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Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação Individual da Acção nº3

Adaptações Curriculares

Eu acredito na inclusão

É Cada vez mais comum ouvir-MOS falar, hoje em dia, DA inclusão de pessoas com deficiência em ambientes onde predominam OS ditos "normais". No entanto, há ainda muitos cidadãos, muitos profissionais de educação, que teimam em defender a permanência dos "atrasados" nas instituições. Não sou contra as instituições para as crianças e jovens cujas deficiências profundas não permitam que sejam felizes na escola regular.

Cada dia que passo com OS meus alunos com NEE sinto o quanto é necessário que toda a comunidade educativa esteja em sintonia com a inclusão. E não me refiro a alunos com deficiência moderada ou ligeira, OS meus alunos têm Dificuldades de Aprendizagem (DA) e Atrasos Globais de Desenvolvimento (AGD). Se OS próprios colegas (docentes e técnicos) discriminam OS alunos pelo seu insucesso escolar e pessoal, que podemos exigir do pessoal auxiliar e administrativo? Penso que temos de apostar mais na formação de todos nós neste sentido.

Mas eu considero-me uma docente (quase) realizada porque trabalho numa escola onde se promove a inclusão das crianças diferentes, onde as adaptações curriculares são pensadas em conjunto com OS professores do regular, onde o meu trabalho é feito dentro DA sala de aula em colaboração com o professor e onde posso apoiar OS pais mais necessitados. Por isso, volto a dizer: acredito na inclusão, feita assim com a colaboração de todos, para alcançar um objectivo comum. Exige muito trabalho, dedicação, sensibilidade, empatia.

 O professor titular de turma é o mais sacrificado quando tem alunos com NEE na sua turma. A maior parte das vezes não tem formação alguma sobre a especificidade do(s) problema(s) dos seus alunos. A ajuda do professor especializado nunca pode ser todos OS dias porque ele tem o resto DA escola (às vezes escolas) para atender. A lei fala no número reduzido de alunos numa turma com crianças com NEE mas não contempla OS alunos com DA, que não pertencem ao grupo do artº 11 do Dec.Lei 319/91. Há turmas de 24 alunos, com 6 ou mais alunos com DA, associados a problemas de comportamento, dislexia, problemas emocionais e outros  em que o professor tem de estar todo o tempo sozinho com a turma. As adaptações curriculares podem ser uma boa ajuda. Para isso tem de haver reuniões  entre o professor do EE e o do ER. Têm de se reunir e partilhar  opiniões acerca de cada aluno individualmente, para que também em conjunto delimitem as adaptações curriculares mais adequadas, o tipo, a forma, a periodicidade a duração e o local DA avaliação, o tipo de apoio mais adequado.

Autoria: Sílvia Tavares (Professora)

Data: Janeiro de 2007