Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Centro Recursos e Formação - Associação Portuguesa de Investigação Educacional

Sempre no sentido do esclarecimento, da partilha e da formação.

Avaliação da acção - Hiperactividade

Hiperactividade

 

A criança hiperactiva pode ter muitos problemas. Apesar da "dificuldade de aprendizado", essa criança é geralmente muito inteligente. Sabe que determinados comportamentos não são aceitáveis. Mas, apesar do desejo de agradar e de ser educada e contida, a criança hiperactiva não consegue se controlar. Pode ser frustrada, desanimada e envergonhada. Ela sabe que é inteligente, mas não consegue desacelerar o sistema nervoso, a ponto de utilizar o potencial mental necessário para concluir uma tarefa.
A criança hiperactiva muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, ou em casa, a criança hiperactiva pode sofrer de stress, tristeza e baixa auto-estima.

Os pais da criança hiperactiva merecem muita consideração. É preciso muita paciência - e vigor - para amar e apoiar a criança hiperactiva em todos os desafios e frustrações inerentes à doença. Os pais da criança hiperactiva estão sempre preocupados e atentos, sempre "em alerta". Consequentemente, é fácil sentirem-se cansados, abatidos e frustrados, às vezes. É de importância vital para os pais da criança hiperactiva serem bons consigo mesmos, descansar quando apropriado, além de aceitar o apoio para eles e para o filho.



Avaliação da acção - A inclusão de alunos com Nee

Actualmente trabalho numa escola de 2º e 3º ciclo, numa Unidade de Apoio a alunos com multideficiência criada no ano passado. Foi, de facto um ano impar na minha carreira, visto que tive a oportunidade, em conjunto com uma colega, de montar a sala.

Pedimos o apoio de uma entidade local, que nos ofereceu sem contrapartidas tecnologias de apoio à comunicação aumentativa e alternativa e material terapêutico no valor de 5000 euros. Com a verba destinada a estas unidades comprámos material didáctico adequado às necessidades dos nossos alunos.

A unidade conta com quatro alunos com problemáticas distintas. Todos eles encontram-se matriculados em turmas de 6º ano e todos eles, sem excepção frequentam algumas disciplinas com o seu grupo/turma, têm oficinas com grupos mais reduzidos e contam igualmente com algumas terapias que são realizadas dentro do espaço escolar, à excepção da hidroterapia.

Todos são vistos como colegas, actualmente nenhum é observado pelo canto do olho por outro colega. Importa referir que estes meninos (à excepção de uma aluna) transitaram de uma unidade de 1º ciclo (do mesmo agrupamento), logo os restantes colegas já estavam habituados a conviver com eles.

É de salientar que a unidade não é um cantinho que se encontra escondido dentro da escola. Pelo contrário, é um espaço onde se ministra apoio e conta com a presença muito regular de alunos da escola.

Os alunos fazem tudo o que é suposto fazer numa escola. Para além das aulas e oficinas que frequentam, onde participam dentro das suas capacidades, vão ao recreio, à biblioteca, almoçam no refeitório, vão ao bar, tal como os outros.

Claro que considero que existe um longo caminho a percorrer, não há cenários perfeitos, no entanto cabe e em muito aos professores de educação especial ressalvar a toda a comunidade educativa que estes alunos são alunos da escola, da turma, não são alunos da unidade. A unidade é “apenas” mais um recurso que a escola oferece a alunos que têm outro tipo de necessidades e é aqui que centro o meu discurso: As escolas, os professores na sua maioria incluindo alguns de educação especial ainda não estão preparados para esta realidade. De facto é mais fácil pensar que estes alunos são da unidade e que de vez em quando aparecem na turma. Cabe-nos a nós mudar esta mentalidade, e é o que faço diariamente pensando neles como “simplesmente” alunos como todos os outros.

Professora de Educação Especial Fátima Santos



Avaliação da acção - A inclusão de alunos com Nee

Inclusão

Bem, estamos perante um dos temas mais delicados da nossa sociedade. Diariamente deparamo-nos com uma sociedade hipócrita, que finge ser solidária e finge aceitar as crianças com necessidades educativas especiais mas que na realidade não o faz.

Todos “têm pena” do menino com trissomia 21 (por exemplo) que é filho do vizinho, mas depois, quando adulto já ninguém “acha piada” ao mesmo “menino”… Será que ele não tem os mesmos direitos que nós?

Quem quer um menino na sala de aula do filho que precisa de atenção “extra” e que só “atrapalha” e “atrasa” o decorrer da aula? Regra geral: ninguém! Mas não pensam que essa situação, um dia pode bater-lhes á porta.

Onde estamos a errar? O que poderemos fazer para inverter essa situação?

Acho que temos que ter a noção de que sozinhos não podemos mudar o mundo mas juntos conseguimos fazer dele um lugar melhor!

Ninguém escolhe ter um filho com necessidades educativas especiais!

As crianças com NEE são especiais, não só para o mau, mas para o bom também, pois aprendemos com elas coisas que mais ninguém nos ensina!

Eu não escolhi ter uma filha “especial”, mas hoje em dia sinto que ela também está rodeada de pessoas especiais!

 

Com o nosso empenho e dedicação, sem querer, tornamo-nos especiais também.

Para o ME seria muito fácil mudar leis de um momento para o outro, mas não iria servir de nada sem antes mudar as mentalidades.

A minha experiência pessoal, diz-me que é muito difícil, não impossível, mudar as mentalidades de um momento para o outro, enquanto nós, por vezes, vemos a exclusão mesmo dentro das próprias famílias.

Infelizmente penso que esta luta poderá ser inglória, pois só quem passa pelas situações sabe dar o devido valor às situações e experiências vividas.

Para combater a exclusão social destas crianças temos que dar voz aos pais! Pois eles sim sabem do que estão a falar e sabem transmitir a mensagem de uma forma pessoal o que sempre toca mais de perto a sensibilidade das pessoas.

Temos que tentar “abrir os olhos” á sociedade na qual nos encontramos inseridos de forma a aceitar que todos somos iguais, cada um á sua maneira.

Eu, como pessoa, cidadã e principalmente como mãe, criei um grupo na rede social “facebook” chamado “A minha filha tem uma doença rara… E ainda não sei qual é!” (a minha situação actual) para tentar encontrar pais, familiares e amigos de pessoas com doenças raras e partilhar experiências, histórias de vida e situações que possam ser úteis a todos aqueles que nos encontramos em situações semelhantes.

Também faço parte da associação “Pais em Rede” e estou em fase de criação de um núcleo na minha terra.

Este é o grãozinho de areia que eu estou a aportar á sociedade em que vivemos. Espero servir de ajuda e que a nossa sociedade seja mais consciente da realidade, tolere e aceite que, tal como referi anteriormente, todos somos iguais, de maneira diferente.

Ana Costa