Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Deficiência Mental

“O conceito de deficiência não pode ser confundido com o de incapacidade, palavra que é uma tradução, também histórica, do termo "handicap".”

(Romeu Kazumi Sassaki)

 

Comentário:

Ao analisar esta frase senti necessidade de reflectir durante algum tempo… E o primeiro termo que me surge é a o da Escola Inclusiva. Poderia comentar esta frase em diversos sentidos, mas fiquei presa ao meu primeiro pensamento. As crianças e jovens com deficiência devem ter acesso às escolas regulares e estas devem adequar-se através de uma pedagogia centrada na criança, capaz de ir ao encontro das suas necessidades.

Apesar das suas deficiências, as crianças são capacitadas e têm o direito de ter uma formação o mais adequada possível às suas limitações, sem que sofram qualquer tipo de discriminação por serem diferentes daquilo a que se chama “ser normal”.

Neste sentido, é importante realçar que as escolas regulares, numa recta de orientação inclusiva, constituem os meios necessários para combater as atitudes discriminatórias, criando comunidades abertas e solidárias, constituindo uma sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos.

Quando se pretende ir ao encontro das necessidades que as deficiências impõem, deve-se compreender o contexto em que a educação da criança portadora de deficiência se deve processar, ou seja, há que considerar um continuum no processo de ensino-aprendizagem que dê ênfase à planificação e programação individualizadas. Para tal, é imprescindível que a escola regular proporcione as condições ideais para que o ensino da criança com deficiência se desenrole no mesmo ambiente das crianças chamadas “normais”. Assim, é exigido à escola, modificações no processo de ensino-aprendizagem no sentido de se encontrar resposta para o direito, de todas as crianças, a uma educação igual e de qualidade que observe as suas necessidades.

No entanto, caso a escola não consiga proporcionar, a estas crianças, uma educação apropriada, então o “despejá-la” na classe regular é extremamente irresponsável.

Assim, deve continuar-se a lutar pelo direito a uma educação igual e de qualidade pois, apesar das deficiências que a criança apresenta, estas não fazem de si uma criança incapacitada de aprender e de ter formação.

Inês Santana (Psicóloga)

Avaliação da acção - Equoterapia

 “O cavalo é um animal que graças à sua cordialidade milenar pressupõe valências jamais discriminatórias e até terapêuticas.”

(Ana Marques Afonso 2005)

Comentário:

Apesar de se negar, firme e continuadamente, vivemos numa sociedade altamente discriminatória, preconceituosa e fechada à diferença. Tudo e todos os que se afastam do padrão dito “normal”, encontram-se certamente susceptíveis a serem colocados de parte.

O ser humano, incluindo a criança, consegue ser imensamente cruel com os sujeitos portadores de qualquer tipo de diferença/deficiência. Põe de parte, olha de lado, critica, aponta o dedo, afasta-se e não se relaciona com os sujeitos que, de algum modo, fogem ao padrão imposto e cultivado pela sociedade.

No entanto, estas pessoas, marcadas pela diferença, ainda conseguem encontrar quem as aceite tal como são, quem não se afaste pela sua diferença e ainda quem retribua nos carinhos e nos afectos. Falo nos cavalos! Este nobre animal não mostra qualquer atitude discriminatória quanto à diferença. Deste modo, é natural que as pessoas portadoras de alguma deficiência se sintam gratificadas quanto à doce postura do cavalo, sentindo-se igualmente aceites tal como são.

Uma vez que não se sentem discriminadas nem colocadas à parte, esta pessoas têm certamente no cavalo, um agente terapêutico, que a nível físico e cognitivo (quando as suas deficiências passam por estes campos), quer a nível psicológico, uma vez que vai permitir um aumento da auto-estima, confiança e sociabilidade e uma diminuição da intolerância à frustração. Com alterações benéficas nestes campos, é natural que surja uma felicidade e uma nova postura perante a vida.

Como praticante de equitação há 14 anos e assumindo-me completamente apaixonada pelo cavalo, acredito, e não tenho a menor dúvida, que o contacto com estes animais só traz benefícios e alegrias estremas!

Inês Santana (Psicóloga)

Avaliação da acção - Equoterapia


"Sobre o cavalo, a criança pode transmitir o próprio mundo afectivo, a própria imaginação, os próprios sonhos..."

(Daniele Citterio, 1998)

 

Segundo o que li até agora, a criança ao estar sobre o cavalo sente-se bem, confiante e expressa estes sentimentos através das suas expressões faciais ou até mesmo através de gritos de alegria e sons diversos enquanto efectua esta terapia. Parece-me pois, que se de facto as crianças se sentem bem, e gostam, e ao mesmo tempo esta terapia as ajuda no seu desenvolvimento holístico é de continuar com este tratamento, que para estas não é encarado como tratamento mas sim como algo que lhes proporciona prazer. 

Provavelmente ao montar o cavalo a criança relaxa e descontrai, no entanto sente-se ao mesmo tempo auto-confiante e segura, isto leva também a que a comunicação entre esta e os profissionais seja, normalmente, mais facilitada.

Ao fazer este “tratamento” não se está só a pensar nos ganhos futuros, isto é, no desenvolvimento da criança no futuro, mas está também a pensar-se nos sentimentos que este proporciona à criança nesse mesmo instante, no momento em que o tratamento decorre.

 

Cristina (estudante)

 

Avaliação da acção - Equoterapia


 
Avaliação:

 

 
" (…) a escola e a sociedade, de um modo geral, ainda se fecham à utilização de novas terapias."

 

 
Comentário:

Novas terapias... o conceito de novo sempre foi um problema para qualquer sociedade inclusivé um sistema micro social como a escola. Tudo o que seja para quebrar com o tradicional, o habitual torna-se de facto um desafio que só surtirá efeito no público que ambicionamos, caso todos os agentes sociais entrem em acção em prol da mudança de atitudes e até mesmo preconceitos deste ou daquele aspecto.
Assim sendo, no campo particular das famílias que necessitam de ajuda através das novas terapias, não serão estas que estão fechadas ou pouco receptivas, pois estas encontram-se em situação de ignorância ou em falta de recursos. As entidades políticas em parceria com profissionais especializados devem criar situações de desenvolvimento na abertura e divulgação das novas terapias, de forma a poder ser acessível a todo o cidadão em necessidade. Assim, através de um esforço de equipa escola e sociedade poderão tornar as novas terapias a médio prazo numa terapia normalizada até mesmo massificada contribuindo para um bem-estar.
Lídia Mendes (Professora)