integração e inclusão em turmas de crianças ditas normais.  

Bárbara Silva (Educadora de Infância)