Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Deficiência Mental

“ (...) é um grave erro considerar que todos os tipos e graus de deficiência mental formam o mesmo grupo homogéneo... pois pessoas com deficiência mental leve têm mais em comum com os normais do que com os deficientes mentais severos.” (Rosana Glat)

 

Ao longo da história das patologias, verificamos que a diferença foi sempre olhada com alguma desconfiança e injustiça, muito resultado do desconhecimento e ignorância perante situações que fogem a uma norma pré-definida; a comparação com uma maioria considerada “normal” cria muitas vezes, ainda hoje,  situações de desvantagem que são mais o resultado de ideias pré-concebidas do que o resultado de uma avaliação da situação específica em causa. 

A Deficiência Mental Ligeira é um bom exemplo de uma patologia que pode assumir várias formas; mas é sempre uma condição mental relativa - relativa em relação a uma determinada cultura ou grupo, dado que o seu diagnóstico pressupõe a atribuição social de morbilidade a uma limitação funcional. Em contexto escolar, a avaliação da funcionalidade e limitações de um aluno pode fazer a diferença entre um desenvolvimento pessoal harmonioso ou o insucesso e abandono escolar; perceber que não interessa conhecer o diagnóstico mas sim a PESSOA, as suas potencialidades e pontos fortes, é uma forma diferente de avaliar, talvez a única que permite que aquele aluno continue sempre a evoluir até ao máximo das suas capacidades. E, de facto, o défice cognitivo ligeiro pode implicar uma boa funcionalidade a vários níveis, que deverá ser utilizada pelas escolas de forma a dotar os alunos de competências que os prepararem para, mais tarde, poderem integrar a vida activa de forma autónoma e serem cidadãos produtivos e perfeitamente integrados. As diferenças entre um aluno com défice mental ligeiro e um outro sem esta patologia serão, na prática, muito menos do que as semelhanças. Perceber isto implica organizar o ensino de forma diferenciada, mas diferenciada de forma a realçar as semelhanças, e nunca as diferenças!... 

Cristina Sena Neves (Psicóloga)

 


 

Avaliação da acção - Deficiência Mental

A Deficiência Mental 
 

“(…) é um grave erro considerar que todos os tipos e graus de deficiência mental formam o mesmo grupo homogéneo…pois pessoas com deficiência mental leve têm mais em comum com os normais do que com os deficientes mentais severos.” (Rosana Glat) 

      A escolha desta frase deve-se ao facto de a mesma abarcar as ideias reflectidas nas outras citações à escolha. Não posso estar mais de acordo com esta frase pois, de facto, a nossa sociedade ainda tem muitos preconceitos relativamente a pessoas com deficiência mental, considerando todos os cidadãos com esta patologia um grupo dito homogéneo, sem olhar a tipos e graus da mesma. Como sabemos estes podem ir de leve a severo, pelo que na minha opinião, e tal como refere Rosana Glat , “(…) pessoas com deficiência mental leve têm mais em comum com os [ditos] normais do que com os deficientes mentais severos.” É apenas necessário que se faça um adequado reajuste educacional e curricular no sentido de desenvolver ao máximo as capacidades destas crianças. Para tal, é fundamental existir uma abertura de mentalidades relativamente a esta patologia, apostando-se não só na formação de profissionais mas igualmente na divulgação de informação à população em geral, para que todos possamos contribuir para o desenvolvimento destas crianças. Com o nosso apoio elas poderão, ainda que mais lentamente, atingir um nível de desenvolvimento que lhes permita viver com mais autonomia na nossa sociedade. Elas não são doentes mentais, são apenas crianças com atrasos no seu crescimento intelectual que necessitam de apoio individualizado para ultrapassar estas dificuldades.

     É desta forma, que defendo que, dependendo do grau e tipo de deficiência todas as crianças conseguem ser normais, se acreditarmos e trabalharmos em conjunto para a sua inclusão em classes regulares. Todas as crianças tem direito a usufruir de um processo de ensino/aprendizagem adaptado ao seu ritmo e às suas necessidades, tendo como horizonte a sua integração e inclusão em turmas de crianças ditas normais.  

Bárbara Silva (Educadora de Infância)

 


Avaliação da acção - Hiperactividade

 Hiperactividade 

 

     Este é um tema que considero deveras controverso, pelo que, será  importante reflectirmos – e levarmos a reflectir -  sobre ele. Com tal, a frase que escolhi foi a que ressalva que “a hiperactividade é um problema social. – É importante saber que o diagnóstico de hiperactividade é difícil e, portanto deve ser feito por uma equipa médica – para evitar um falso diagnóstico.” 

     De facto, não posso estar mais de acordo com esta frase. A hiperactividade é uma perturbação difícil de diagnosticar, ou melhor, as pessoas tornam-na complicada de diferenciar de um certo comportamento que se propagou pelas nossas crianças desde alguns anos para cá. Sim, falo de um comportamento abusivo e de desrespeito que algumas crianças assumem perante a sociedade, fruto de um novo conceito de educação (ou da falta dela) baseado na liberdade total das crianças. Desta forma, gera-se um descontrolo educativo, onde as crianças é que tomam o poder e se tornam pequenos ditadores assumindo comportamentos a que a família atribui erradamente ao conceito de hiperactividade. É fundamental que nós profissionais ajudemos a sociedade a entender que não devemos “esconder” os comportamentos que permitimos às nossas crianças (pelos quais somos responsáveis e não a hiperactividade) por detrás de uma perturbação grave como esta.

     

Esta não pode nem deve ser a palavra da “moda”, não devemos tentar rotular as crianças que não soubemos “educar” com uma perturbação destas e tentar medicá-las, devemos sim tomar consciência dos nossos erros e tentar corrigi-los. Há tantas crianças com perturbações (e tantos pais) que davam tudo para não as ter…PENSEM!

 

Barbara Silva